sexta-feira, setembro 01, 2006
EXAMES
Os resultados dos exames do 9º ano (aumento exponencial do número de chumbos) dando que pensar não pode espantar ninguém.
A cultura do facilitismo não podia fazer-nos chegar a outro lado. Cada vez que se controlar o índice de conhecimentos dos alunos, o resultado será este. Porque a ignorância está lá. Nua e crua.
A questão é se há salvação. Mas se a há, este é o único caminho. A exigência.
O regresso dos exames à escola primária (nunca fui nessa treta do ensino básico, ou primeiro ciclo, etc.etc.), e ao ciclo é inevitável. Só encostados contra a parede os estudantes compreenderão a mediocridade em que mergulharam. E que ou saiem dela ou o amanhã será, com toda a certeza, muito sombrio.
PURA DEMAGOGIA
Para bom cumprimento dos limites de emissão de CO2 impostos pelo protocolo de Kyoto, o governo português anunciou duas medidas: reduzir a velocidade máxima nas autoestradas, de 120 km/h para 118 km/h e impor que os taxis deixem de circular sete dias por semana e passem a circular somente seis.
Pergunto-me como será possível controlar 2 km/h em autoestrada? Ou como se vão contolar os dias em que os taxis circulam?
Na verdade não são ítems controláveis. Não são medidas para aplicar. São apenas para anunciar. Não passam de mera propaganda política. E se já não espanta a arte com que este governo a ela recorre, já espanta, isso sim, o modo desmesurado como o anda a fazer. É que ainda não percebeu que o ritmo com que anuncia o muito que não cumpre lhe há-de ser cobrado.
quinta-feira, agosto 31, 2006
LIBANO
Foram recolhidos 730 milhões de euros para a reconstrução do Libano.
Ainda os corpos dos mortos não arrefeceram e a multinacionais da construção já esfregam as mãos com as obrinhas que aí vêm.
Definitivamente não me revejo neste mundo. Ainda acredito que teria sido mais razoável evitar a destruição. Mas eu sou muito ingénuo.
quarta-feira, agosto 30, 2006
MAIORIDADE
Não sei bem porquê, nunca me tinha dado para assumir a paternidade do crítico.
A partir de hoje é diferente. Está assinado. Atingimos (eu e ele) a maioridade.
A partir de hoje é diferente. Está assinado. Atingimos (eu e ele) a maioridade.
PRAIA DA AMÁLIA
Não gostando nem um bocadinho do que nos cantava, habituei-me a respeitar Amália sobretudo pelo que representou para Portugal. Mas achava sempre que a senhora tinha mesmo muito mau gosto ao dedicar tão sublime voz (que indiscutivelmente tinha) a cantar o que considero uma canção menor e parola (em tudo o que o termo encerra). E nunca serviu de nada chamarem-me herege (acho como sempre achei e pronto).
Mudei, contudo, de opinião.
Ali a sul da Zambujeira do Mar, entalada entre esta e a Azenha do Mar (não confundir com Azenhas, mais a norte) há uma pequena praia. Tem o nome da artista, por ter sido o seu local de férias (tinha mesmo lá casa).
A música dela, continuo a achar, foi um desperdício para a sua voz. Mas o mau gosto, isso a senhora não tinha. Como as fotos ilustram.
Mudei, contudo, de opinião.
Ali a sul da Zambujeira do Mar, entalada entre esta e a Azenha do Mar (não confundir com Azenhas, mais a norte) há uma pequena praia. Tem o nome da artista, por ter sido o seu local de férias (tinha mesmo lá casa).
A música dela, continuo a achar, foi um desperdício para a sua voz. Mas o mau gosto, isso a senhora não tinha. Como as fotos ilustram.

SIBS
A SIBS terá que reembolsar, integralmente, todos os burlados com a clonagem dos cartões multibanco. Palpita-me que não o fará de livre vontade (esperemos pelas notícias dos próximos dias e as reacções às reclamações apresentadas) e, como é hábito das sociedades da sua estirpe (bancárias) apenas o fará quando um Tribunal ou uma qualquer entidade reguladora a obrigue a tal. E só quem nunca teve que apelar à competência, boa vontade e, sobretudo, boa-fé do "monstro" é que pode pensar o contrário.
P.S. Nunca consigo lamentar quando alguém (ainda que pela meios desonestos como seja a clonagem dos cartões) consegue "passar a perna" a um banco (neste caso uma sociedade detida pelos bancos). E dou sempre comigo a pensar: que te faça bom proveito o quanto lhes conseguiste "palmar".
PORTAS, O INDEPENDENTE
A primeira imagem que me ocorreu quando hoje ouvi que O Independente será publicado, pela última vez, na próxima sexta-feira, foi a de uma célebre entrevista dada hás uns anos por Paulo Portas, então director do jornal, que com a altivez costumeira e sempre sem dispensar o dedo em riste, afirmou (cito de cor) a um canal de TV: “Só descansarei no dia em que O Independente vender mais um exemplar do que O Expresso”.
Ora, nunca vendeu sequer metade e Portas há muito que abandonou o barco.
Mas isso Portas já esqueceu. Deitou no ecoponto com a mesma lata com que deitou o CDS (e fez o PP depois de sempre se ter afirmado democrata-cristão e depois regressou ao mesma CDS). Ou do mesmo modo que o fez com as suas ideias anti-europeístas (quem não se lembrar o que disse da então CEE que releia os seus editoriais de então. Ou, para variar para exemplo mais mundano (porém não menos elucidativo sobre a personalidade do homem), com a mesma limpeza com que se esqueceu que afirmou (creio que na dita mesma entrevista) que nunca usaria relógio nem gravata (basta vê-lo agora para constatar como é coerente). A queda de O Independente é, também, a queda de Paulo Portas. A queda de um certo “way of living” que, bem maquilhado, muita frase feita e de banhinho lavado até pode enganar, numa noite mais ébria, o povo. Mas que, em chegando o dia, “tem que tapar as pernas” ou então descobrem-se as “Dietrichs que não foram nem Marlenes” (Sérgio Godinho).
Ora, nunca vendeu sequer metade e Portas há muito que abandonou o barco.
Mas isso Portas já esqueceu. Deitou no ecoponto com a mesma lata com que deitou o CDS (e fez o PP depois de sempre se ter afirmado democrata-cristão e depois regressou ao mesma CDS). Ou do mesmo modo que o fez com as suas ideias anti-europeístas (quem não se lembrar o que disse da então CEE que releia os seus editoriais de então. Ou, para variar para exemplo mais mundano (porém não menos elucidativo sobre a personalidade do homem), com a mesma limpeza com que se esqueceu que afirmou (creio que na dita mesma entrevista) que nunca usaria relógio nem gravata (basta vê-lo agora para constatar como é coerente). A queda de O Independente é, também, a queda de Paulo Portas. A queda de um certo “way of living” que, bem maquilhado, muita frase feita e de banhinho lavado até pode enganar, numa noite mais ébria, o povo. Mas que, em chegando o dia, “tem que tapar as pernas” ou então descobrem-se as “Dietrichs que não foram nem Marlenes” (Sérgio Godinho).
terça-feira, agosto 29, 2006
SALÁRIO MÍNIMO
A CGTP reclama aumento extraordinário do Salário Minímo por este ser um dos mais baixos da Europa.
Porém, números que ainda a semana passada li, dão conta que somos dos países da Europa dita unida que têm uma menor percentagem de trabalhadores a auferir o salário mínimo nacional.
A razão é simples: é tão ridículo o dito SM que poucos empregadores encontram trabalhadores disponíveis para trabalhar apenas por aquela valor. Além de que os Contratos Colectivos de Trabalho, que verdadeiramente fixam esses quantitativos, trabalham, também, acima desse valor.
Por isso, o aumento do SM é um falso problema. Um quase não caso. Ou seja, um fatinho à medida da demagogia sindicalista ortodoxa.
Porém, números que ainda a semana passada li, dão conta que somos dos países da Europa dita unida que têm uma menor percentagem de trabalhadores a auferir o salário mínimo nacional.
A razão é simples: é tão ridículo o dito SM que poucos empregadores encontram trabalhadores disponíveis para trabalhar apenas por aquela valor. Além de que os Contratos Colectivos de Trabalho, que verdadeiramente fixam esses quantitativos, trabalham, também, acima desse valor.
Por isso, o aumento do SM é um falso problema. Um quase não caso. Ou seja, um fatinho à medida da demagogia sindicalista ortodoxa.
COSTA VICENTINA
Ali mesmo em baixo, encravada entre a deturpada Setúbal e o asfixiante Algarve, o pedacinho de Portugal virgem, original, saudável, com coisas deslumbrantes como esta

e esta

Pese embora os homicídios paisagísticos originados por abortos como a Zambujeira do Mar ou Mil Fontes, a verdade é que ainda subsistem postais como os acima ilustrados.
Melides, um pouco mais a norte, tem ainda mais de paraíso, de imaculado. É o último pedaço de Portugal por “estuporar”.
Volto e volto vezes sem conta e os olhos não esgotam a saciedade de olhar.
Estes 80 kms de costa são a última oportunidade de salvar um restinho de mar e areia de que, no futuro muito próximo, não nos envergonhemos.
Dizem-me, porém, que só para Melides estão programadas mais de 5000 camas turísticas.
A muito breve trecho, o Alentejo costeiro não será mais que um braço da lixeira em que converteram o Algarve. A partir daí deixarei de ter local para veranear em Portugal. Mas até lá vou sorver cada bocadinho que estes animais do imobiliário e da política não tiverem, ainda, rebentado.

e esta

Pese embora os homicídios paisagísticos originados por abortos como a Zambujeira do Mar ou Mil Fontes, a verdade é que ainda subsistem postais como os acima ilustrados.
Melides, um pouco mais a norte, tem ainda mais de paraíso, de imaculado. É o último pedaço de Portugal por “estuporar”.
Volto e volto vezes sem conta e os olhos não esgotam a saciedade de olhar.
Estes 80 kms de costa são a última oportunidade de salvar um restinho de mar e areia de que, no futuro muito próximo, não nos envergonhemos.
Dizem-me, porém, que só para Melides estão programadas mais de 5000 camas turísticas.
A muito breve trecho, o Alentejo costeiro não será mais que um braço da lixeira em que converteram o Algarve. A partir daí deixarei de ter local para veranear em Portugal. Mas até lá vou sorver cada bocadinho que estes animais do imobiliário e da política não tiverem, ainda, rebentado.
REGRESSO II
Retorno sempre vazio, amputado, das "viagens" que me dão prazer. Regresso sempre tonto, com um zumbido nos ouvidos, que me empurra para sul, para norte, para dentro ou seja lá de onde venho e me diz: não regresses. Não venhas que não fazes falta.
REGRESSO I
Penosamente regresso. Aos lugares, aos mesmos cantos, às mesmas rotinas, às mesmas ilusões, às mesmas aflições. Regresso à vidinha, mas sempre à espera de outra. Que nunca há-de surgir.
quarta-feira, agosto 09, 2006
OBVIAMENTE
A incomeptência revelada por Adriaanse, que vezes sem conta aqui sublinhei, o esticar da corda que provocou com as declarações proferidas domingo e a avidez de realizar uns negócios (Kromkamp, Sonkaya, Tarik, Hesselink), sem ter conseguido perceber que no Dragão essas comissões têm que ir para outros bolsos, torna esta demissão qualificável de um só modo: ÓBVIA.
MÉDIO ORIENTE
Dentro de dias, com o mundo a banhos, a ONU acabará por conseguir um cessar fogo no médio oriente.
Israelitas e Hezzbolah regressarão aos quarteis.
O preço do petróleo (ainda que temporariamente) cairá dos insanes valores que tem atingido.
A bolsa nova-iorquina recuperará dos estado de tonteria em que tem estado mergulhada.
Entretanto uns quantos bolsos norte-americanos (industria de armamento, petrolíferas) terão conseguido garantir resultados que sem a guerra não obteriam. A indústria de construção civil, aquela que acorre sempre aos locais traumatizados para reconstruir, correrá para o Líbano, num programa “humanitário” sem precedentes.
Em Setembro regressaremos todos ao buliço. Achando tudo isto normal.
Israelitas e Hezzbolah regressarão aos quarteis.
O preço do petróleo (ainda que temporariamente) cairá dos insanes valores que tem atingido.
A bolsa nova-iorquina recuperará dos estado de tonteria em que tem estado mergulhada.
Entretanto uns quantos bolsos norte-americanos (industria de armamento, petrolíferas) terão conseguido garantir resultados que sem a guerra não obteriam. A indústria de construção civil, aquela que acorre sempre aos locais traumatizados para reconstruir, correrá para o Líbano, num programa “humanitário” sem precedentes.
Em Setembro regressaremos todos ao buliço. Achando tudo isto normal.
sábado, agosto 05, 2006
SISTEMA
O sistema de Adriaanse, sobre o qual tanto têm teorizado tem um nome: Quaresma.
Quaresma joga bem, o FC Porto vence. Quaresma joga mal (ou não joga) e o FC Porto perde.
Qual 3x4x3 qual carapuça. É uma valente treta este limpinho com ar efeminado que nos arranjaram...
A BURRICE DE ADRIAANSE
Já o disse aqui, aqui, aqui, e se cito é apenas para não ser acusado de prognósticos depois da desgraça.
Adriaanse nunca esteve à altura do FC Porto. Continua a não estar. E nunca estará.
Genericamente, o mundo moderno ensina-nos que aos 60 anos não se contrata ninguém para começar uma vida vitoriosa. Ora é isso que sucede com o holandês. Chegou ao Porto com o currículo vazio e anda cheio de contente por o ter enchido com um título ganho à custa de Quaresma e da mediocridade dos adversários. E, recordo, com uma única vitória frente aos seus directos rivais.
Sempre que toca a medir forças com iguais, perde, invarivalemnte, por culpa própria. Por más opções e, sobretudo, por muita, muita teimosia. Tanta que raia a burrice (ou que outra qualificação se encontra para a opção de Alan a avançado? Ou a dispensa de Hugo Almeida sem ninguém que o substitua?).
Pior que tudo é que ele continua sem perceber a filosofia do clube que o emprega (o pretenso braço de ferro com Pinto da Costa por Hesselink é bem revelador) e a arrogância que tem (aquele desafio em directo a Ferguson só não foi cómico por se tratar do FC Porto) vai arrastá-lo para o fundo. O problema é que vai levar a equipa com ele, e recontruí-la vai não só custar uma pipa de dinheiro (nada com que alguns administradores da SAD, sempre abertos às comissões de transferências, se importem) e, sobretudo, um ou dois anos sabáticos.
sexta-feira, agosto 04, 2006
quinta-feira, agosto 03, 2006
ABSOLUTISMO
Já repararam? Sócrates está de férias e nos Jornais, Telejornais e afins no pasa nada. O país não existe de e para além do PM. Será a reencarnação do absolutismo esclarecido?
terça-feira, agosto 01, 2006
COBARDIA
Suprema a cobardia revelada pelo Conselho Superior da Ordem dos Advogados.
Depois de acusar (bem) Miguel Júdice por violação grosseira e consciente do Código Deontológico dos advogaods, e de ter deixado transpirar para a comunicação social que o visado seria suspenso por 4,5 meses, encolheu-se com a tareia que apanhou por ter negado a defesa (a saída da sala foi um golpe de sorte para Júdice) a aplicou-lhe a pena mínima.
Esperava-se mais, muito mais (isenção, competência, diligência, eficiência) de quem temtanto poder nas mãos.
Mas o "lóbbie", esse supremo meio de "gerir" Portugal e o mundo acabou por vencer.
Fez-se boa, sã e serena justiça. Haja vergonha.
domingo, julho 30, 2006
PREVISÕES
Uma previsão para a época que se avizinha:
1º Sporting
2º FC Porto
3º Benfica
Se me enganar e o FC Porto for campeão, prometo dar o braço a torcer e dar razão ao Adriaanse.
Até lá para mim continua a ser um treinador mediano, que encontrou na cidade do Porto um bom local para preparar a reforma (e é rezar para não ir de "velinha" logo na fase de grupos da Liga dos Campeões).
sábado, julho 29, 2006
MARIA JOÃO PIRES
Maria João Pires diz que foi para a Bahia "descansar de Portugal".
Estava farta do ostracismo, do esquecimento, da falta de apoio. Sentia-se manietada, presa e sem conseguir fazer o que queria. Fartou-se de Portugal.
Creio que é que acontece com qualquer português que tente fazer alguma coisa que seja fora de Lisboa.
O país respira centralismo. Tem um umbigo cada vez mais inchado. Tem uma capital cada vez mais prepotente e políticos que se marimbam para o resto. O país está a saque ou à venda.
É natural que Maria João Pires se ponha a andar. Ela e todos os outros que tenham dois dedos de testa.
Portugal "stinks".
Estava farta do ostracismo, do esquecimento, da falta de apoio. Sentia-se manietada, presa e sem conseguir fazer o que queria. Fartou-se de Portugal.
Creio que é que acontece com qualquer português que tente fazer alguma coisa que seja fora de Lisboa.
O país respira centralismo. Tem um umbigo cada vez mais inchado. Tem uma capital cada vez mais prepotente e políticos que se marimbam para o resto. O país está a saque ou à venda.
É natural que Maria João Pires se ponha a andar. Ela e todos os outros que tenham dois dedos de testa.
Portugal "stinks".
sexta-feira, julho 28, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
ENVELOPE 9
O Tribunal da Relação deu um banho na decisão do Ministério Público quando decidiu mandar invadir, de forma selvática, como é seu timbre, a redacção do 24 horas e a casa do seu repórter (e nem sequer é o pasquim que me sugere a reflexão, mas o princípio).
Aliás, quem anda nestas andanças sabe que é quase sempre assim: o MP, quando não tem razão pelo bem, ganha-a pela força. É assim um mais ou menos "os fins justificam os meios".
Souto Mouro e a sua polícia "magistrada" tinham que ter razão no envelope. Viu-se.
Pergunto-me que mais tropelias tem Souto Moura que fazer para o demitirem. No mundo laboral, por muito, muitsíssimo menos, imputam-se notas de culpa e despedem-se trabalhadores.
sexta-feira, julho 21, 2006
JÚDICE
Júdice violou, de uma forma grosseira, deveres sagrados dos advogados.
Foi desonesto na forma como se aproveitou de uma entrevista para promover, de uma forma descarada, a sua sociedade de advogados.
Teve a desfaçatez de propor, na praça pública, que o estado devia sempre recorrer às três maiores sociedades de advogados do país onde, obviamente, se inclui a sua.
Perdeu a vergonha, e inaugurou uma nova forma de fazer "lobbie": em directo e ao vivo, na TV, nos jornais, em todo o lado que lhe dê tempo de antena.
Agora está a ser julgado pela Ordem que tutela os seus actos e que ele já dirigiu.
Estranha é esta solidariedade, que de repente passou a percorrer a classe e a comnicação social, para com o infractor.
Parece pecado punir disciplinarmente quem violou, repito, de forma grosseira, o código deontológico dos advogados.
Não há dúvida que numa sociedade mediatizada, não conta ser-se. Apenas parecer-se. Honesto, no caso.
quinta-feira, julho 20, 2006
ÓRINA
Só hoje, ouvindo o inolvidável Luís Filipe Vieira, é que percebi porque razão Nuno Assiz foi controlado positivamente numa análise anti-doping.
É que o CNAD, indevidamente, recolheu "Órina" do pobre Assiz.
Ora, a "òrina", só por si, já é tal pontapé na gramática que, mesmo limpinha, bem merece condenação severa.
É que o CNAD, indevidamente, recolheu "Órina" do pobre Assiz.
Ora, a "òrina", só por si, já é tal pontapé na gramática que, mesmo limpinha, bem merece condenação severa.
SOFISMAS SOCRÁTICOS
Na muita demagogia e mera propaganda de imagem que povoa o Governo de Sócrates, o maior sofisma veio da promessa de emagrecimento da função pública.
À parte as notícias de hoje, que dão como certa a contratação de mais 10 000 novos funcionários (só os distraídos ou os que não lêem a história podem ter ficado surpreendidos), é no conceito do entra um para cada dois que saem que está o maior logro.
É que sendo certo que dentro da função pública estão cerca de 150 000 funcionários a mais, não será a entrar um por cada dois que se reformem que se resolve a contenda. Pelo menos nos próximos 50 anos. Mais. É um verdadeiro engano afirmar que assim se emagrece a despesa corrente do Estado. É que os dois que saem e se reformam continuarão a viver na dependência desse Estado. O outro, que entra, também. Por isso, e desse modo, a despesa do estado com pessoal não diminui. Quando muito crescerá menos. Atacar o problema, a fundo, seria a instalação da verdadeira mobilidade (funcional e geográfica) na função pública. Ao mesmo tempo que se fechava, pura e simplesmente, o regime de contratação de mais mão de obra. Um período sabático de pelo menos 24 meses. Nem que fosse a título de exemplo.
À parte as notícias de hoje, que dão como certa a contratação de mais 10 000 novos funcionários (só os distraídos ou os que não lêem a história podem ter ficado surpreendidos), é no conceito do entra um para cada dois que saem que está o maior logro.
É que sendo certo que dentro da função pública estão cerca de 150 000 funcionários a mais, não será a entrar um por cada dois que se reformem que se resolve a contenda. Pelo menos nos próximos 50 anos. Mais. É um verdadeiro engano afirmar que assim se emagrece a despesa corrente do Estado. É que os dois que saem e se reformam continuarão a viver na dependência desse Estado. O outro, que entra, também. Por isso, e desse modo, a despesa do estado com pessoal não diminui. Quando muito crescerá menos. Atacar o problema, a fundo, seria a instalação da verdadeira mobilidade (funcional e geográfica) na função pública. Ao mesmo tempo que se fechava, pura e simplesmente, o regime de contratação de mais mão de obra. Um período sabático de pelo menos 24 meses. Nem que fosse a título de exemplo.
quarta-feira, julho 19, 2006
SEXO E A CIDADE
Estará o tempo a fazer de nós aquilo que andamos a fazer com ele?
Agora até parecia a Carrie, do sexo e a cidade.
Só que as perguntinhas que ela deixa no ar, fá-las num Mac de 4.000 €.
Eu continuo a escrever num PC a carvão, que só à custa de muito chuto continua a funcionar.
Agora até parecia a Carrie, do sexo e a cidade.
Só que as perguntinhas que ela deixa no ar, fá-las num Mac de 4.000 €.
Eu continuo a escrever num PC a carvão, que só à custa de muito chuto continua a funcionar.
segunda-feira, julho 17, 2006
CAPITALISMO
Não consigo parar de pensar que alguém alimenta artificialmente este conflito estúpido no médio oriente.
Será quem pode lucrar, num dia, com o flagelo que será o aumento exponencial do petróleo?
Ou quem gosta que os mercados financeiros se "despenquem" quando pouco o fazia prever?
Ná. Acho que sou eu com a mania que o capitalismo selvagem nos persegue. E nos devora. Aos pedacinhos
Será quem pode lucrar, num dia, com o flagelo que será o aumento exponencial do petróleo?
Ou quem gosta que os mercados financeiros se "despenquem" quando pouco o fazia prever?
Ná. Acho que sou eu com a mania que o capitalismo selvagem nos persegue. E nos devora. Aos pedacinhos
DIREITO? NÃO, TORTO
A concorrência que se instalou no mundo do direito está a transformá-lo numa verdadeira selva, com destinos muito perigosos.
Primeiro foi na advocacia, a mais liberal das profissões jurídicas. Licenciados e mais licenciados, uma ordem que lucra milhões com os novos inscritos (e por isso alimenta-os) e quase tudo o que é código ético, deontológico arrumou-se na gaveta. É a sobrevivência.
Seguiram-se os Solicitadores, tradicionalmente uma função menos nobre do direito, mas que à custa das reformas da ex-ministra Cardona, assumiram um papel preponderante. Mandam nas execuções (que são mais de 50% da litigância nacional). Não têm, notoriamente, prepapração deontológica para as funções que exercem. Neles a selva é ainda mais "selvagem".
Agora são os notários. O Governo privatizou o exercício da função. Menos de um ano depois de o ter feito, sob a capa do Simplex, retirou-lhe aí 30 ou 40% dos actos que lhe garantiram, tradicionalmente, a sobrevivência. Ora, daqui para a frente, será disso que se tratará: sobreviver. A fé pública, que conferem, ficará para quando puder ser.
Ora, qual é a solução encontrada? Aumentar o número de vagas de acesso às faculdades que ministram o curso de direito. O resultado não é óbvio?
domingo, julho 16, 2006
ADRIAANSE
Este cromo do Adriaanse começa mal, tal qual acabou mal a época.
Continua a não saber crescer, a não saber estar à altura do clube que o emprega. É pequenino, um bocado mesquinho mesmo, e revela-o em pequenos nadas.
O FC Porto estreou-se a vencer 17-0 um tal de Cerveira, da IIIª divisão.
Qualquer líder, sobretudo de jogadores, diría: é normal; nós custamos milhões; eles centavos; o resultado interessava pouco.
Mas não. Preferiu tornar o treino numa epopeia. "Acho que o resultado é histórico", afirmou.
Defintivamente, não percebe mesmo nada da poda, e não há-de ser um campeonato ganho à mediocridade dos adversários que me fará mudar de opinião.
ANTEVISÃO
Palpita-me que vai ser um fartote de rir estes tons de vermelho do missinhas e do coxo do Costa.
Camioneta à porta da área, cruzes e santinhas no balneário, uns roubos de igreja (como já é hábito) e o futebol mais mal jogado da liga.
Para começar, em grande: derrota com o super Syon. Do grande jogador João Manuel Pinto, antiga glória das águias. Com um golo dele. Que mais é que é preciso para se ser feliz?
sábado, julho 15, 2006
EMINÊNCIA
"Sua Eminência deu garantias?
Numa entrevista que deu em tempos à "Pública", penso eu, o filósofo americano Daniel Dennet pôs a flutuar uma pergunta retórica a respeito dos pastores evangelistas e das igrejas, como a IURD, a que temos o costume de chamar escroques:
- O que poderiam as pessoas comprar com aqueles vinte dólares que lhes desse mais felicidade?
Era capaz de me lembrar de um artigo ou dois, se me esforçasse, mas percebo a ideia. Scolari, por exemplo. O que poderia a FPF comprar por dois, três ou quatro milhões de euros que desse aos portugueses mais felicidade? Desde que o tema do seleccionador se tornou espiritual, ao cabo de uma tão rápida quanto profunda - lá está - campanha de evangelização, não há como discutir o prolongamento do episcopado. O que se deve debater daqui por diante são as questões práticas. Em que dia do mês devemos pagar o dízimo?"
Isto, que com a devida vénia transcrevo, e o resto, foi escrito, com o jeitinho do costume, pelo José Manuel Ribeiro. Aqui.
Numa entrevista que deu em tempos à "Pública", penso eu, o filósofo americano Daniel Dennet pôs a flutuar uma pergunta retórica a respeito dos pastores evangelistas e das igrejas, como a IURD, a que temos o costume de chamar escroques:
- O que poderiam as pessoas comprar com aqueles vinte dólares que lhes desse mais felicidade?
Era capaz de me lembrar de um artigo ou dois, se me esforçasse, mas percebo a ideia. Scolari, por exemplo. O que poderia a FPF comprar por dois, três ou quatro milhões de euros que desse aos portugueses mais felicidade? Desde que o tema do seleccionador se tornou espiritual, ao cabo de uma tão rápida quanto profunda - lá está - campanha de evangelização, não há como discutir o prolongamento do episcopado. O que se deve debater daqui por diante são as questões práticas. Em que dia do mês devemos pagar o dízimo?"
Isto, que com a devida vénia transcrevo, e o resto, foi escrito, com o jeitinho do costume, pelo José Manuel Ribeiro. Aqui.
quinta-feira, julho 13, 2006
MORTE DO BATALHA
Com grande, grande pena minha (fui dos que lá estiveram na re-inauguração) o Batalha está a caminho da condenação. Por várias razões:
1. Falta-lhe um plano (programa) devidamente divulgado (nem site tem).
2. O programa que existe, sob pretexto de ecletismo, padece de ausência de coerência.
3. A sucessiva abertura de espaços (sala, bar, restaurante, terraço) não foi acompanhada da divulgação devida.
4. Os serviços prestados são genericamente maus. No bar servem uns jovens sem qualquer experiência. Na música, não raro, tenho assistido a DJs mais entretidos em animarem-se a si mesmos que ao público (pouco) que os visita. O restaurante foi adjudicado a um dos piores serviços que deve existir na cidade do Porto (infelizmente conheço-o). O terraço está nitidamente sub-aproveitado. A sala teve, até ao momento, dois espectáculos (em quatro meses)
5. Até a tradicional decoração, que tantas memórias chamava (o Disco Volante do 007, o Roger Moore, o Clint Eastwood, etc,etc) foi substituída por umas pseudo-modernas luzes que descaracterizam e nada têm a ver com a arquitectura e o ambiente.6. Paularinamente é aquela fauna que já andava por ali que está a tomar conta daquilo. Não se chamou gente nova e diferente.
Por isso, acho, repito que com enorme pena, que no próximo Inverno vou voltar a não ter pretexto para ir à baixa à noite (salvo ao "Maus hábitos", quando o corpo permitir).
quarta-feira, julho 12, 2006
PRÉMIOS
O pedido de Madail de isentar de pagamento de IRS os prémios dos jogadores que estiveram presentes no Mundial só revela a falta de vergonha e de tino que reina no nosso futebol.
P.S. Mais importante do que o Governo ter negado a pretensão foi a forma como o fez. Um rotundo não. Um berro num túnel escuro em que o futebol se transformou.
P.S. Mais importante do que o Governo ter negado a pretensão foi a forma como o fez. Um rotundo não. Um berro num túnel escuro em que o futebol se transformou.
terça-feira, julho 11, 2006
BRAHMA É MEU DRAMA
UMA PERGUNTA, PÓS MUNDIAL
Não houve cruzamentos a mais para avançados a menos?
É que o único avançado digno do nome que jogou facturou em 15 minutos tanto como o oficial em...600
É que o único avançado digno do nome que jogou facturou em 15 minutos tanto como o oficial em...600
A VERDADE, MAIS DO QUE NUNCA
A f., que é a Fernanda Câncio, escreveu no Glória Fácil o que se segue e algo mais a propósito do julgamento dos menores que espancaram o transexual no Porto:
"Uma brincadeira que correu mal”. Ouvida primeiro a responsáveis da Oficina, os tais que “educam para a vida”, a frase volta agora pela boca dos jovens, parece, e dos seus advogados. Fosse a vítima uma criança ou um padre – e não a transexual, sem abrigo, toxicodependente e prostituta que era – ousar-se-ia falar assim do que lhe fizeram?
Ora estando eu plenamente de acordo que o julgamento seja feito à porta fechada (está ali gente menor, a quem a sociedade e, sobretudo, o tempo ainda devem uma segunda oportunidade), não deixo de estar de acordo com a visão de que, sem nomes, os factos (e sobretudo o que esteve por detrás deles) devem ser relatados à opinião pública.
Porque conhecer aquela realidade, que normalmente corre à noite, ou dentro de paredes das "Oficinas", e certamente sempre "fora" das nossas vidas, é imprescindível para sabermos que raio de edifício estamos a construir.
Esta atitude paternalista que o Conselho Superior da Magistratura adoptou, querendo quartar o direito à informação, pretendendo fazer o papel de coordenador (do julgamento e das notícias) é muito característico de uma sociedade totalitarista e autista, que faz de conta que não vê, porque assim não existe.
Ademais, pensarão, era um(a) transexual. Sózinho(a). Não faz falta a ninguém. Não se terá perdido grande coisa. Nós assisitimos impávidos.
"Uma brincadeira que correu mal”. Ouvida primeiro a responsáveis da Oficina, os tais que “educam para a vida”, a frase volta agora pela boca dos jovens, parece, e dos seus advogados. Fosse a vítima uma criança ou um padre – e não a transexual, sem abrigo, toxicodependente e prostituta que era – ousar-se-ia falar assim do que lhe fizeram?
Ora estando eu plenamente de acordo que o julgamento seja feito à porta fechada (está ali gente menor, a quem a sociedade e, sobretudo, o tempo ainda devem uma segunda oportunidade), não deixo de estar de acordo com a visão de que, sem nomes, os factos (e sobretudo o que esteve por detrás deles) devem ser relatados à opinião pública.
Porque conhecer aquela realidade, que normalmente corre à noite, ou dentro de paredes das "Oficinas", e certamente sempre "fora" das nossas vidas, é imprescindível para sabermos que raio de edifício estamos a construir.
Esta atitude paternalista que o Conselho Superior da Magistratura adoptou, querendo quartar o direito à informação, pretendendo fazer o papel de coordenador (do julgamento e das notícias) é muito característico de uma sociedade totalitarista e autista, que faz de conta que não vê, porque assim não existe.
Ademais, pensarão, era um(a) transexual. Sózinho(a). Não faz falta a ninguém. Não se terá perdido grande coisa. Nós assisitimos impávidos.
segunda-feira, julho 10, 2006
ZIZOU
A atribuição do prémio de melhor jogador do mundial a Zidane cheira a logro do mais ordinário. Dois jogos (os bons que Zidane realizou) não fazem (não podem fazer) um jogador ser eleito melhor. Bons foram o Zambrota, o Buffon, o Maniche, o Torres, o Klose, o Sórin, etc, etc, etc. Porquê? Porque jogaram sempre bem todos os jogos que disputaram.
Eleger como melhor alguém que não o foi, que deu o exemplo que o Zidane deu, espetando uma violentíssima cabeçada no adversário, deixa um cheiro pestilento em torno dos eleitores. Nada que estranhemos.
domingo, julho 09, 2006
PATRIOTISMO
Acabou o Mundial. O meu vizinho de baixo, o do lado e o de frente andam atarefados na reciclagem patriótica. Recolheram as bandeiras, esse símbolo maior do patriotismo balofo, que lavaram e secaram com a mesma competência com que berraram o nome do país sempre que viram um holofote de uma câmara de TV ligado.
Agora vão voltar ao trilho, esquecer que existe uma nação chamada Portugal, afogar as mágoas no bagaço e no tinto e, daqui a dois anos, voltar a ser patriotas, em mais um Europeu.
Cobrimo-nos de ridículo. O que vale é que ninguém vê.
PAULETA
Esta sim, é uma boa notícia.
É que não nos podemos esquecer que, nos últimos 12 jogos a sério (Europeu e Mundial), este "enorme" avançado, indiscutível e indefectível de Scolari, conseguiu marcar 1 golo.
Terá jogado qualquer coisa perto dos 1000 minutos. Facturou, repito, UMA VEZ.
Tem a impressionante média de 0.083333 golos por jogo. Ou 0.001 golos por minuto. É de facto impressionante... de tão mediocre ser.
Porém estamos garantidos. Scolari já tem Postiga para substituir Pauleta à altura.
P.S. Há dias ouvi na rádio uma das melhores descrições de Pauleta: é um avançado que precisa de um campo de golfe para dominar uma bola de queijo. Nem mais.
É que não nos podemos esquecer que, nos últimos 12 jogos a sério (Europeu e Mundial), este "enorme" avançado, indiscutível e indefectível de Scolari, conseguiu marcar 1 golo.
Terá jogado qualquer coisa perto dos 1000 minutos. Facturou, repito, UMA VEZ.
Tem a impressionante média de 0.083333 golos por jogo. Ou 0.001 golos por minuto. É de facto impressionante... de tão mediocre ser.
Porém estamos garantidos. Scolari já tem Postiga para substituir Pauleta à altura.
P.S. Há dias ouvi na rádio uma das melhores descrições de Pauleta: é um avançado que precisa de um campo de golfe para dominar uma bola de queijo. Nem mais.
"BLOCIDADE"
quarta-feira, julho 05, 2006
CARAVAGIO
Justa. Justíssima a eliminação de Portugal.
Por culpa do bom jogo francês?
Não, de modo algum. Culpa própria.
Tentar jogar com a França do mesmo modo que se joga com a Inglaterra tem custos. Todos os sabem. Só Scolari e a Nª Srª do Caravagio é que não.
O PREÇO DA FUTEBOLÂNDIA
O petróleo sobe (mora já quase novamente nos 95 USD), as bolsas despenham-se, a economia retrai-se, o desemprego aumenta. O endividamento das famílias há muito que partiu o tecto (o pagamento das dívidas deixadas pelos antecessores é talvez um dos mais sérios problemas a resolver pela próxima geração). O consumo ainda se vai mantendo, ajudando a mascarar uma economia depauperada, sem rei nem roque, com destino negro.
Mas o país está parado, alegre e "sadio". Espera pelas vitórias da bola em torno de cervejas e tremoços. Depois, quando acabar, vai partir para férias (milagroso cartão de crédito). Quando voltar vai cair em si e vai estranhar, como aquela rapariga de 14 anos, o atraso...
Pergunto-me quanto tem custado a Portugal (e ao PIB) a tremenda falta de produtividade do mês de Julho? Quanto é que esta bebedeira colectiva em torno da Caravaggio e de meia-dúzia de vendedores de ilusões (porque participar num Mundial, seja de futebol ou de berlinde, mesmo ganhando-os, apenas pode fazer bem à auto-estima) vais acrescentar ao nosso já gritante sub-desenvolvimento?
Sobra (e louva-se) a atitude do Presidente Cavaco e do Primeiro Ministro Sócrates que têm dado o exemplo: mantêm-se em Portugal, cumprem as suas funções sem se deixarem ir na enchorrada fácil do populismo do cachecol e da bandeira. O problema é que a eles já ninguém os ouve. Já ninguém lhes liga.
terça-feira, julho 04, 2006
(A)FINAL
Venha que jogo vier (e escrevo depois da Alemanha, a última equipa que jogava qualquer coisa semelhante a futebol, ter sido eliminada) a final do Mundial vai ser uma seca. Caculista, mal jogada, decidida a ferros. Sem o brilho que uma final merecida. Onde, com toda a certeza, o vencedor não será o melhor do mundo. Será apenas o melhor de um campeonato da treta em que se converteram os Mundiais. Da treta e dos cifrões.
domingo, julho 02, 2006
RICARDO
O facto de defender três penalties, apenas quer dizer que Ricardo é bom a defender penalties.
Ninguém lhe tira o mérito e todo (quase) o português lhe agradece a passagem às meias.
Mas as ditas defesas não podem, ao contrário do que muitos querem fazer crer, levar a esquecer que é um guarda-redes mediano, que nem sequer é o melhor de Portugal (antes deles estaria Paulo Santos e, claro está, Baía) e que é, em muito, responsável pelo título perdido pelo Sporting.
Se dúvidas existissem havia só que perguntar: se é assim um fenómeno, porque é que aos 30 anos ainda não deu o salto? Anda tudo doido no futebol para ainda ninguém ter percebido o "craque" que ele é?
P.S. Ricardo está a fazer um grande mundial. Mas cinco jogos não fazem uma carreira. Senão eu também tinha lugar na selecção.
sábado, julho 01, 2006
ALIADOS
Com a clarividência e a mestria de imagens que o caracteriza, Carlos Romão, no Cidade Surpreeendente, diz tudo sobre os (novos) Aliados.
Por mim só sinto uma coisa: roubaram-nos a "Praça". A nossa "Praça".
EU PAGO UMA CAIXA DE CUTTY SARK E UM TUBO DE KGB
Madail diz-se cansado e farto do fardo de presidir à federação e pondera ir embora.
O futebol nacional volta a ter esperança.
O futebol nacional volta a ter esperança.
sexta-feira, junho 30, 2006
FAUNA
Inicialmente inventamos os parolos
Caracterizavam-se (estão em vias de extinção, daí o pretérito) pela meia branca (vulgo pésinho de gesso), a camisa aberta até ao umbigo e a voltinha de ouro (a esvorta) com a santa a reluzir, a pulseirinha (de ouro ou simples fancaria) e o “aneluncho” a condizer.
Usavam muito o “prontos”, o “tás a ver”, o “deri”b”ado a”.
Fatinho domingueiro, era vê-los na suecada ou na malha, à volta de um garrafão de “tintól” ou a passear com a patroa no único dia em que esta se atrevia a tirar o avental do frontispício. Ou de carro, sempre a 20 km/h numa estrada movimentada, com o Cortina a reluzir e a almofadinha de renda, colocada na chapeleira traseira, normalmente a camuflar o papel higiénico do piquenique de domingo à beira da estrada nacional 1.
Eram trabalhadores, inofensivos (salvo aos olhos) e os que vivem vão já na casa dos 60/70. São pais dos “Tones” e das “Zezas”.
Vieram depois os Azeiteiros: os “Tones” e as “Zezas”
Mais sofisticados na arte do “ajavardamento”, instalaram-se nas periferias das grandes cidades ou em bairros sociais.
Vivem para o status.
Inicialmente quitavam a Zundap onde se deslocavam (uns “tó-colantes” a dizer turbo, uma “zagolina” especial “pra dar mais gás” e uns escapes de rendimento, normalmente mais valiosos que o próprio veículo) ou, os mais abonados, os Datsun 1200. Mais tarde vieram Honda Civic (“zantes espaciais”, uns néons lilases ou azuis, colocados debaixo do veículo, os “hailerons” e, claro, o “bolante” de pau).
Imitam tudo o que é caro da forma mais ordinária que se pode imaginar (óculos, t-shirts, calças, blusões) tudo neles cheira a falso. Tão falso que nem pretensioso chega a ser. Somente azeiteiros (daí o nome).
São hoje pais das Vanessas, das Carinas, das Marlenes, dos Fábios e de tudo o que é nome de novela brasileira.
Estão nos 40/50 e grande parte sobrevive nas fábricas, na construção ou no subsídio de desemprego (mais neste). São pais dos Ronaldos e das Fabianas.
Chego agora à terceira geração da raça. Os Ronaldos e as Fabianas.
Tenho dificuldades em apelidá-la (aceito mesmo nomes alternativos).
Pensei em jagunços, aborígenes (mas ao contrário), selvagens, mas não me contentei com nenhum.
Eles são uma miscelânea de tudo e não são nada.
Usam bonés (virados ao contrário, no cocuruto da cabeça ou até colocados de “ladex” no crânio), calças esfarrapadas à navalhada, cortes de cabelo à Quaresma, brincos à Ronaldo, óculos espaço 1999, têm a “cremalheira” numa lástima e deambulam no saque até lhes atirarem a orgadura para uma cela.
Têm namoradas fio dental, tipo Rute Marlene, cheias de piercings e outros adereços.
Não estudam. Chutam-se. Engravidam-nas aos 13 (ou mais cedo, se a natureza permitir). Pertencem às claques de futebol. Vivem no lixo. São lixo (urbano, sempre).
São do género “fino”, opinião sobre tudo, cheios de “direitos”. Consomem Hip Hop com a mesma vontade com que se embrulham no Tóni Carreira. Deglutem carne assada com o mesmo gosto que “afocinham” num Big Mac. Adoram centros comerciais “pró gamanço e engate”. Uma paredinha de cimento liso e “bute pró grafite”.
Não chegam à Segurança Social porque nem sequer chegam a ter emprego.
Vão morrer na merda e arrastar-nos com eles para ela. Alguém me ajuda a encontrar um nome para esta fauna?
Caracterizavam-se (estão em vias de extinção, daí o pretérito) pela meia branca (vulgo pésinho de gesso), a camisa aberta até ao umbigo e a voltinha de ouro (a esvorta) com a santa a reluzir, a pulseirinha (de ouro ou simples fancaria) e o “aneluncho” a condizer.
Usavam muito o “prontos”, o “tás a ver”, o “deri”b”ado a”.
Fatinho domingueiro, era vê-los na suecada ou na malha, à volta de um garrafão de “tintól” ou a passear com a patroa no único dia em que esta se atrevia a tirar o avental do frontispício. Ou de carro, sempre a 20 km/h numa estrada movimentada, com o Cortina a reluzir e a almofadinha de renda, colocada na chapeleira traseira, normalmente a camuflar o papel higiénico do piquenique de domingo à beira da estrada nacional 1.
Eram trabalhadores, inofensivos (salvo aos olhos) e os que vivem vão já na casa dos 60/70. São pais dos “Tones” e das “Zezas”.
Vieram depois os Azeiteiros: os “Tones” e as “Zezas”
Mais sofisticados na arte do “ajavardamento”, instalaram-se nas periferias das grandes cidades ou em bairros sociais.
Vivem para o status.
Inicialmente quitavam a Zundap onde se deslocavam (uns “tó-colantes” a dizer turbo, uma “zagolina” especial “pra dar mais gás” e uns escapes de rendimento, normalmente mais valiosos que o próprio veículo) ou, os mais abonados, os Datsun 1200. Mais tarde vieram Honda Civic (“zantes espaciais”, uns néons lilases ou azuis, colocados debaixo do veículo, os “hailerons” e, claro, o “bolante” de pau).
Imitam tudo o que é caro da forma mais ordinária que se pode imaginar (óculos, t-shirts, calças, blusões) tudo neles cheira a falso. Tão falso que nem pretensioso chega a ser. Somente azeiteiros (daí o nome).
São hoje pais das Vanessas, das Carinas, das Marlenes, dos Fábios e de tudo o que é nome de novela brasileira.
Estão nos 40/50 e grande parte sobrevive nas fábricas, na construção ou no subsídio de desemprego (mais neste). São pais dos Ronaldos e das Fabianas.
Chego agora à terceira geração da raça. Os Ronaldos e as Fabianas.
Tenho dificuldades em apelidá-la (aceito mesmo nomes alternativos).
Pensei em jagunços, aborígenes (mas ao contrário), selvagens, mas não me contentei com nenhum.
Eles são uma miscelânea de tudo e não são nada.
Usam bonés (virados ao contrário, no cocuruto da cabeça ou até colocados de “ladex” no crânio), calças esfarrapadas à navalhada, cortes de cabelo à Quaresma, brincos à Ronaldo, óculos espaço 1999, têm a “cremalheira” numa lástima e deambulam no saque até lhes atirarem a orgadura para uma cela.
Têm namoradas fio dental, tipo Rute Marlene, cheias de piercings e outros adereços.
Não estudam. Chutam-se. Engravidam-nas aos 13 (ou mais cedo, se a natureza permitir). Pertencem às claques de futebol. Vivem no lixo. São lixo (urbano, sempre).
São do género “fino”, opinião sobre tudo, cheios de “direitos”. Consomem Hip Hop com a mesma vontade com que se embrulham no Tóni Carreira. Deglutem carne assada com o mesmo gosto que “afocinham” num Big Mac. Adoram centros comerciais “pró gamanço e engate”. Uma paredinha de cimento liso e “bute pró grafite”.
Não chegam à Segurança Social porque nem sequer chegam a ter emprego.
Vão morrer na merda e arrastar-nos com eles para ela. Alguém me ajuda a encontrar um nome para esta fauna?
PEDAGOGIA DO METRO
No Metro no Porto correm-se milhas para encontrar alguém que nos ensine a funcionar com o raio das máquinas automáticas para aquisição de bilhetes.
Ninguém nos explica que o título é válido só por uma hora.
Ninguém nos dá cavaco sobre as zonas modais. Mas, nas saídas, aí sim, estão sempre umas fardas a vestir alguém, com o recheio pronto para nos dar a informação: “Prevaricou porque passou a zona do título” ou “”o título está inválido desde há 10 minutos”. Só que esta informação tem bónus: vem normalmente anexa a uma contra-ordenação. Aí de uns 70 euros, que é preciso facturar. Chama-se a isto pedagogia lucrativa.
Ninguém nos explica que o título é válido só por uma hora.
Ninguém nos dá cavaco sobre as zonas modais. Mas, nas saídas, aí sim, estão sempre umas fardas a vestir alguém, com o recheio pronto para nos dar a informação: “Prevaricou porque passou a zona do título” ou “”o título está inválido desde há 10 minutos”. Só que esta informação tem bónus: vem normalmente anexa a uma contra-ordenação. Aí de uns 70 euros, que é preciso facturar. Chama-se a isto pedagogia lucrativa.
REMODELAÇÃO
Esta saída de Freitas do Governo só pode ter espantado os mais incrédulos ou distraídos.
Espanto, espanto, isso sim, foi a entrada dele no executivo. A saída estava anunciada desde a entrada.
quinta-feira, junho 29, 2006
NOMES IMPOSSÍVEIS V
(Orlando) FARAGO
AMAVEL (José) ANASTÁCIO
ABELARDO (José Pires Ferreira)
AGUINALDO (Gama das Neves)
AMAVEL (José) ANASTÁCIO
ABELARDO (José Pires Ferreira)
AGUINALDO (Gama das Neves)
PEDREIROS LIVRES
Um comerciante, dono de uma pequena garrafeira, na cidade do Porto, foi ameaçado com fecho de portas se, num prazo de 10 dias não procedesse ligação de um tubo de respiro do ar condicionado a uma conduta geral do prédio, impedindo que o mesmo pingasse para a rua (o tubo instalado pelo comerciante estava ao nível do passeio, não pingava na cabeça de ninguém).
A 200 metros do estabelecimento funciona uma repartição da Segurança Social. Que não tem um mas quatro respiros a descarregar para a rua (que por sinal é bem movimentada), um desles no terceiro andar. Está assim há anos. Os fiscais e a câmara são os mesmos. O tratamento é que não.
Depois admiram-se que surjam frases como a proferida pelo troglodita que preside à associação de municípios, que convidou os presidentes de junta a “correrem à pedrada os fiscais do ministério do ambiente”.
A 200 metros do estabelecimento funciona uma repartição da Segurança Social. Que não tem um mas quatro respiros a descarregar para a rua (que por sinal é bem movimentada), um desles no terceiro andar. Está assim há anos. Os fiscais e a câmara são os mesmos. O tratamento é que não.
Depois admiram-se que surjam frases como a proferida pelo troglodita que preside à associação de municípios, que convidou os presidentes de junta a “correrem à pedrada os fiscais do ministério do ambiente”.
quarta-feira, junho 28, 2006
SIMPLÍCIO...SIDADES
A Sr.ª D.ª Helena Simplício, técnica responsável (designação certamente eufemística) da D.G. de Impostos de Viseu, em cumprimento de um despacho (douto, por certo) do de facto (e não eufemista) Chefe da Repartição do burgo, cumpriu um despacho, difundido através do Banco de Portugal, para TODAS as sociedades bancárias com actividade em Portugal, a requerer o seguinte: “(…) verifique junto de todas as instituições bancárias a existência de saldo, depósito de acções, títulos, garantias em nome de X, até ao montante de 74 €”!!!
Ou seja, para garantir o pagamento ao estado (este escrevo propositadamente em caixa baixa) de 74 euros, Simplício e o seu chefe vão ocupar algumas dezenas de pessoas, provocar gastos centenas de vezes superiores ao montante cujo pagamento se pretende garantir.
Porque sucede isto?
1. Porque quem despacha e cumpre não é, de certeza, pago para pensar
2. Porque ambos não fazem contas da relação custo/benefício do cumprimento do despacho
3. Porque ambos sabem que ninguém controlará a eficácia do seu trabalho (quando muito, alguém tão acéfalo quanto eles avaliará, com Bom, o desempenho e empenho e rechear os cofres do estado com… 74 €.).
4. Porque sabem que ninguém lhes imputará a factura dos custos de tal trabalho inútil.
5. Porque a incompetência continua a ser irmã siamesa da administração pública.
P.S. No mesmo dia a Simplício e o chefe despacharam outro pedido, mais nobre, é certo, de 161 €.
Ou seja, para garantir o pagamento ao estado (este escrevo propositadamente em caixa baixa) de 74 euros, Simplício e o seu chefe vão ocupar algumas dezenas de pessoas, provocar gastos centenas de vezes superiores ao montante cujo pagamento se pretende garantir.
Porque sucede isto?
1. Porque quem despacha e cumpre não é, de certeza, pago para pensar
2. Porque ambos não fazem contas da relação custo/benefício do cumprimento do despacho
3. Porque ambos sabem que ninguém controlará a eficácia do seu trabalho (quando muito, alguém tão acéfalo quanto eles avaliará, com Bom, o desempenho e empenho e rechear os cofres do estado com… 74 €.).
4. Porque sabem que ninguém lhes imputará a factura dos custos de tal trabalho inútil.
5. Porque a incompetência continua a ser irmã siamesa da administração pública.
P.S. No mesmo dia a Simplício e o chefe despacharam outro pedido, mais nobre, é certo, de 161 €.
quinta-feira, junho 22, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
SINAL DOS TEMPOS
É desgastante a "ressaca" dos jogos do mundial, com os filósofos da bola (onde até o fala barato do Marcelo Rebelo de Sousa já tem assento), mal o árbitro apita para o final, a fazerem análises profundas de uma realidade que pouco devia passar da bolinha a rolar em cima da relva.
Dão-se notas aos jogadores e treinadores; observam-se a sublinham-se a idiossincrasias da jogadas; projectam-se os jogos futuros, como se de uma OPA se tratasse; dissecam-se as decisões dos árbitros; até se fazem fóruns televisivos para cada um dizer as alarvidades que lhe vierem à pinha.
É de levar os nervos a rasgar a pele.
Está tudo louco e o mundo parou em torno de um espectáculo que nunca deveria ter mais de 90 minutos. É um (mais um) triste sinal dos tempos.
CONSERVADORES
A cidade do Porto tem quatro Conservatórias do Registo Civil (aquelas onde a gente se casa e "descasa").
Para o serviço que há, fossem elas pivatizadas como o foram os Catórios Notariais (e não fosse o erário público a pagar os ordenados) e haveria uma, duas nos máximo (não seria pura e simplesmente rentável manter tantas).
Porém, se alguém aqui se quiser "descasar" durante o mês de Agosto desengane-se: sem excepção, todos os Sr.s (as) Conserservadores (as) vão de férias. Não estão e ponto final. Inexiste uma coisa tão simples como uma escala de férias, como acontece em qualquer empresa privada, onde duas pessoas que fazem a mesma coisas ou se complementam não vão de férias ao mesmo tempo.
Dizem que este Governo está a atacar em excesso as profissões e, com isso, a decredibilizá-las.
Não concordo com a leitura mas, admitindo que é verdade, então é bom que se descridibilize e ataque profissões como esta. O "status quo" está muito, muito longe do desejável.
Para o serviço que há, fossem elas pivatizadas como o foram os Catórios Notariais (e não fosse o erário público a pagar os ordenados) e haveria uma, duas nos máximo (não seria pura e simplesmente rentável manter tantas).
Porém, se alguém aqui se quiser "descasar" durante o mês de Agosto desengane-se: sem excepção, todos os Sr.s (as) Conserservadores (as) vão de férias. Não estão e ponto final. Inexiste uma coisa tão simples como uma escala de férias, como acontece em qualquer empresa privada, onde duas pessoas que fazem a mesma coisas ou se complementam não vão de férias ao mesmo tempo.
Dizem que este Governo está a atacar em excesso as profissões e, com isso, a decredibilizá-las.
Não concordo com a leitura mas, admitindo que é verdade, então é bom que se descridibilize e ataque profissões como esta. O "status quo" está muito, muito longe do desejável.
TEQUILLA
De cada vez que o México, uma selecção perfeitamente de banal, acelarou um bocadinho, era ver o Meira, o Caneira, o Postiga, o Nuno Gomes, o Boa Morte (é mesmo jogador de futebol?) completamente aos papeis.
Ganhámos com injustiça e ficou à tona o que já toda a gente sabia: os compadrios e as manias do sargento levam a que esteja no mundial uma equipa (de 12 ou 13 jogadores) e mais 10 ou 11 incapazes que, mais tarde ou mais cedo, deitarão tudo a perder.
Ricardo, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Deco, Maniche, Petit, Tiago, Pauleta, Simão, Ronaldo, Figo estão no mundial por mérito (embora a recusa de Figo em fazer os jogos de apuramento tenho muito que se lhe diga).
Quim, Caneira, Meira, Ricardo Costa, Hélder Postiga, Nuno Gomes e Boa Morte são defintivamente jogadores sem ritmo e competência para estarem na Alemanha.
A Costinha, a quem competência não falta, mas no ritmo tem um défice medonho, dou o benefício da dúvida.
DIÁRIO DA REPÚBLICA
"Presidência do Conselho de Ministros
De ter sido rectificada a Declaração de Rectificação n.º 22/2006, que rectificou o Decreto Legislativo Regional n.º 5/2006/A que aprova o Plano Regional Anual para 2006, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 70, de 7 de Abril de 2006"
De ter sido rectificada a Declaração de Rectificação n.º 22/2006, que rectificou o Decreto Legislativo Regional n.º 5/2006/A que aprova o Plano Regional Anual para 2006, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 70, de 7 de Abril de 2006"
Excerto do Diário da República de 5 de Junho.
Pergunto-me quem e com que cabeça anda a legislar para precisar de rectificar uma rectificação já objecto de publicação.
Não haverá quem corrija antes de se perder tempo com publicações inúteis (e vexatórias, já agora)?
terça-feira, junho 20, 2006
CASULO
Cavaco saiu do casulo em que se meteu depois da eleição. Agora fala, um ou duas vezes por semana, a passar recados. Dizem-me mesmo que até já convocou ministros. A da educação, por exemplo.
Tenho-me andado a perguntar até quando para isto dar maus frutos (leia-se má convivência institucional)?
Um palpite: não vai tardar a que o buldozer socialista, de nome Coelho, ponha a "patinha" na ferida.
segunda-feira, junho 19, 2006
GASOLINEIRO
Vejo-o diariamente, junto ao escritório, a abastacer os carros. Creio que a categoria é "gasolineiro".
Chega todos os dias de carro. E vai embora nele.
Com um salário que, na perspectiva mais optimista, rondará os 450 euros.
Será preciso mais algum exemplo para percebermos o que vai mal na república?
PAULO RANGEL
Paulo Rangel, deputado do PSD, convocou as televisões para chamar a atenção para o caos em que se encontra o Tribunal de Comércio de V.N.Gaia.
Na frente das câmaras chamou a atenção para só estarem colocados dois juízes (sendo preciso, no mínimo, mais um), de apenas estar a funcionar uma fotocopiadora (com mais de um milhão de fotocópias tiradas), de estarem pendentes mais de 2000 processos por juízo (deve-se ter enganado num zero,e por defeito), etc.etc.
Pôr a nú a decadêcia em que aquela tribunal vive há 10 anos (com a agravente de estar instalado para aí há 15) seria um elementar trabalho político de um deputado no distrito pelo qual foi eleito.
Seria não se desse o caso de Paulo Rangel, antes de ocupar o cargo que agora ocupa como deputado, ter sido, no Governo que precedeu o actual Secretário de Estado da Justiça. E, enquanto tal, não lhe conhecemos nenhuma medida para resolver o problema do Tribunal de Comércio de Gaia. Nem sequer uma mera sugestão. Uma dotação, que fosse, para aquisição de uma fotocopiadora. Por isso o "trabalho político" que hoje desenvolveu (e com que de certeza justificou a falta aos trabalhos na AR, se é que os deputados trabalham à segunda-feira) tem um nome: malabarismo circense.
domingo, junho 18, 2006
ESTÁTUAS
Deviam ser erguidas duas estátuas a outros tantos presidentes do benfica (não consigo escrever este nome em caixa alta) junto ao estádio do Dragão.
Uma a Filipe Vieira por, enquanto presidente do Alverca, sócio do FC Porto, ter vendido Deco ao Salgueiros (sabendo que esta já estava prometido ao FC Porto) e impedindo que seguisse o rumo do clube que Vieira agora dirige com alma, coração e "profundo benfiquismo".
Outra a Vilarinho, que tendo dentro de portas Mourinho, preferiu corrê-lo na primeiro argumento que este lhe deu para dar emprego ao grande Toni.
Por muito menos nas Antas (agora Dragão) já se despediu com justa causa.
Mas isso somos nós, que não apreciamos masoquismos.
quinta-feira, junho 15, 2006
RECUO
Uma casa abandonada nas traseiras.
A vegetação selvagem que aí cresceu guarda cigarras que cantam nas noites quentes.
A vegetação selvagem que aí cresceu guarda cigarras que cantam nas noites quentes.
Eu perco-me nas memórias do seu "cricar". Recuo no tempo. Volto às coisas simples. Ao tempo em que menino pequeno me perdia na aldeia, ao som das cigarras e do grilos.
DA VINCI
O Código da Vinci, além de ter o mérito de divertir (quer o livro quer o filme, que finalmente vi) tem um outro, ainda maior: o de colocar em causa os dogmas da igreja. E isso tem um saborzinho especial. É como as vitórias: todas sabem bem, mas contra aquele adversário de que realmente não gostamos, com que embirramos, sabem muito melhor...
DIRECTOS
Estou cansado do folclore do mundial. Bola é bola, e esta febrite em torno da competição, com as televisões a disputarem, ao milímetro, as histórias paralelas é de levar à náusea.
Merche vai ou não vai a Merienfeld?
Jaciara (mulher de Deco) usa tops provocantes.
O frangueiro (Ricardo) foi jogar golfe num Porsche no dia de folga.
Jorge Sampaio foi comer um Big Mac em Colónia.
Madail entornou a 29ª garrafa de Cutty Sark desde que chegou à alemanha.
35 caixas de sardinha chegaram de Peniche para alimentar a selecção.
Não tardará a que fiquemos a saber quantas diarreias assolaram já os jogadores, com directos a partir das sanitas do hotel;
ou quantas vezes é que o sargentão já acordou a meio da noite a berrar: Baía, Baía.
Merche vai ou não vai a Merienfeld?
Jaciara (mulher de Deco) usa tops provocantes.
O frangueiro (Ricardo) foi jogar golfe num Porsche no dia de folga.
Jorge Sampaio foi comer um Big Mac em Colónia.
Madail entornou a 29ª garrafa de Cutty Sark desde que chegou à alemanha.
35 caixas de sardinha chegaram de Peniche para alimentar a selecção.
Não tardará a que fiquemos a saber quantas diarreias assolaram já os jogadores, com directos a partir das sanitas do hotel;
ou quantas vezes é que o sargentão já acordou a meio da noite a berrar: Baía, Baía.
segunda-feira, junho 12, 2006
GOOD BEATS
"Blue break beats"
É malha (som, para os menos eruditos) da melhor.
Quem quiser "baixar" (descarregar para quem não deambula por estes blogs brasucas) pode ir aqui.
É malha (som, para os menos eruditos) da melhor.
Quem quiser "baixar" (descarregar para quem não deambula por estes blogs brasucas) pode ir aqui.
CALÁBRIA
O filho do homem do Gil Vicente, que pertence ao CD da Liga mas que só entrou a decidir sobre o clube do pai (e dele, certamente) quando o pai se demitiu do clube, e com isto arrastou demissões e o Beleneneses para a segunda divisão é muito mais que um caso de polícia: é a Calábria, pura e dura.
Eles já nem se escondem. Já nem tentam disfarçar. É o país a saque (mas muito entretido com o Santo António e o Mundial).
EDP
Telefonema da EDP.
Pretendiam uma daquelas informações que temos sempre a sensação que não servem para mais nada a não ser entreter as empresas de telemarketing.
"Não, hoje não posso responder. Ligue-me amanhã".
"Amanhã? pergunta-me incrédula. Mas amanhã é feriado".
Parei. Demorei a chegar lá mas então encontrei-me com o famigerado Santo António.
Mesmo correndo o risco de pregar aos peixinhos, respondi: "Olhe lá, há mais vida para além de Lisboa, sabia?".
Não compreendeu.
Desliguei.
domingo, junho 11, 2006
MY WAY
Sinatra tinha um "my way".
Scolari não só não lhe quer ficar atrás, como saltou adiante com um "my stupid way".
A exibição contra Angola (eles sabem mesmo o que é uma bola?) revelam bem a capacidade do "mister".
Um-zerinho e tá tudo de papo cheio, contente "pelos três pontos".
A pobreza da falta de soluções (fruto de uma escolha mal feita), a falta de um fiozinho de jogo que fosse, a nota de um pequeno discernimento que traduzisse quase um mês de "trabalhos na concentração" fazem-em antever o pior para o jogo com o Irão.
Nada que me venha a surpreender.
Scolari não só não lhe quer ficar atrás, como saltou adiante com um "my stupid way".
A exibição contra Angola (eles sabem mesmo o que é uma bola?) revelam bem a capacidade do "mister".
Um-zerinho e tá tudo de papo cheio, contente "pelos três pontos".
A pobreza da falta de soluções (fruto de uma escolha mal feita), a falta de um fiozinho de jogo que fosse, a nota de um pequeno discernimento que traduzisse quase um mês de "trabalhos na concentração" fazem-em antever o pior para o jogo com o Irão.
Nada que me venha a surpreender.
sábado, junho 10, 2006
SERVIÇO PÚBLICO
A um site como este só se pode chamar verdadeiro serviço público. Para quem não saiba destina-se a fornecer os códigos que a vão, desesperadamente, mudando todos os dias. É tentador e até me apetece aderir à "farelhice".
PETIT
O Petit é assim uma espécie de João Jardim do futebol: grunho, bruto e caceteiro. Mesmo a pedir que lhe apareça um com dose idêntica pela frente. Quem sabe se um angolano...
sexta-feira, junho 09, 2006
BANDEIRADAS
Este novo “fétiche” nacional de desfraldar a bandeira (que até é feia) de cada vez que a bola corre na relva a mando do troglodita que, cinco séculos depois, veio colonizar o colonizador é do mais pobre que tenho visto.
Achei já uma moda muito “sem senão” (para utilizar palavreado do novo colonizador) no Euro 2004; uma “americanice”.
Mas a injecção agora repetida revela bem a falta de imaginação que nos vai povoando. No entanto, o que realmente me irrita é este pseudo-nacionalismo tonto que alguns pretendem ver na coisa, como se a estima e a consciência nacionais se alimentassem ao ritmo a que a selecção nacional se consegue apurar para uma competição internacional de futebol. Se fosse verdade, finda a festa e curada a ressaca, não voltava para as traças e o pó do esquecimento.
Achei já uma moda muito “sem senão” (para utilizar palavreado do novo colonizador) no Euro 2004; uma “americanice”.
Mas a injecção agora repetida revela bem a falta de imaginação que nos vai povoando. No entanto, o que realmente me irrita é este pseudo-nacionalismo tonto que alguns pretendem ver na coisa, como se a estima e a consciência nacionais se alimentassem ao ritmo a que a selecção nacional se consegue apurar para uma competição internacional de futebol. Se fosse verdade, finda a festa e curada a ressaca, não voltava para as traças e o pó do esquecimento.
sábado, junho 03, 2006
DEMOCRATICE
Há menos de dois meses, uma AG do Sporting não aprovou a venda do património imobiliário pelos 2/3 exigidos pelo presidente.
Este, refém da promessa que fizéra, demitiu-se.
Ontem, o mesmo presidente (que prometera ir embora mas entretanto voltou) insistiu e conseguiu a dita aprovação em AG. E vai mesmo vender o património.
Não estando em causa a eficácia da decisão, está, isso sim, o fundo da mesma, revelando uma estranha forma de “legitimação democrática” das decisões.
Alguém, com competências executivas (numa associação, numa sociedade, no estado) propõe uma medida e sufraga-a. Não obtém vencimento. Conforma-se? Não. Alega “deficiências de comunicação”, que “ a mensagem, que era boa, não passou” e, na primeira oportunidade, sufraga-a outra vez. E sufraga-la-á sucessivamente até que uma de duas coisas aconteça: ou corram com ele ou aprovem a medida. É uma forma de democracia género “água mole em pedra dura...”. É a democracia pelo desgaste. É uma legitimidade muito esquisita.
Este, refém da promessa que fizéra, demitiu-se.
Ontem, o mesmo presidente (que prometera ir embora mas entretanto voltou) insistiu e conseguiu a dita aprovação em AG. E vai mesmo vender o património.
Não estando em causa a eficácia da decisão, está, isso sim, o fundo da mesma, revelando uma estranha forma de “legitimação democrática” das decisões.
Alguém, com competências executivas (numa associação, numa sociedade, no estado) propõe uma medida e sufraga-a. Não obtém vencimento. Conforma-se? Não. Alega “deficiências de comunicação”, que “ a mensagem, que era boa, não passou” e, na primeira oportunidade, sufraga-a outra vez. E sufraga-la-á sucessivamente até que uma de duas coisas aconteça: ou corram com ele ou aprovem a medida. É uma forma de democracia género “água mole em pedra dura...”. É a democracia pelo desgaste. É uma legitimidade muito esquisita.
sexta-feira, junho 02, 2006
AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM
A relação compulsiva que tenho com a leitura, que normalmente se traduz numa avidez insane e sôfrega de chegar ao fim (normalmente para depois ressacar a frustração de ter acabado) diluiu-se neste "poema" de Sándor Márai.
Uma magnífica reflexão sobre a amizade, que se degusta mastigando cada palavra, cada pensamento do autor, lendo e relendo parágrafos, mergulhando e parando.
Um livro intenso que, paradoxalmente, nos inspira uma imensa paz .
quinta-feira, junho 01, 2006
POESIA
Há já muito que os meus olhos não lêem poesia. Só não me lembro se por não quererem ou por terem deixado de saber.
quarta-feira, maio 31, 2006
TERNURA
"Há pessoas de quem toda a gente gosta, para quem todos reservam um sorriso benévolo e carinhoso (...)" Sándor Márai
E também há pessoas que não têm o privilégio de conhecer pessoas assim; pessoas que nos inspiram sorrisos, benevolência, carinho; numa palavra, TERNURA .
Eu tive.
Chamava-lhe "Migú".
Mas o estafermo do tempo roubou-ma.
Antes agora me roubasse, também, a saudade que deixou.
E também há pessoas que não têm o privilégio de conhecer pessoas assim; pessoas que nos inspiram sorrisos, benevolência, carinho; numa palavra, TERNURA .
Eu tive.
Chamava-lhe "Migú".
Mas o estafermo do tempo roubou-ma.
Antes agora me roubasse, também, a saudade que deixou.
segunda-feira, maio 29, 2006
CAMINHO
A guerra surda que a generalidade dos dependentes do estado (sejam funcionários ou cultivem qualquer outro tipo de "assentamento") têm feito ao governo de Sócrates, o modo acérrimo e muitas vezes oportunista com que atacam as políticas, fazem-me pensar seriamente que o homem deve estar no bom caminho.
REINVENTAR
Às vezes gostava de apagar. Apagar tudo, sem mais. Começar de novo. Depois acordo, e prossigo a jornada.
sábado, maio 27, 2006
SERVIÇO PÚBLICO
O Expresso vai contente depois de ter denunciado que o Carlitos, criança de Felgueiras, cose à mão sapatos para a Zara.
Denunciou o caso e, nas palavras do redactor, "chocou" a multinacional espanhola com a foto.
Que, porque a imagem pública obriga (em privado a Zara está-se borrifando para quem cose os seus sapatos) vai tomar medidas. Provavelmente, retirar a sub-contratação de Felgueiras, e levá-la para outro sítio qualquer. E assim mandar os pais do Carlitos (e mais uns quantos) para a dependência da Segurança Social.
Isto sim, é serviço público do Expresso
P.S. Ir junto da Inspecção do Trabalho denunciar o caso, sem alarido, sem comprometer a Zara (uma empresa que, pelas encomendas que coloca em Portugal é responsável pela susbsistência de muitas famílias no norte do país) tinha sido um verdadeiro serviço público. Mas não metia "sangue e alguidar", e esse "jornalismo de referência" de O Expresso, vendo bem, é mais do mesmo lixo que enche as redacções em Portugal.
sexta-feira, maio 26, 2006
28 DE MAIO
Vamos de fim-de-semana a 26 de Maio e voltamos dele a 29, já depois do 28, que me prova sempre calafrios.
Para os esquecidos (ou eventualmente desconhecedores) foi o dia do golpe totalitário, que nem precisou ser de rins, que colocou Salazar a 48 anos de sair do comando da nau.
E se a data me provoca sempre aquela incontinência originária do medo, não é menos verdade que me faz sempre reflectir sobre a razão por que ela pode acontecer. E cada vez mais esbarro no 5 de Outubro de 1910. No modo como foi feito, na anarquia que ajudou a instalar, e no desespero da nação quando, 16 anos volvidos, via a república em estado muito mais agonizante que a monarquia.
Para os esquecidos (ou eventualmente desconhecedores) foi o dia do golpe totalitário, que nem precisou ser de rins, que colocou Salazar a 48 anos de sair do comando da nau.
E se a data me provoca sempre aquela incontinência originária do medo, não é menos verdade que me faz sempre reflectir sobre a razão por que ela pode acontecer. E cada vez mais esbarro no 5 de Outubro de 1910. No modo como foi feito, na anarquia que ajudou a instalar, e no desespero da nação quando, 16 anos volvidos, via a república em estado muito mais agonizante que a monarquia.
quinta-feira, maio 25, 2006
terça-feira, maio 23, 2006
Subscrever:
Mensagens (Atom)






