terça-feira, novembro 04, 2008

A JUSTIÇA DA LIGA

Não era preciso ser mais do que um razoável jurista para perceber que as escutas telefónicas utilizadas pelo inefável Ricardo Costa, que Hermínio Loureiro descobriu como o novo salvador e moralizador do futebol, utilizou para punir Leiria, FC Porto e seus dirigentes era um atentado jurídico.
Para as mentes mais esquecidas recordo que o disse aqui, em 1/Julho/2008.
A decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que julgou ilegal essa utilização, veio repôr ordem na javardice jurídica da decisão de Ricardo Costa.
Não tenho dúvida que, agora, há apenas um caminho: correr com Costa e, obviamente, com um presidente de liga que lhe tem dado cobertura, sabe-se lá com que intenções.
Além, claro está, de fortes indemnizações a pedir pelos lesados a uma Liga que, criada para os defender, se tem entretido em dar-lhes conta da vida.
Começa a ser tempo de alguma competência e seriedade.

sexta-feira, outubro 31, 2008

HONORÁRIOS

Hoje uma borla valeu-me o pagamento com uma tijela de marmelada, geleia caseira e uns enchidos.
Diga-se que entregues por quem até aquilo fará falta.
É curioso que me souberam como se cobrasse os €. 1000,00 que a prestação de serviço valeria.

SOM, DO PURO

Esta semana a toada será mais lounge.
Começamos por este since i met you



Sigo com Koop (embora a preferida fosse relexing at club fn, numa mistura de Kruder e Dorfmeister, que aconselho vivamente)



Procurem, sobretudo, como diz a letra, "to dance close to the one that you love"



Ligada a algum espírito aventureiro, esta música está imortalizada pelo Matt e as suas danças nos quatro cantos do mundo.



Termino com a tranquilidade de Feist.



UM GRANDE FIM DE SEMANA

VICENTE MOURA OU A FALTA DE VERGONHA

O homem até está velhinho.
As declarações dele em Pequim até indiciam alguma má circulação sanguínea.
Mas isso não desculpa nem o facto de ter prometido demitir-se em plenos Jogos, com repercussões nas performances dos nossos atletas nem, o que é mais grave, a cambalhota que deu às costas da medalha de ouro de Nelson Évora, voltando com a palavra atrás.
Os atletas, a começar pelo próprio Évora, não se revêem neste tipo de gente e de representação.
Mas a verdade é que, agarrado ao poder há 20 anos, o “comandante”, como gosta de ser chamado, não larga as mordomias.
O mais grave é que a teia de interesses é de tal ordem que até já agremiou 17 das 29 federações.
Este é o espelho de um país. Não temos exigência (ou impúnhamos mesmo sangue novo no COP); não temos memória (ninguém relembra a Vicente Moura as palavras dele em Pequim); não temos vergonha (ou o homem, depois de dizer o que disse, saía com o rabo entre as pernas). Somos uns frouxos e adoramos cavalgar a incompetência. Não temos emenda nem futuro.

quinta-feira, outubro 30, 2008

FRIO


Rendo-me e inauguro a época do calor artificial.

Como sempre encolho-me. Enrodilho-me no frio que me arrefece também por dentro.

E fico a sonhar com Maio.

CULTURA DO FACILITISMO

Gostava, daqui a 20 anos, poder pedir contas ao secretário de estado da educação que ontem, com uma lata desmesurada, defendeu e pretendeu fazer-nos crer que o incremento de seis pontos nas notas médias de matemática no espaço de dois anos se ficou apenas a dever à melhoria da qualidade do ensino.
É inqualificável que uma medida puramente eleitoralista, populista e demagoga, esteja a atirar para o reino do facilitismo milhares de estudantes no exacto momento da formação dos seus básicos hábitos de trabalho.
Daqui a 20 anos, quando for a impiedosa sociedade e o mercado a ditar as regras, a maioria deles provará o gosto amargo da incompetência.
O mal é que não terão culpa, mas pagarão a factura.
O secretário de estado e a ministra estarão reformados ou, se calhar, num óasis de um qualquer organismo público, único lugar onde a incompetência deles cabe e é bem vinda.

quarta-feira, outubro 29, 2008

COMENTÁRIOS

É curioso que, num blog calmo como o Estado Crítico , um post como este tenha despertado tanta visita e comentário.
Mais curioso ainda é que, ao citar o nome de Helder Martins Leitão não o fiz com nenhuma intenção de "bater no homem" (embora todas as que apanhe sejam, pelos visto, poucas).
Os comentários, ainda por cima, são totalmente ao arrepio do tema do post.
A blogosfera tem destes caprichos.

terça-feira, outubro 28, 2008

PARÁBOLAS

Nos idos anos da catequese, em que a “virtude” me empurrava para a missa semanal e as reflexões que se lhe sucediam, a repetição da parábola do “filho pródigo” teve sempre o condão de me indispor.
Achei-a sempre falaciosa, sobretudo por estar incompleta.
Vi sempre naquele filho que regressa um interesseiro, que quer o melhor de dois mundos. E tinha pai para lhe amparar o capricho.
Vi no pai que o acolhe um homem desesperado (que sempre me inspirou comiseração) mas pouco lúcido, incapaz de ver que, com a sua atitude, feria de tal modo o filho que ficara que deixava de merecer o seu respeito.
E achei sempre que, se a história fosse contada até ao fim, esse mesmo filho, o que ficara, atiraria com a porta e partiria à aventura. Afinal, quando lhe desse na gana, a porta do pai estaria sempre aberta…

sexta-feira, outubro 24, 2008

MUSKA, MUNTA MUSKA

Fim de semana é, por aqui, sinónimo de música.
Hoje numa vertente rock (soft, muito soft).

Porque todos pertencemos a alguém, fica o Lenny Kravitz, naquele que considero o seu melhor tema:


Ainda que não seja a sua música mais conhecida, é uma das minhas preferidas produzidas pelos Stranglers



Acho que todos encontraram a sua "Femme fatale" que os Velvet Undergorund tão bem expressam


SObretudo espero que o vosso fim-de-semana seja como o som de Lou Reed: Perfect


Falta só o Camaleão. Com todas as cores de cabelo um grande "roqueiro". Bowie. Ziggy.


Um grande fim de semana.
Com muita, muita "muska".

quinta-feira, outubro 23, 2008

CRISE IV

Um cancro é um cancro.
Normalmente silencioso. Normalmente mortal. Normalmente traiçoeiro.
Virá-lo depende sempre da sorte mas, sobretudo, de o encarar de frente.
Não há memória de úma avestruz ter vencido um.
A crise que actualmente atravessamos é um cancro profundo, que não está só no sector financeiro, mas na economia toda (a real, como agora se diz).
As injecções prescritas, de milhares de milhões de Euros e Dólares, são meros paliativos.
E este jogo do faz de conta de meia dúzia de chefes de estado, que com a conivência de uma comunicação social que, quando não age por ignorância fá-lo, o que é ainda pior, por comprometimento, pretendendo fazer crer que estamos a caminho da cura, é o pior caminho que se podia trilhar.
A escolha da estrada mais curta não é necessariamente a melhor.
Está-se a enveredar pela via do facilitismo e o preço vai aumentar. Dentro de poucos anos, quando tivermos inflacções de dois digitos, quando as moedas nada valerem, quando os salários pouco comprarem, vamos finalmente perceber que o erro estava no modus vivendi, e não nas decisões de Bancos de criarem "produtos tóxicos". Vamos perceber que a sociedade de crescimento constante, que produz mais, consome mais, acelera mais, esgota mais os recursos, é uma pura criação da irresponsabilidade moderna.

quarta-feira, outubro 22, 2008

FUNERAL

Tive razão aqui quando lamentei as experiências de Jesualdo.
Tive razão quando ansiei aqui que o FC Porto perdesse o jogo de Alvalade.
Tinha-se despachado o homem, ficávamos a um ponto da liderança e ainda se ia a tempo de tentar fazer alguma coisa deste monte de jogadores que fazem do balneário uma Torre de Babel.
Ao vencê-lo Jesualdo readquiriu créditos de que não era credor. Ganhou espaço de manobra para fazer mais meia dúzia das suas indizíveis experiências como a de ontem na Liga dos Campeões, onde nos enterrou de vez com a pior exibição de que há memória em noites europeias no Dragão. O campeonato vai ser só uma questão de tempo, porque vão-se multiplicar as exibições e os resultados de Vila do Conde.

segunda-feira, outubro 20, 2008

IMPOSTOS

O principio estaria absolutamente correcto não fosse verificarem-se cada vez mais casos que roçam o absurdo. Quase sempre a favor do Estado.
Recentemente um imóvel comprado por €. 100.000 pagou imposto de transmissão sobre €. 228.000 porque assim estava avaliado pelo Estado.
Pedida a reavaliação foi fixado o valor em ... €. 63.000.
Para além de o imposto ter excedido em €. 8.320 aquilo que era devido, o Estado vai ainda demorar um ano e meio a devolver o que cobrou em excesso.
Ora, se a isto juntarmos o facto ainda ir cobrar a avaliação, que é feita por peritos indicados por si, e demorar o mesmo tempo a devolver o dinheiro quando não tiver razão, está bom de ver que o expediente não passa de uma mera (mais uma) tentativa de dissuadir o contribuinte a reclamar.

sexta-feira, outubro 17, 2008

SORRISO PCP

Octávio Teixeira na Sic (sem som, obviamente).
Ressaltam os gestos.
Porque é que os comunistas têm sempre um ar zangado a falar tanto do sério como do trivial?
Os Gulag tê-los-ão feito esquecer a bondade e o prazer de um sorriso largo e sincero?

PORTUGAL DE PAREDES

Se Portugal tem tradução em forma de música, ela está no som do Mestre Carlos Paredes.
Não encontro dedilhar mais capaz de me mostrar o "fado" lusitano que consiga arrancar das cordas o país rural e sério, do cajado suado e melancólico, áspero como as urzes, belo como as vides, dócil e morno como a pele de uma criança.
Limitado às disponibilidades do Radioblog, e com a memória cheia pela velhinha cassete azul que me deu a conhecer o som desta guitarra, deixo o

CANTO DO RIO, que é todo ele Coimbra e Mondego,



e o VERDES ANOS, que no meu imaginário abraçou sempre o Marão e a Estrela com o mais fraterno laço.

OPÇÕES DE JESUALDO

Jesualdo prepara-se para "poupar" a maioria dos seus titulares frente ao Seternanse.
Sem jogar em conjunto há quinze dias, é mais do que natural que a equipa precise de "afinação". Ora não haveria melhor modo de o fazer do que testá-la num jogo a feijões.
Mas não.
Doutorado em "criatividade imbecil" em véspera dos grandes e decisivos jogos, vai colocar a jogar os segundos planos. Mas na terça-feira vai precisar da melhor equipa para, contra o Dinamo de Kiev, manter-se à tona na Liga dos Campeões. Não é preciso perceber muito da poda para compreender que a terça-feira promete ser de Carnaval... com o habitual Rei Momo.

SONS DE FIM DE SEMANA

O primeiro frio, os casacos e impermeáveis a cheirar a armário chamam ao sofá.
As achas começam-se a aconchegar.
Até já há castanhas.
É tempo de sons como este,



ou este,



ou este,



e este



e este



UM BOM FIM DE SEMANA

BLOG EM IMAGENS

Saúda-se a entrada em cena do blog Imagem do Som.
E, pelo menos nas lides fotográficas, como não tem que falar nem escrever, o autor é mais assertivo que nos compêndios do direito...
corrigido

terça-feira, outubro 14, 2008

NEM MAIS NEM MENOS

14 das 20 maiores empresas portuguesas cotadas em bolsa têm antigos governantes nos lugares mais elevados de decisão. Tal deve-se certamente à leveza do Estado e à sua reconhecida competência na formação de gestores de topo. José Sócrates tem talento para a liderança, mas é um homem perigoso quando se deixa levar pelos encantos do poder. Ele preside a um dos governos mais controladores de que há memória em Portugal, com pouquíssimo respeito pelo papel de vigilância da comunicação social e uma armada de assessores com grande inclinação para a propaganda. Ouvi-lo louvar o papel do Estado e reclamar maior intervenção para si próprio causa suores frios e arrepios na espinha. Muito pior do que a mão invisível do mercado a afundar a bolsa seria a mão bem visível do Estado a sair do bolso. Caro "El Comandante": se é esta a sua cura, mais vale continuar doente.
João Miguel Tavares in DN.

CRISE III

De repente, a crise endémica, instalada e duradoura, eclipsou-se.
O danacol da injecção monetária desentupiu as veias do paciente que há uma semana estava à beira do AVC.
Nem uma recomendação de cuidados alimentares redobrado e algum exercício físico; apenas a injecção e está feito.
Deviamos parar e pensar o modo como somos manipulados por não mais duas ou três dezenas de seres humanos que, vestidos com a capa do poder, acham que com duas ou três declarações públicas nos enganam e calam.
Basta recordar a forma como fomos manipulados na famigerada Cimeira dos Açores sob a suposta existência de armas maciças no Iraque para sabermos o que digo. E termos cautela com estes remédios que nos vendem como curativos da maleita.

CRISE II

Um atentado ao pudor.
O modo como os quatro maiores banqueiros (tenho dúvidas que o sejam, pelo menos no sentido tradicional do termo em que banqueiro era aquele que atravessava o seu dinheiro para construir um banco) destilaram sabedoria e competência na RTP1 é quase um insulto.
Eles que em conjunto com os seus pares internacionais são os grandes responsáveis pelo momento dramático que o mundo atravessa; eles que, senhores da salários e regalias milionárias se acham no direito de estender a mão ao dinheiro dos contribuintes para fugirem à banca rota; eles que alimentaram uma sociedade de consumo de modo artificial e insane, vêm agora dizer-nos como resolver a contenda.
Até podem ter estado em directo por ordem do Estado, injectando semântica de confiança, justificando a esmola.
Mas não deixam de revelar uma absoluta falta de vergonha, num descaramento desmesurado. É que nem um período de nojo se dignam a cumprir...

CRISE I

Enquanto pela Europa fora os bancos vão sendo nacionalizados (hoje o RBS) por cá a bolsa sua confiança. Sobe quase 7%. Somos os maiores. A crise passou.

segunda-feira, outubro 13, 2008

JUSTIÇA

O Tribunal de Santa Maria da Feira ameaçou ruína e foi encerrado.
Durante meses a pendência, já de si muito atrasada, emperrou ainda mais nas instalações provisórias que fizeram as vezes da casa da justiça.
Agora, cinco meses volvidos, o Governo encontrou uma solução.
Mas a Srª Juiz presidente encontrou dois defeitos: os Juizes têm que entrar na sala de audiência pelo mesmo corredor das pessoas e, mais grave ainda, têm parque de estacionamento a 300 metros do Tribunal.
E disse isto tudo com ar indignado.
Fossem as preocupações da magistrada com a pendência atrasada tão solenes como foram com o bem estar dos seus pares e certamente existira maior e melhor justiça ali para os lados da Feira.
Mas é a justiça que temos.

NORMAL?

As oscilações insanes das bolsas nas últimas sessões mostra que ninguém aprendeu com o terramoto.
Os especuladores continuam aí, ávidos de mais valias, fazendo de conta que tudo vai voltar a ser como dantes.
Os reguladores olham para uma acção que sobe e desce 10% enquanto o diabo esfrega um olho como se do mais regular e natural ciclo económico se tratasse.
Os pequenos aforradores espreitam, com o nariz pousado em cima do balcão, à espera de também poderem ter um naco no festim.
Não há emenda para esta organização que criámos.
Vamos pagar um preço enorme pela avidez em que vivemos.

sexta-feira, outubro 10, 2008

SIMON & GARFUNKLE

Sons por onde não passava há muito tempo.
Sounds ou silence



ou
Mrs Robinson



ou ainda
America


Lamentavelmente o OLD FRIENDS e o MEET MY OLD LOVER (não me recordo do nome exacto da música) não estão disponíveis no Radioblog.
Tenham um grande fim-de-semana.

CASAMENTO GAY

Não seria o facto do direito ao casamento de homossexuais ser reconhecido que mais me preocuparia, muito embora seja contra pelas razões que já aqui aduzi.
É, sobretudo, o que viria a seguir e me faz "torcer" pelo não anunciado de hoje na AR.
É óbvio que, assim que se acharem com o estatuto nas mãos, o passo seguinte vai ser reclamarem o direito à adopção.
De tão anti-natura ser, abstenho-me de esgrimir mais razões para dizer que sou e serei radicalmente contra. As crianças simplesmente não têm culpa nem podem ser joguetes nas opções sexuais dos hipotéticos tutores.

DINHEIROS

Depois de hoje, nada voltará a ser como dantes no mundo financeiro português...

domingo, outubro 05, 2008

PERCURSO

Bater as pedras do sofrimento até que a misericórdia nos notifique.
Será este o percurso de todos?

sexta-feira, outubro 03, 2008

LAGARTO

A 48 horas do Sporting/Porto, dou comigo num exercício maquavélico e auto-flagelador.
Uma derrota do Porto por 1-0 deixa tudo como está. Que foi à tangente. O relvado. O árbitro. A equipa nova. A casa do adversário. Blá, blá,blá.
Mas três secos bem enfiados nas redes de Helton deixam Jesualdo sem manobra. E Pinto da Costa com motivo para a corrida do prof. E, afinal de contas, ainda estaremos a 4 pontos da liderança, no segundo lugar do grupo da Champions e muito a tempo, por isso, de salvar a época.
Vou torcer lagarto no domingo.

PROPAGANDA

A propaganda nazi não seria mais eficaz do que a crónica deste pseudo-jornalista que não deve ter visto o mesmo jogo que nós todos vimos.
"Cirurgia atacante do FC Porto" diz ele (eu chamava-lhe, medicamente falando, bisturi desvairado).
"A transicção e o perfume mereciam melhor sorte" ou "A injustiça deixará para sempre uma mácula neste desafio" são outras pérolas de uma crónica demente e vergonhosa. Não há dúvida que houve injustiça. O Arsenal merecia ter dado 7 em vez dos 4...

DECISÃO PEREGRINA

Um pai belga raptou as três filhas e manteve-as cativas e na mendicidade durante oito meses.
Um Tribunal Belga, onde o processo de regulação do poder paternal foi julgado (e que por isso conhecerá melhor que ninguém a realidade sócial e económica daquele agregado) ordenou a entrega das crianças à mãe.
A mãe veio a Portugal resgatar as suas filhas.
Espanto: O Tribunal de Viseu, comarca onde o pai foi detido, quer ouvir o progenitor (que está em prisão preventiva) e, pasme-se, a autorização deste para poder entregar as menores à mãe.
Há decisores que em vez da Beca deviam usar um fato macaco.

quarta-feira, outubro 01, 2008

BB

Ora aqui está a melhor forma de NÃO justificar o direito que lhe foi concedido.
Bastista Bastos defende-se dos "ataques" de que foi alvo pela casa que habita, com renda muito moderada, propriedade da câmara, não invocando qualquer prerrogativa atendível. Simplesmente diz que como os outros também têm...
Não é só o facto da ocupação que choca. É a falta de vergonha e pudor na defesa pública.

terça-feira, setembro 30, 2008

ADIVINHO

Atente-se que todos os anteriores quatro posts foram escritos antes das coisas sucederem (basta ver a hora em que foram publicados).
Adivinhação?
Não, claro que não.
Era demasiado previsivel.

NOSSA SENHORA DA IMBECILIDADE

Uma verdadeira peregrinação à Nossa Senhora da Estupidez com Jesulado no andor.
É a melhor forma de classificar as opções do jogo contra o Arsenal.
Pior mesmo só aquilo que prevejo que venha a ser a reacção de Jesualdo.
Nas declarações vai sacudir a água do capote, como é seu hábito.
Pior depois é que, como é costume, vai arranjar os seus bodes expiatórios.
Guarín, Benitez provavelmente não jogarão tão cedo.
É verdade que foram responsáveis por três dos quatros golos mas quem os escolheu para entrar hoje? Sobretudo quem escolheu o desastrado modelo de jogo com que o Porto nunca joga?
Alguém compreende a saída de Fernando? E do Raúl Meireles?
Agora, a 10 minutos do fim, só falta mesmo a extrema estupidez de lançar um pequeno diamante que tem no banco (Candeias) para "queimar" mais um, aliás muito característico no velhinho (veja-se o Vieirinha, o Machado, o Barbosa, etc.etc).

HUMILHAÇÃO

Tá visto (vejam-se os dois anteriores posts).
O FC Porto promete sair de Londres humilhado.
Só um energúmeno não vê.
É nestas alturas que se vê a qualidade de um líder.
Jesualdo assiste. Não faz nada.

ÓBVIO

Infelizmente, e tendo por referência o meu post anterior, demorei só 18 minutos a ter razão. 1-0 para o Arsenal. E não vai ficar por aqui.
Este falso 4x4x2 já nos valeu dois secos há dois anos precisamente contra o... Arsenal.

A ESTUPIDEZ DE JESUALDO

Não tem muito que saber: sempre que Jesualdo se põe com "criatividades" na construção da equipa dá-se mal.
Ainda por cima com equipas como o Arsenal...
Guarin, que tem estado mais na bancada que no campo passa de dispensável a títular.
Tomaz Costa, que só joga para tapar buracos, vai de suplente a efectivo.
Benitez, que quase nunca tem sido primeira opção para a esquerda, entra de início.
Está bom de ver que é tudo uma questão de minutos...

CRISE

No meio da imensa trapalhada em que se transformaram os mercados financeiros mundiais, é curiosa, engraçada, mesmo, a forma como os principais governos ocidentais resolveram atacar aquilo a que chamam "crise" e que a mim me parece a total falência dos modelos existentes: nacionalizar.
A injecção de milhares de milhões de notas gordas nos bancos, seguradoras e demais operadores financeiros mostra quer a incapacidade do sistema em se regular quer a viabilidade do mesmo.
Mas o mais curioso de tudo é que a injecção de capitais é feita de modo totalmente artificial. Não sendo sustentatada em reservas de ouro, a solução limita-se a imprimir notas, lançadas no mercado de modo totalmente artificial, muito longe de traduzirem a riqueza da economia.
O preço vai ser a inflacção a disparar, o que garantirá que se não morrer da doença, é certo que o fará com a cura.
Por mim, e como até tenho uma impressora razoável, estou disponível para aderir a um enorme plano de salvação nacional, e começar a debitar papel (verde e lilás) ao ritmo a que os tinteiros e os rolos permitirem. Fico só com 1%.

terça-feira, setembro 23, 2008

FACILITISMO

Se isto não é uma descarada, demagógica e muito perigosa política de facilitismo, ainda alguém me há-de explicar o que será?
Com esta ministra caminhamos para o abismo com um sorriso rasgado.
Não vemos ou não queremos ver?

segunda-feira, setembro 22, 2008

MARRETAS

Eis uma notícia totalmente falaciosa.
Então o Manuel Pinho não tem andado quase diariamente pelo televisão nos últimos três anos?

quinta-feira, setembro 18, 2008

DIVÓRCIO

Concordo que um casamento mantido artificialmente não faz qualquer sentido.
Mas não esqueço que ele é um contrato bi-lateral.
E que os contratos se fazem para serem cumpridos e que a revogação dos mesmos não deve poder ser feita por quem decidiu colocá-los em crise.
Vale isto por dizer que me faz muita confusão que possa vir a ser unilateralmente denunciado por um dos contraentes sem a vontade do outro, que não tem culpa nem é compensado pelos prejuízos que a situação lhe possa causar.
Atente-se que, no universo dos "contratos correntes", apenas dois podem ser objecto de denúncia unilateral: o arrendamento, e só pelo inquilino; o de trabalho, e só pelo trabalhador. Ou seja, em ambos os casos pela parte mais fraca da relação contratual, com períodos de aviso alargados e sem embargo de o denunciado, em determinadas circunstâncias, poder exigir ressarcimento pela denúncia.
Ora o que o PS quer fazer no divórcio é colocar a mulher e o marido em igualdade de circunstâncias. Fá-lo artificalmente porquanto sabemos que, na sociedade matriarcal em que ainda vivemos, isso é uma fantasia. Está bom de ver que se o projecto do PS for avante, serão as mulheres a pagar o preço deste novo devaneio de um legislador alienado, incompetente e distante da realidade social que devia servir.
Por isso comungo, inteiramente, das preocupações de Cavaco. E guardo nele a esperança de colocar algum bom senso neste imbróglio.

quarta-feira, setembro 17, 2008

ESTADO REGULADOR

A "nacionalização da AIG", assim como de outras pequenas companhias e bancos, nos EUA, deixa bem patente os méritos de uma economia totalmente aberta.
No fundo, a busca da rede do Estado por empresas norte-americanas revela a acertividade daquilo que a esquerda moderada sempre defendeu: a falência dos regimes comunistas não pode justificar o fim do estado social e, sobretudo, do Estado interventor. O Estado deve e tem que ter um papel fortemente actuante e correctivo, incluindo na economia. E muito antes de emendar os exageros cometidos pela demência do mercado (como agora está a fazer) deve impedir que se instale um regime selvaticamente liberal, que se auto-consome em lume brando.
Manter, por exemplo, posições reguladoras nas áreas mais nevrálgicas da economia será sempre um bom princípio.
P.S. Exemplo do que acima fica dito é o que se passa com os combustíveis. Sobe o petróleo e estes sobem. Desce o crude e estes ou descem devagar ou, pior, como sucedeu hoje com a BP, sobem, sob pretexto da valorização do dólar. O Estado devia também servir para que isto não pudesse suceder.

terça-feira, setembro 16, 2008

ENSINO SUPERIOR

625 alunos entraram para cursos superiores com desemprego garantido, como a Filosofia e a História.
Vários outros milhares vão a caminho, com as inscrições em Línguas, Direito ou essas novas coisas a que chamam cursos superiores, como Gestão ou Recursos Humanos.
Um Estado que se respeita não permitiria esta selvajaria mercantil em torno do ensino superior. Pura e simplesmente cortaria as vagas, até porque a maioria delas se situa no ensino público.
Questiono-me o que querem estes alunos? O que pensam? E o que (não) pensam estes pais, muitos deles com um sacríficio medonho das suas vidas, atiram os filhos para o desemprego garantido, a frustração e o Prozac.
É nos detalhes que se vê o crescimento de um povo. E neste particular, como em muitos outros, Portugal continua na Idade da Pedra.

MAGISTRADOS

Pela segunda vez, em duas semanas, o Estado Português foi condenado mercê do trabalho arbitrário, incompetente e pouco criterioso das magistraturas que resolveram deter de modo ilegal dois notáveis cidadãos: Paulo Pedroso e Pinto da Costa.
Mas pela segunda vez a culpa promete morrer solteira porque esses senhores magistrados não podem ser responsabilizados pelos actos irresponsáveis que praticaram.
É isto que António Marinho Pinto anda a denunciar há anos.
É por isso que lhe andam a fazer um fogo cerrado.
P.S. Já agora, depois deste Acórdão, ainda haverá alguém que ache o pavão do presidente da Conselho de Disciplina da Liga de Futebol um "bom jurista"?

REGULADORES DA TRETA

É curioso que ninguém esteja muito interessado em discutir o problema dos combustíveis de modo consistente.
Sobem a quem soluço do petróleo mas, quando este desde quase 40% eles descem 8%.
Os engasganços de Faria de Oliveira de cada vez que é chamado a pronunciar-se publicamente sobre o assunto mereciam uma Imprensa mais acutilante, igual àquela que condenou os Mc Cann ou o Paulo Pedroso, que o encostassem à parede e o obrigassem a lidar com as suas contradições e o roubo de igreja que a GALP está a fomentar.
Isto já para não falar de um regulador que fosse isso mesmo e obrigasse as petrolíferas não só a dar explicações como a agir.
Mas não. O Estado, "dono" desse regulador (pelo menos é quem lhes paga os ordenados) está a facturar forte e feito com a subida dos combustíveis quer em IVA quer em ISP. Porque razão se há-de incomodar?
Quanto à Imprensa, outros interesses contarão. Publicicdade?

sexta-feira, setembro 12, 2008

QUEIRÓS

A selecção de Queirós jogou futebol. Tão bom futebol que até estranhamos. No capítulo das "Quinas" já só estavamos habituados aos frangos do Ricardo, aos socos do Sargento e ao Santo Ronaldo do Caravaggio, que tinha que resolver tudo sózinho.
Mas perdeu. Ingloriamente. Estupidamente. Ineficazmente.
Ainda assim, continuo a preferir o Professor. Mesmo sem a Santa há-de encontrar o caminho. E sempre nos dá futebol a ver.

POLÍCIAS

O claro aumento de polícias na rua (giro a pé e motorizado), é uma medida que se saúda.
É assim uma espécie de mantinha de lã num dia de chuva de Inverno. Dá-nos conforto.
Mas se podem andar agora, porque não podiam antes do Verão?
Porque razão foi preciso o alarido dos assaltos de Agosto para o ministro os pôr na rua?
Encontro duas explicações:
A primeira é de que este ministro, como quase todo o Governo, não age: reaje.
A segunda é que se trata do fogacho habitual. E, dentro de três ou quatro semanas, sai tudo da rua porque não há dinheiro para o combustível, porque os polícias são bons é nas esquadras a preencher papeis e, sobretudo, "because no one gives a dam´n"

JUSTIÇA

Canal 1: Maria José Morgado
SIC: Noronha do Nascimento.
Duas vozes da "justiça" falam em simultâneo.
A probreza franciscana daquilo que dizem só é suplantado pelo fel que vomitam. Aquele ar justiceiro, de "donos da verdade", como se se tratassem dos únicos impolutos a pisar o chão.
Ninguém fala assim tendo razão...

quarta-feira, setembro 03, 2008

VICENTE MOURA

Como temos memória continuamos à espera da promessa de Vicente Moura de não se recandidatar se concretize.
Que, aposto, não vai ser cumprida.

terça-feira, setembro 02, 2008

CRIMINILADADE

Quase tão ridículo como responsabilizar o Governo pelo recente crescimento de casos de assaltos violentos foi a pressa com que o ministro, e o próprio PM, vieram a público tentar "mostrar serviço", reclamando a tomada de medidas para os combater.
É que as verdadeiras razões desta criminalidade remontam muito atrás, ao início da década de 90, quando a febre das obras públicas (auto-estradas, a Capital Europeia da Cultura de Lisboa em 1994, a Expo 98, o Euro 2004, a Capital Europeia da Cultura no Porto 2001, etc.etc. etc.) ditou a "importação" selvagem de mão-de-obra não qualificada, oriunda de zonas do globo onde não há visão de vida melhor e que, por isso mesmo, uma vez desempregada (por falta das ditas obras) recusou regressar às suas terras natais. Essa mesma mão de obra vive hoje em bairros sociais periféricos, "sem eira nem beira nem lenho para fogueira" (Torga), onde tudo o que pode almejar para melhorar o nível de vida é roubar. E o Estado, que há muito devia ter tomado medidas (desde logo não alimentando a subsídios a permanência em território nacional de cidadãos sem a mínima capacidade e vontade de se integrarem) limita-se a alojá-los em camaratas de cimento e, depois, fazer de conta que esses locais não existem até que os primeiros tiros se ouçam.
Pelo que reclamar qualquer medida, tomada a um sábado, como milagre de combate ao mal só não pode ser chamada de demagójica porque cheirar a pura intrujice, de per si muito mais grave que a primeira.
Mas é a política que temos, feita por pseudo-bombeiros sociais, que julgam que nos enganam a golpes de "Ganaderes". Pura ilusão.

SILÊNCIO

Até para alguém que, como eu, detesta a política do "show-off alive", que Sócrates protagoniza tão bem, o silêncio de Manuela Ferreira Leite começa a ser ensurdecedor.

quarta-feira, agosto 06, 2008

LEGISLAR E GOVERNAR

O Presidente do Conselho Cientifico da Faculdade de Direito de Coimbra, numa entrevista muito esclarecida, colocou o dedo numa das principais feridas do modo de organização do estado de direito actual.
Dizia que, se mandasse, faria poucas mas boas leis.
Ora é precisamente o contrário que se tem feito nos últimos 20 anos.
A tentação dos governantes mostrarem serviço quando pressionados por uma Imprensa cada vez mais presente redunda, não raramente, na elaboração sucessiva de diplomas legais que a pressa, a impreparação ou simplesmente a impossibilidade de regulamentar todos os aspectos da vida em sociedade fazem parir maus diplomas.
Só por isso, e como já em tempos referi, é que, quem anda atento ao Diário da República, vê como nunca tantas rectificações de normas feitas. Às vezes mesmo antes das próprias entrarem em vigor.
Um exemplo recentes cabe como uma luva no que acabei de dizer.
Os afogamentos em piscinas privadas têm-se multiplicado em crianças.
Por várias razões. Porque há mais piscinas. Porque os pais se demitem cada vez mais da função de educar, onde se inclui o dever de vigilância. Porque a comunicação social está mais atenta e faz mais eco da sucessão de casos (que às vezes até são menos que no passado, berra-se é mais em torno deles).
Ao quinto ou sexto caso, a ministra da saúde caiu logo na tentação: é preciso regulamentar a construção e manutenção de piscinas privadas.
Por muito que legisle, Srª Ministra, nunca vai regulamentar o suficiente.
Sabe porquê?
Porque há coisas que não se conseguem com regras jurídicas, mas com regras de que só a pedagogia concede.
Exemplos como este põem a nú o eorro sistemático dos governantes modernos: o de confundirem governação com legislação.
Chegam mesmo ao absurdo de chamar “reformas” a um conjunto de regras normativas que, muitas vezes, têm uma deficiente aplicação prática (Ex: Código do IMI) ou, pior, não têm qualquer aplicabilidade prática (Ex. A actualização de rendas no novo regime de arrendamento urbano).
Temos os piores legisladores da história do direito. E, simultaneamente, alguns dos piores governantes. A mistura é explosiva.

segunda-feira, julho 28, 2008

AUTORIDADES DA TRETA

Essas pseudo-autoridades, que se criam a troco de lugares para os amigos, não servem realmente para nada a não ser quando se trata de infernizar a vida dos cidadãos.
O petróleo vai descendo. Os combustíveis mantêm-se quase aos níveis de quando aquele era comercializado a mais 20 USD.
E os supervisores da concorrência fazem o quê? Tanto como fizeram os da banca durante o reinado de Jardim e Teixeira Pinto.
Mas com "silly season" e o Sasha a bater, não se lhes pode pedir muito. Devem estar todos a banhos.

terça-feira, julho 22, 2008

SELVAGENS

Nos mesmos sites que noticiam, com parangonas e dramatismo, que as famílias portuguesas deixaram de pagar os créditos à banca por se encontrarem asfixiadas, publicitam-se serviços de crédito fácil, pelo telefone, até €. 20 000.
Que o mercado é uma besta já há muito que o sei.
Mas não estaria na altura de lhe meter algum freio? Uma vez que há entidades reguladoras para tudo e mais alguma coisa, as que regulam o sistema bancário não deviam impedir esta selvajaria? Não seria de lhes atribuir competências nessa área?

LUCROS

Os lucros pornográficos que a banca angaria levaria a que até vissemos nesta notícia mérito e razões de regozijo. Não fosse a razão subjacente às quedas dos lucros: o excesso de endividamento das famílias que deixaram de pagar os créditos

CAR-EJECT

Mais uma anedota da governação para inglês ver com um dos melhores protagonistas do género: Rui Pereira.

segunda-feira, julho 21, 2008

GRANDE, ENORME E ACTUAL EÇA


«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queirós

JORNALICES II

A facilidade com que se faz jornalismo de sarjeta é repugnante.
Pega-se numa qualquer informação, não se fixam fontes, não se cruzam dados e atira-se sem mais nem menos. Ninguém questiona. Toda a gente come o que se lhe dá. Afinal, vinha no jornal... Sexta-feira o PM tinha aprovado uma linha de crédito de 800 milhões de euros para investimento em Angola. Hoje são 1100 milhões. Um pequena diferença de 300 milhões. Ou seja, uma auto-estrada Porto/Lisboa. Mas ninguém se importa.
Com a mesma facilidade uns sindicalistas descem à baixa e as parangonas são lapidares: 200 000 manifestam-se contra o Governo. Mas quem os contou?
Quinta-feira a Lusa punha na boca do PM que José Eduardo dos Santos vinha a Portugal esta semana. Hoje está oficialmente desmentido. Menos na Lusa.
Todos estes números seriam de menor importância não fossem provindos dos mesmos que anunciam o défice, a inflação homóloga, as previsões, etc.etc.
Hoje quase não acredito em nada do que leio e ouço. Já só quase no que vejo. Sinto-me usado por um poder político que utiliza uma comunicação social sem escrúpulos; e por uma comunicação social sem o mínimo de competência, que engole tudo o que lhe vendem a troco de boas relações com o poder que a alimenta.
Aditamento: Esta notícia é o exemplo acabado do que disse em em cima. Na compra e venda o que realmente é caro é o IMT (antiga SISA) e o imposto de selo, receitas do Estado. E essas não sofrem alteração, continuando a onerar os compradores. Já para não falar no IMI, cada vez mais abusivo na forma como é calculado. Mas o jornalista comeu o que o Secretário de Estado lhe vendeu...

sábado, julho 19, 2008

GUGA


Uma manhã inteirinha.
14 400 segundos ininterruptos de Guga.
Guga até não poder mais.
Guga por tudo e por nada.
Guga porque sim.
Guga porque não.
Guga porque quero.
Guga ao som de Sparks

Guga ao som de In Space

Guga ao quilo;
Guga aos berros;
Guga a rir e a chorar;
Guga a dormir ou a embirrar.
Guga até embriagar.
Guga que nunca é demais.

sexta-feira, julho 18, 2008

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Pelo caminho que isto leva o logo e o nome prometem mudar.

Agora é mais F.C. América do Sul.

É que dificil encontrar um jogador que não o seja.

SOM...PURO

Não houve vela de gerador nem contratempo que impedisse a II ABP Edition.
Rolou som maneira e por muito que os DJ Martini e Law arranhassem os MP3 (já nem Cds se levam) a III Edition ficou prometida.
Ficam aqui algumas amostras à toa das malhas passadas.
Aproveitem o calor e o som.
Bom Verão.










quinta-feira, julho 17, 2008

NUCLEAR

Desconheço as razões técnicas, designadamente de viabilidade económica, de produção em Portugal de energia nuclear.
Mas há duas certezas que tenho a propósito do assunto:
A primeira é que tem que ser feita uma discussão ampla e séria sobre o assunto porquanto ou encontramos meios alternativos de abastecimento de energia ou estaremos, em menos de uma década, numa crise irreversível.
A segunda é de que o pior argumento contra o nuclear, muito usado, no melhor estilo demagógico, pelos denominados "ecologistas" (pandilha cujo nome me provoca sempre muitos arrepios) é o da segurança. Não podemos esquecer que vivevemos paredes meias com um país, a Espanha, que produz nuclear há décadas. Junto de rios que correm para nós. Por isso expostos já nós estamos. Há muito.
Ou seja, os riscos já nós corremos. Só não tiramos o proveito.

segunda-feira, julho 14, 2008

COIMAS

A anunciada coima que a CMVM vaia aplicar ao BCP (mais de um milhão de euros) é uma espécie de forma de faz de conta de resolver o assunto.
Primeiro porque, deste modo, quem acaba por ser penalizado são os accionistas. Que já o haviam sido com as operações "fantasma" de compra de capital próprio.
Porque as pessoas que praticaram os actos já estão fora da instituição e, assim, a herança é paga por terceiros.
Porque não devia ser de dinheiro que o regulador anda à "cata" mas de responsabilidade criminal de quem praticou os actos, e que todos sabemos bem quem foi.
Mas aí o regulador não entra.
No fundo no fundo, a proximidade ao poder de alguns responsáveis não deixa. Nem o regulador quer. É que hoje é regulador e amanhã, como no caso do BPN, admnistrador de uma dessas instituições.
E como cá se fazem cá se pagam...

sexta-feira, julho 11, 2008

PROMESSAS

As declarações do PM a propósito da taxação dos carros eléctricos são apenas uma amostra do instinto reformador deste Governo: é só parra. Uva nem vê-las.
Dizer que vai estudar a solução para os carros movidos a electricidade paguem menos imposto é tão demagogo quanto mentioroso.
É que, para quem não saiba, os ditos veículos já hoje não pagam imposto.
Por isso não se pode melhorar uma coisa que não existe.
As explicações atabalhoadas da assessoria de imprensa do PM são ainda mais ridículas que a promessa de Sócrates.
Este enorme balão cheio de ar que representa a política deste executivo é que me faz pensar, como disse aqui, que este ficará na história como o pior PM da democracia.
O problema é que a demagogia cega e, quando todos virmos, vai já ser demasiado tarde.

quinta-feira, julho 10, 2008

NORTE/SUL

Quem ingenuamente persiste na ideia de que Portugal é uno e indivisivel, que as "guerras" norte-sul são fantasias de fanáticos, que Lisboa e os seus mandantes gostam e querem um país igual e à mesma velocidade, tem no apito dourado e, sobretudo, no apito final, a prova do erro em que labora.
Aqui a justiça nunca o foi.
Nos dois processos o verdadeiro leit motiv é o de acabar com um dos últimos poderes que Lisboa não conseguiu roubar ao resto do país: o futebol e o sucesso que o FC Porto granjeou ao longo dos últimos 25 anos.
A despudorada perseguição política de que tem sido alvo Pinto da Costa, tem raizes profundas num Estado dominado por pseudo elites, que se movimentam no esgoto em que o poder hoje se transformou em Portugal.
Não podemos esquecer que dois dos grandes provocadores do actual estado de coisas se chamam Luis Filipe Vieira e Dias da Cunha.
Alguém alguma vez se questionou como é que a fortuna do primeiro surgiu assim de dentro da lâmpada mágica?
E alguém já perguntou qual foi papel do segundo no descarado processo do off-shores do BCP, onde era pessoa muito próxima do poder?
Porque não vemos a justiceira Morgado empenhada nestes dois públicos e notórios factos?
É por estas e por outras que um dia também teremos a nossa secessão.

TAMBÉM ACHO ISSO

Pedro Lomba, no DN.

terça-feira, julho 08, 2008

LOUREIRO

Há, de facto, quem tenha um particular jeito para dar as cartas mas nunca ir a jogo.
Hermínio Loureiro é doutorado na matéria.

LIMPEZA

Há uma coisa que qualquer sócio desportivo da Federação de Futebol pode fazer para não digo acabar, mas pelo menos minorar os estragos da reunião de uns Juízes sem juízo da passada sexat-feira: convocar uma AG extraordinária e destituir todo o Conselho de Justiça.
Era uma maneira interessante de começar a limpeza.
Mas, para isso, era necessário que alguém estivesse interessado em resolver o que quer que fosse.
Depois das declarações, inóquas e notoriamente a sacudir a água do capote, de Gilberto Madail e Hermínio Loureiro, eles que são os principais rostos do futebol, que mais podemos esperar do que nada. Não fazia mal nenhum que fossem eles os primeiros a ser varridos.

segunda-feira, julho 07, 2008

MAGISTRATURA

O triste espectáculo que nos foi dado a assistir com o comportamento dos membros do Conselho de Justiça da Federação de Futebol, muito mais do que demonstrar o lamentável estado do futebol nacional revela um mal mais profundo: o estado a que chegou (alguma) da nossa magistratura.
Se tivermos em linha de conta que os magistrados são, em termos constitucionais, órgãos de soberania, é caso para começarmos a perder o sono.
Tem razão o Conselho Superior de Magistratura quando pretende proibir os seus membros de participarem nestes órgão jurisdicionais.
O Estado de Direito precisa de uma magistratura que seja e pareça séria. O que não é compaginável com a "tourada" que estamos a viver.

SUPER-BOCK/SUPER-ROCK

O Super Bock/Super Rock, de uma empresa nortenha, com organização portuguesa, foi a clara desmonstração de que, querendo, podemos e sabemos fazer tão bem como qualquer outro.
Cartaz de luxo (geracionalmente transversal).
Organização impecável.
Ambiente muitissimo acolhedor.
Segurança q.b.
Pergunto-me só por que não acontecem mais eventos como este no Porto?

sábado, julho 05, 2008

SUCESSOS


O sucesso por decreto dos alunos (toda a gente intui que a subida do nível médio das notas em matemática não traduz a realidade) vai importar num dos mais altos preços a pagar pela democracia.
Num mundo global, cada vez mais concorrencial e exigente, ensinamos os nossos meninos que o que é dificil evita-se, contorna-se mas nunca se enfrenta.
É verdadeiramente paradoxal.
É isso que nos tem arrastado e nos arrastará, com cada vez maior velocidade, para a cauda europeia. Até um dia, em que já nem na cauda nos vão deixar agarrar.

DURÃO

Nunca encontrei grandes virtudes na ida de Durão Barroso para a presidência da Comissão Europeia. A não ser para o narcisismo do próprio.
Pelo contrário, o país perdeu e muito.
Não podemos esquecer que a partida de Durão foi miseravalmente negociada com Sampaio e deu-nos um desastre chamado Santana.
E o preço subsequente foi não só levarmos com Sócrates (que, estou convicto, ficará na história como o pior PM da democracia depois de Guterres) como, ainda por cima, com a maioria absoluta que, num espírito totalitário e pouco conciliador como o dele, é muito periogoso.
Não podemos, por isso, esquecer a história quando Barroso nos namorar num candidatura presidencial mais do que anunciada.

sexta-feira, julho 04, 2008

SOUNDS

A versão é algo diferente do que estamos habituados.
Mais bit.
Agradável, no entanto. Muito.

BERARDO

Sempre tão afoito em falar, ainda que na maioria das vezes para atirar umas atoardas, pergunto-me por onde andará, nestes dias, o comendador Berardo, agora calado como um rato.
A visita do "furacão", a que se juntou o outro "furacão", o da bolsa, devem deixar o desbocado madeirense inquieto.
Pessoalmente tenho sempre um gostinho especial por ver gente desta estirpe incomodada. É que não lhes aprecio o estilo. Muito menos o conteúdo, nocivo ao bom funcionamento da sociedade.

quarta-feira, julho 02, 2008

MARTELO PNEUMÁTICO

Um dia, com graça e propriedade, Vasco Pulido Valente chamou "picareta falante" a António Guterres.
Depois de ouvir o actual PM em propaganda eleitoral durante uma hora em directo, na RTP, pergunto-me como chamar então a Sócrates: martelo pneumático falante parece-me pecar por claro defeito.

INTERNET

Meia hora sem internet no escritório.
Foi assim como estar nu no meio da praça.

terça-feira, julho 01, 2008

AVEIRO BOAT II EDITION



Últimas afinações para a II edition do Aveiro Boat Party
On running

SÍMBOLOS

Miguel Sousa Tavares confessou que não gosta das actuais cores da bandeira portuguesa.
Há muito que também o acho e esta opinião só me faz identificar, cada vez mais, com MST.
A bandeira é, de facto, feia como um raio (olhe-se a última da monarquia e é de chorar de saudades).

Quanto ao hino, é incantável sem se sentir vergonha. Sobretudo num Portugal pequeno, anti-belicista, longe das conquistas de quinhentos.
Simplesmente não faz sentido.
Já não há canhões, meus senhores.
E, sobretudo, já não há quem queira marchar.
A Constituição obrigar-me a respeitar (e gostar) destes símbolos é como pedir a uma mãe que ache o seu filho feio.

UE DE LISBOA

Segundo momento de esperança para uma Europa possível.
Pouco a pouco "Lisboa" morrerá". Por muito que doa ao fogoso Barroso e aos iluminados PMs.

APITO II

A farta cabeleira loira da justiciera Maria José Morgado promete sair muito chamuscada desta sua cruzada contra Pinto da Costa e contra o FC Porto.
Aí, no final, quando a montanha parir outro rato, vamos todos concluir que, se calhar, a senhora sabe menos disto do que todos pensavam...

APITO

Facto a facto, punição a punição, a decisão de Ricardo Costa no apito final vai caindo.
Não de madura, mas de podre.
E quanto mais a justiça a sério, a verdadeira, entrar adentro do extenso arrozoado, mais fragilidades e incongruências vão ser postas a nu.
No final, aquilo que é uma descarada perseguição desportiva, sob a pretensa capa judiciosa, vai mostrar à saciedade que não se devem redigir testamentos no calor de noites mal dormidas.

sexta-feira, junho 27, 2008

BRAND NEW

Brevemente passarão pelo Porto, no Super-Bock-Super-Rock.
A musica levezinha convida mesmo às "lourinhas".
Fica aqui um cheirinho
Bom fim de semana.





terça-feira, junho 24, 2008

SEM EIRA NEM BEIRA

A solução encontrada por Maria de Lurdes Rodrigues para disfarçar o nível de iliteracia em matemática dos estudantes portugueses é bem o sintoma da doença que ataca a sociedade portuguesa moderna e este governo muito em especial.
Não fosse a avestruz um animal muito grande e chamar-lhe-ia a política de galinheiro.
O que não vemos, ou melhor, o que fingimos não ver, não existe.
Crise? Apresenta-se logo mais uma grande obra pública e tudo se esquece.
Camionistas na estrada? Cedemos sem par e critério à descarada chantagem e depois das estradas estarem desimpedidas vem o ministro Lino num descarado "agarrem-me senão eu batia-lhes".
Negativas a matemática? Aligeiramos os testes, perguntamos ao 12º ano o que já se devia saber na 4ª classe e fica tudo resolvido.
É o que temos. Um imenso Portugal de faz de conta, num alegre caminho para o precipício.

segunda-feira, junho 23, 2008

MODERNICES

Há uma nova moda: a dos gajos ocupados que não podem (querem) atender os telemóveis.
À semana estão ocupados, em frenéticas reuniões, e raramente atendem.
Ao fim-de-semana a recuperar dessas reuniões. E só atendem um em cada 10 telefonemas.
Normalmente respondem, selectivamente, três ou quatro horas depois da "chamada perdida". Ou ainda pensamos, do lado de cá, que não estavam a fazer nada.
Curiosamente tenho constatado que esses que agora agem assim foram aqueles que em primeiro lugar acorreram à febre dos aparelhinhos.
Panca?
Não. Simplesmente moda.

POR QUE (NÓ) TE CALAS?

Eis um bom sintoma de que a política terá mais e melhor saúde.
Já agora, Santana não quererá seguir as pisadas do compincha?

domingo, junho 22, 2008

FUNDAMENTALISMO

Penso que existem cada vez menos dúvidas que em 2009 teremos Rui Rio, primeiro vice-presidente do PSD, como sério candidato a Primeiro Ministro.
Ora aí vamos ter todos um dilema: qual dos dois fundamentalistas é menos mau?

FRANGUEIRICES

No dia 26 de Maio escrevi, referindo-me a Ricardo, que "Auguro um Europeu desastrado para o frangueiro. A ver vamos."

sexta-feira, junho 20, 2008

RICARDO, A VACA SAGRADA DE SCOLARI


Ora aqui está uma foto que me enviaram por e mail mas que ilustra bem o nível do moço.

E estou particularmente à vontade para o afirmar porque não é de agora que o acho.


EURO

Portugal até ganhou 2-1 à Alemanha.
O Ricardo é que, com a preciosa ajuda do Paulo Ferreira, perdeu por 0-2.
Scolari esse levou (mais) um banho de táctica germânica.
Vítima do mesmo erro da final do Euro 2004: não pensa no adversário. Julga que joga sózinho.

quarta-feira, junho 18, 2008

DÚVIDA

Porque é que as lágrimas que dispensamos à despedida dos novos são mais contidas e raras quando quem parte é, digamos, menos novo e economicamente menos útil?
Será que as saudades são proporcionais à idade de quem se esvai? E serão mais raras nas idades provectas?
Ou será que, pragmaticamente, olhamos aquela partida com algum alívio, como um fardo de que somos aliviados?
É que, afinal de contas, é na mesma gente que se despede de nós...

BEAUTIFUL

Há músicas que fazem com que uma tarde de sol pareça ainda mais "beautiful".
Bons sons. E boa praia...

terça-feira, junho 17, 2008

ABRAÇOS

Hoje uma aluna, licenciada, enviou-me um e mail.
Despediu-se de mim (conhece-me há oito dias) endereçando-me "um abraço".
Como dizia Torga, "não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada".

AMY

Amy Winehouse hospitalizada
A (O) nova Kurt Cobain

PEDÓFILOS

Constitucional, democrático e civilizado é permitir que um criminoso, só porque no final de cinco anos o registo criminal fica "limpo", possa adoptar uma criança e abusar desmesurada e impunemente dela.
Isto sim, é direito do melhor.
Estes constitucionalistas, por vezes, prestam cada serviço à sociedade...

segunda-feira, junho 16, 2008

ABUTRES

Mais do que a óbvia consequência de o FC Porto poder, com esta decisão, participar na Liga dos Campeões da próxima época é, sobretudo, o facto do benfica não se ver beneficiado à custa do mal alheio que me enche as medidas.
Causa-me sempre estranheza e repúdio alguém querer trepar nas costas dos outros. Sobretudo quando o benefício provêm da desgraça alheia.
É por isso que nunca gostei dos abutres.
Ora, por estes dias, a famigerada águia mais tem parecido um.
Teve o que mereceu.
Quer a Liga dos Campeões?
Que conquiste o direito a jogar futebol.

domingo, junho 15, 2008

DEMOCRATICIDADES

À boa maneira destes novos caciques que tomaram o poder de assalto na Europa comunitária (Berlusconi, Sarkozy são os expoentes máximos), a Irlanda chumbou o tratado mas ninguém está disposto a aceitar o voto.
É muito democrático.
Excessivamente.
Bom bom é o que esse caciques decidiram, nas costas do povo.
Povo que, no entender desses senhores, é estúpido ao ponto de não ser consultado na ractificação.
Agora "é preciso continuar a ractificar o tratado" como dizia outro desses caciques, na circunstãncia Sócrates. E fazer-se na Irlanda como se fez na Dinamarca: perguntar vezes sem conta até que o dito povo, farto do mesmo e das lavagens cerebrais que lhe fazem, diga que sim.
É a chamada democracia pela exaustão.
Só me pergunto é porque é que ninguém sai à rua por isto? Terão já percebido bem a dimensão do Tratadio de Lisboa?
Não. Certamente que não.

IRLANDA CHUMBOU TRATADO DE LISBOA

Porreiro, pá.
Porreiro.

quinta-feira, junho 12, 2008

TAMBÉM QUERO NEGOCIAR

Depois do Governo ter cedido o congelamento do imposto sobre os produtos pretrolíferos, sobre o imposto de camionagem, a redução das portagens para os transportes pesados...
depois das concessionárias das autoestradas terem vindo dizer que o acordo não podia implicar prejuízos para aquelas empresas...
depois de ser mais do que evidente que vai sair do orçamento de estado o preço desta negociação...
SINTO-ME NO DIREITO DE APEDREJAR OS VIDROS DOS CAMIÕES DOS CHANTAGISTAS E FURAR O DEPÓSITO DE COMBUSTÍVEL DO CARRO DO MINISTRO LINO.
Depois sim, só tenho que exigir que para a minha profissão o IVA passe a ser de 2% porque senão não ganho para os gastos.

BLOQUEIO

Desde o "jamais" e outras que tais que fiquei esclarecido quanto à competência e idoneidade de Mário Lino para o exercício do cargo.
Mas ontem ultrapassou tudo.
Dispôs-se a negociar com uma comissão ad-hoc de camionistas, que não estava mandatada para o fazer, uma solução.
Não obteve qualquer compromisso de aceitação das propostas porquanto, e caso contrário, elas não tinham sido votadas à noite, no plenário da Batalha.
Marginalizou, deste modo, a associação de classe, legalmente constituída e com quem tinha a obrigação da manter, em exclusivo, as conversações.
No meio disto tudo, dos inúmeros atropelos ao estado de direito, o não menos inefável ministro da administração interna, manteve as polícias recolhidas, com medo de exercer aquilo para que foi nomeado: o poder. O morto, os vidros partidos, o terror instalado nas estradas são meros adjectivos para o Estado. 2009 está à porta e o que importa é vencer eleições.
Na costumeira insanidade nacional, o país entrou quase em pânico, desatou a correr às pretaleiras dos supermercados e às bombas como se o mundo fosse acabar hoje.
De Sócrates nem uma palavrinha (não deve ter tido tempo de mandar o Manuel Pinho preparar mais um power point de mil milhões de investimento num túnel que vá de Viana do Castelo a Faro e uma ponte do Funchal até à Figueira da Foz).
Estamos, de facto, bloqueados mas não é pelos camionistas. É por um Governo de inqualificados e uma mentalidade incapaz de os correr ao pontapé.
Somos o que somos e merecemos estar como estamos.

IRLANDA

A última esperança de um Europa com pés e cabeça está dependente do voto de hoje dos irlandeses.
O chumbo do Tratado de Lisboa é a única lição possível e desejável a dar pela Irlanda, o único país da Europa unida que resolveu praticar a verdadeira democracia e referendou o tratado.
Esta minoria esclarecida de pseudo-governantes que assaltou o poder como se ele fosse só deles, e às escondidas e em muitos casos (como o de Sócrates) nos pretende impôr um tratado depois de ter prometido referendá-lo, merece uma condenação veemente e um chumbo redondo.
Depois podemos começar de novo.
Como na canção.