quinta-feira, junho 29, 2006

PEDREIROS LIVRES

Um comerciante, dono de uma pequena garrafeira, na cidade do Porto, foi ameaçado com fecho de portas se, num prazo de 10 dias não procedesse ligação de um tubo de respiro do ar condicionado a uma conduta geral do prédio, impedindo que o mesmo pingasse para a rua (o tubo instalado pelo comerciante estava ao nível do passeio, não pingava na cabeça de ninguém).
A 200 metros do estabelecimento funciona uma repartição da Segurança Social. Que não tem um mas quatro respiros a descarregar para a rua (que por sinal é bem movimentada), um desles no terceiro andar. Está assim há anos. Os fiscais e a câmara são os mesmos. O tratamento é que não.
Depois admiram-se que surjam frases como a proferida pelo troglodita que preside à associação de municípios, que convidou os presidentes de junta a “correrem à pedrada os fiscais do ministério do ambiente”.

quarta-feira, junho 28, 2006

PARABÉNS

Lembrei-me a 26, esqueci-me a 27, e volto hoje a lembrar-me, a 28 que ontem, a 27, ele completou o primeiro ano de existência. Congratulations.

SIMPLÍCIO...SIDADES

A Sr.ª D.ª Helena Simplício, técnica responsável (designação certamente eufemística) da D.G. de Impostos de Viseu, em cumprimento de um despacho (douto, por certo) do de facto (e não eufemista) Chefe da Repartição do burgo, cumpriu um despacho, difundido através do Banco de Portugal, para TODAS as sociedades bancárias com actividade em Portugal, a requerer o seguinte: “(…) verifique junto de todas as instituições bancárias a existência de saldo, depósito de acções, títulos, garantias em nome de X, até ao montante de 74 €”!!!
Ou seja, para garantir o pagamento ao estado (este escrevo propositadamente em caixa baixa) de 74 euros, Simplício e o seu chefe vão ocupar algumas dezenas de pessoas, provocar gastos centenas de vezes superiores ao montante cujo pagamento se pretende garantir.
Porque sucede isto?
1. Porque quem despacha e cumpre não é, de certeza, pago para pensar
2. Porque ambos não fazem contas da relação custo/benefício do cumprimento do despacho
3. Porque ambos sabem que ninguém controlará a eficácia do seu trabalho (quando muito, alguém tão acéfalo quanto eles avaliará, com Bom, o desempenho e empenho e rechear os cofres do estado com… 74 €.).
4. Porque sabem que ninguém lhes imputará a factura dos custos de tal trabalho inútil.
5. Porque a incompetência continua a ser irmã siamesa da administração pública.

P.S. No mesmo dia a Simplício e o chefe despacharam outro pedido, mais nobre, é certo, de 161 €.

quinta-feira, junho 22, 2006

NOMES IMPOSSÍVEIS IV

RIGOBERTO (de Sousa Borges)

NOMES IMPOSSÍVEIS III

CARMOSINA (Guerra Torre Silva Costa)

NOMES IMPOSSÍVEIS II

AMANTINO (Ferreira da Silva)

NOMES PARA ESQUECER

Euroflina (Ana Leonardo Rodrigues)

quarta-feira, junho 21, 2006

SINAL DOS TEMPOS

É desgastante a "ressaca" dos jogos do mundial, com os filósofos da bola (onde até o fala barato do Marcelo Rebelo de Sousa já tem assento), mal o árbitro apita para o final, a fazerem análises profundas de uma realidade que pouco devia passar da bolinha a rolar em cima da relva.
Dão-se notas aos jogadores e treinadores; observam-se a sublinham-se a idiossincrasias da jogadas; projectam-se os jogos futuros, como se de uma OPA se tratasse; dissecam-se as decisões dos árbitros; até se fazem fóruns televisivos para cada um dizer as alarvidades que lhe vierem à pinha.
É de levar os nervos a rasgar a pele.
Está tudo louco e o mundo parou em torno de um espectáculo que nunca deveria ter mais de 90 minutos. É um (mais um) triste sinal dos tempos.

CONSERVADORES

A cidade do Porto tem quatro Conservatórias do Registo Civil (aquelas onde a gente se casa e "descasa").
Para o serviço que há, fossem elas pivatizadas como o foram os Catórios Notariais (e não fosse o erário público a pagar os ordenados) e haveria uma, duas nos máximo (não seria pura e simplesmente rentável manter tantas).
Porém, se alguém aqui se quiser "descasar" durante o mês de Agosto desengane-se: sem excepção, todos os Sr.s (as) Conserservadores (as) vão de férias. Não estão e ponto final. Inexiste uma coisa tão simples como uma escala de férias, como acontece em qualquer empresa privada, onde duas pessoas que fazem a mesma coisas ou se complementam não vão de férias ao mesmo tempo.
Dizem que este Governo está a atacar em excesso as profissões e, com isso, a decredibilizá-las.
Não concordo com a leitura mas, admitindo que é verdade, então é bom que se descridibilize e ataque profissões como esta. O "status quo" está muito, muito longe do desejável.

TEQUILLA

De cada vez que o México, uma selecção perfeitamente de banal, acelarou um bocadinho, era ver o Meira, o Caneira, o Postiga, o Nuno Gomes, o Boa Morte (é mesmo jogador de futebol?) completamente aos papeis.
Ganhámos com injustiça e ficou à tona o que já toda a gente sabia: os compadrios e as manias do sargento levam a que esteja no mundial uma equipa (de 12 ou 13 jogadores) e mais 10 ou 11 incapazes que, mais tarde ou mais cedo, deitarão tudo a perder.
Ricardo, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Deco, Maniche, Petit, Tiago, Pauleta, Simão, Ronaldo, Figo estão no mundial por mérito (embora a recusa de Figo em fazer os jogos de apuramento tenho muito que se lhe diga).
Quim, Caneira, Meira, Ricardo Costa, Hélder Postiga, Nuno Gomes e Boa Morte são defintivamente jogadores sem ritmo e competência para estarem na Alemanha.
A Costinha, a quem competência não falta, mas no ritmo tem um défice medonho, dou o benefício da dúvida.

DIÁRIO DA REPÚBLICA

"Presidência do Conselho de Ministros
De ter sido rectificada a Declaração de Rectificação n.º 22/2006, que rectificou o Decreto Legislativo Regional n.º 5/2006/A que aprova o Plano Regional Anual para 2006, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 70, de 7 de Abril de 2006"

Excerto do Diário da República de 5 de Junho.
Pergunto-me quem e com que cabeça anda a legislar para precisar de rectificar uma rectificação já objecto de publicação.
Não haverá quem corrija antes de se perder tempo com publicações inúteis (e vexatórias, já agora)?

terça-feira, junho 20, 2006

CASULO

Cavaco saiu do casulo em que se meteu depois da eleição. Agora fala, um ou duas vezes por semana, a passar recados. Dizem-me mesmo que até já convocou ministros. A da educação, por exemplo.
Tenho-me andado a perguntar até quando para isto dar maus frutos (leia-se má convivência institucional)?
Um palpite: não vai tardar a que o buldozer socialista, de nome Coelho, ponha a "patinha" na ferida.

segunda-feira, junho 19, 2006

GASOLINEIRO

Vejo-o diariamente, junto ao escritório, a abastacer os carros. Creio que a categoria é "gasolineiro".
Chega todos os dias de carro. E vai embora nele.
Com um salário que, na perspectiva mais optimista, rondará os 450 euros.
Será preciso mais algum exemplo para percebermos o que vai mal na república?

PAULO RANGEL

Paulo Rangel, deputado do PSD, convocou as televisões para chamar a atenção para o caos em que se encontra o Tribunal de Comércio de V.N.Gaia.
Na frente das câmaras chamou a atenção para só estarem colocados dois juízes (sendo preciso, no mínimo, mais um), de apenas estar a funcionar uma fotocopiadora (com mais de um milhão de fotocópias tiradas), de estarem pendentes mais de 2000 processos por juízo (deve-se ter enganado num zero,e por defeito), etc.etc.
Pôr a nú a decadêcia em que aquela tribunal vive há 10 anos (com a agravente de estar instalado para aí há 15) seria um elementar trabalho político de um deputado no distrito pelo qual foi eleito.
Seria não se desse o caso de Paulo Rangel, antes de ocupar o cargo que agora ocupa como deputado, ter sido, no Governo que precedeu o actual Secretário de Estado da Justiça. E, enquanto tal, não lhe conhecemos nenhuma medida para resolver o problema do Tribunal de Comércio de Gaia. Nem sequer uma mera sugestão. Uma dotação, que fosse, para aquisição de uma fotocopiadora. Por isso o "trabalho político" que hoje desenvolveu (e com que de certeza justificou a falta aos trabalhos na AR, se é que os deputados trabalham à segunda-feira) tem um nome: malabarismo circense.

domingo, junho 18, 2006

HIGIENE É...

... ter deixado de ler O Expresso.

ESTÁTUAS

Deviam ser erguidas duas estátuas a outros tantos presidentes do benfica (não consigo escrever este nome em caixa alta) junto ao estádio do Dragão.
Uma a Filipe Vieira por, enquanto presidente do Alverca, sócio do FC Porto, ter vendido Deco ao Salgueiros (sabendo que esta já estava prometido ao FC Porto) e impedindo que seguisse o rumo do clube que Vieira agora dirige com alma, coração e "profundo benfiquismo".
Outra a Vilarinho, que tendo dentro de portas Mourinho, preferiu corrê-lo na primeiro argumento que este lhe deu para dar emprego ao grande Toni.
Por muito menos nas Antas (agora Dragão) já se despediu com justa causa.
Mas isso somos nós, que não apreciamos masoquismos.

quinta-feira, junho 15, 2006

RECUO

Uma casa abandonada nas traseiras.
A vegetação selvagem que aí cresceu guarda cigarras que cantam nas noites quentes.
Eu perco-me nas memórias do seu "cricar". Recuo no tempo. Volto às coisas simples. Ao tempo em que menino pequeno me perdia na aldeia, ao som das cigarras e do grilos.

SAUDADE

Poder-se-á sentir saudade daquilo que nunca se conheceu?

DA VINCI

O Código da Vinci, além de ter o mérito de divertir (quer o livro quer o filme, que finalmente vi) tem um outro, ainda maior: o de colocar em causa os dogmas da igreja. E isso tem um saborzinho especial. É como as vitórias: todas sabem bem, mas contra aquele adversário de que realmente não gostamos, com que embirramos, sabem muito melhor...

DIRECTOS

Estou cansado do folclore do mundial. Bola é bola, e esta febrite em torno da competição, com as televisões a disputarem, ao milímetro, as histórias paralelas é de levar à náusea.
Merche vai ou não vai a Merienfeld?
Jaciara (mulher de Deco) usa tops provocantes.
O frangueiro (Ricardo) foi jogar golfe num Porsche no dia de folga.
Jorge Sampaio foi comer um Big Mac em Colónia.
Madail entornou a 29ª garrafa de Cutty Sark desde que chegou à alemanha.
35 caixas de sardinha chegaram de Peniche para alimentar a selecção.
Não tardará a que fiquemos a saber quantas diarreias assolaram já os jogadores, com directos a partir das sanitas do hotel;
ou quantas vezes é que o sargentão já acordou a meio da noite a berrar: Baía, Baía.

CORONEIS

Agora já só devem existir uns 75% a mais

segunda-feira, junho 12, 2006

GOOD BEATS

"Blue break beats"
É malha (som, para os menos eruditos) da melhor.
Quem quiser "baixar" (descarregar para quem não deambula por estes blogs brasucas) pode ir aqui.

CALÁBRIA

O filho do homem do Gil Vicente, que pertence ao CD da Liga mas que só entrou a decidir sobre o clube do pai (e dele, certamente) quando o pai se demitiu do clube, e com isto arrastou demissões e o Beleneneses para a segunda divisão é muito mais que um caso de polícia: é a Calábria, pura e dura.
Eles já nem se escondem. Já nem tentam disfarçar. É o país a saque (mas muito entretido com o Santo António e o Mundial).

EDP

Telefonema da EDP.
Pretendiam uma daquelas informações que temos sempre a sensação que não servem para mais nada a não ser entreter as empresas de telemarketing.
"Não, hoje não posso responder. Ligue-me amanhã".
"Amanhã? pergunta-me incrédula. Mas amanhã é feriado".
Parei. Demorei a chegar lá mas então encontrei-me com o famigerado Santo António.
Mesmo correndo o risco de pregar aos peixinhos, respondi: "Olhe lá, há mais vida para além de Lisboa, sabia?".
Não compreendeu.
Desliguei.

domingo, junho 11, 2006

BANDEIRADAS II

Grande discernimento nesta BANDEIRADA

MY WAY

Sinatra tinha um "my way".
Scolari não só não lhe quer ficar atrás, como saltou adiante com um "my stupid way".
A exibição contra Angola (eles sabem mesmo o que é uma bola?) revelam bem a capacidade do "mister".
Um-zerinho e tá tudo de papo cheio, contente "pelos três pontos".
A pobreza da falta de soluções (fruto de uma escolha mal feita), a falta de um fiozinho de jogo que fosse, a nota de um pequeno discernimento que traduzisse quase um mês de "trabalhos na concentração" fazem-em antever o pior para o jogo com o Irão.
Nada que me venha a surpreender.

sábado, junho 10, 2006

PAMPAS

Daqui a bocadinho começa a jogar a minha aposta para uma vitória no mundial, e onde joga este SENHOR.

SERVIÇO PÚBLICO

A um site como este só se pode chamar verdadeiro serviço público. Para quem não saiba destina-se a fornecer os códigos que a vão, desesperadamente, mudando todos os dias. É tentador e até me apetece aderir à "farelhice".

PETIT

O Petit é assim uma espécie de João Jardim do futebol: grunho, bruto e caceteiro. Mesmo a pedir que lhe apareça um com dose idêntica pela frente. Quem sabe se um angolano...

sexta-feira, junho 09, 2006

BANDEIRADAS

Este novo “fétiche” nacional de desfraldar a bandeira (que até é feia) de cada vez que a bola corre na relva a mando do troglodita que, cinco séculos depois, veio colonizar o colonizador é do mais pobre que tenho visto.
Achei já uma moda muito “sem senão” (para utilizar palavreado do novo colonizador) no Euro 2004; uma “americanice”.
Mas a injecção agora repetida revela bem a falta de imaginação que nos vai povoando. No entanto, o que realmente me irrita é este pseudo-nacionalismo tonto que alguns pretendem ver na coisa, como se a estima e a consciência nacionais se alimentassem ao ritmo a que a selecção nacional se consegue apurar para uma competição internacional de futebol. Se fosse verdade, finda a festa e curada a ressaca, não voltava para as traças e o pó do esquecimento.

sábado, junho 03, 2006

DEMOCRATICE

Há menos de dois meses, uma AG do Sporting não aprovou a venda do património imobiliário pelos 2/3 exigidos pelo presidente.
Este, refém da promessa que fizéra, demitiu-se.
Ontem, o mesmo presidente (que prometera ir embora mas entretanto voltou) insistiu e conseguiu a dita aprovação em AG. E vai mesmo vender o património.
Não estando em causa a eficácia da decisão, está, isso sim, o fundo da mesma, revelando uma estranha forma de “legitimação democrática” das decisões.
Alguém, com competências executivas (numa associação, numa sociedade, no estado) propõe uma medida e sufraga-a. Não obtém vencimento. Conforma-se? Não. Alega “deficiências de comunicação”, que “ a mensagem, que era boa, não passou” e, na primeira oportunidade, sufraga-a outra vez. E sufraga-la-á sucessivamente até que uma de duas coisas aconteça: ou corram com ele ou aprovem a medida. É uma forma de democracia género “água mole em pedra dura...”. É a democracia pelo desgaste. É uma legitimidade muito esquisita.

sexta-feira, junho 02, 2006

JÁ NÃO HÁ BILHETES...

...para o Contra-Informação da RTP.
É um cheiro a mofo...

AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM


A relação compulsiva que tenho com a leitura, que normalmente se traduz numa avidez insane e sôfrega de chegar ao fim (normalmente para depois ressacar a frustração de ter acabado) diluiu-se neste "poema" de Sándor Márai.

Uma magnífica reflexão sobre a amizade, que se degusta mastigando cada palavra, cada pensamento do autor, lendo e relendo parágrafos, mergulhando e parando.

Um livro intenso que, paradoxalmente, nos inspira uma imensa paz .

quinta-feira, junho 01, 2006

POESIA

Há já muito que os meus olhos não lêem poesia. Só não me lembro se por não quererem ou por terem deixado de saber.

quarta-feira, maio 31, 2006

TERNURA

"Há pessoas de quem toda a gente gosta, para quem todos reservam um sorriso benévolo e carinhoso (...)" Sándor Márai

E também há pessoas que não têm o privilégio de conhecer pessoas assim; pessoas que nos inspiram sorrisos, benevolência, carinho; numa palavra, TERNURA .
Eu tive.
Chamava-lhe "Migú".
Mas o estafermo do tempo roubou-ma.
Antes agora me roubasse, também, a saudade que deixou.

segunda-feira, maio 29, 2006

CAMINHO

A guerra surda que a generalidade dos dependentes do estado (sejam funcionários ou cultivem qualquer outro tipo de "assentamento") têm feito ao governo de Sócrates, o modo acérrimo e muitas vezes oportunista com que atacam as políticas, fazem-me pensar seriamente que o homem deve estar no bom caminho.

REINVENTAR

Às vezes gostava de apagar. Apagar tudo, sem mais. Começar de novo. Depois acordo, e prossigo a jornada.

sábado, maio 27, 2006

GLÓRIA

Há noites de glória (do glorioso) que não há branqueamento que apague. Como esta

SERVIÇO PÚBLICO

O Expresso vai contente depois de ter denunciado que o Carlitos, criança de Felgueiras, cose à mão sapatos para a Zara.
Denunciou o caso e, nas palavras do redactor, "chocou" a multinacional espanhola com a foto.
Que, porque a imagem pública obriga (em privado a Zara está-se borrifando para quem cose os seus sapatos) vai tomar medidas. Provavelmente, retirar a sub-contratação de Felgueiras, e levá-la para outro sítio qualquer. E assim mandar os pais do Carlitos (e mais uns quantos) para a dependência da Segurança Social.
Isto sim, é serviço público do Expresso
P.S. Ir junto da Inspecção do Trabalho denunciar o caso, sem alarido, sem comprometer a Zara (uma empresa que, pelas encomendas que coloca em Portugal é responsável pela susbsistência de muitas famílias no norte do país) tinha sido um verdadeiro serviço público. Mas não metia "sangue e alguidar", e esse "jornalismo de referência" de O Expresso, vendo bem, é mais do mesmo lixo que enche as redacções em Portugal.

sexta-feira, maio 26, 2006

FEIRA

Está calor.
Sugere-se-me um mergulho...nos livros.

28 DE MAIO

Vamos de fim-de-semana a 26 de Maio e voltamos dele a 29, já depois do 28, que me prova sempre calafrios.
Para os esquecidos (ou eventualmente desconhecedores) foi o dia do golpe totalitário, que nem precisou ser de rins, que colocou Salazar a 48 anos de sair do comando da nau.
E se a data me provoca sempre aquela incontinência originária do medo, não é menos verdade que me faz sempre reflectir sobre a razão por que ela pode acontecer. E cada vez mais esbarro no 5 de Outubro de 1910. No modo como foi feito, na anarquia que ajudou a instalar, e no desespero da nação quando, 16 anos volvidos, via a república em estado muito mais agonizante que a monarquia.

quinta-feira, maio 25, 2006

SEXO, TRIBUNAIS E PLÁGIO

São várias as pérolas publicadas sob a espígrafe "O sexo e os tribunais" que se podem encontrar aqui. Com particular destaque para esta, por mostrar bem quão longe do mundo andam, por vezes, os nossos meretíssimos.

terça-feira, maio 23, 2006

CARRILHO

Santana, take II

AINDA O PRINCÍPIO DA COERÊNCIA

Um ditado que me foi ensinado pela minha avó ensina que “vale mais ser do que parecer”.
Ora, nos dias que vão correndo é cada vez mais mentira, seja qual for o destinatário. Com enfoque particular na política. Aí já quase só releva mesmo é parecer.
A teoria de Carrilho relativa ao aperto de mão (só não o fez, diz, por julgar-se em privado, e foi por estar em público que já deu o bacalhau ao Carmona dois dias depois) é o exemplo do que fica dito.
Faz-se para parecer. Não porque se deve (ou quer fazer).
Isto é, o mesmo Manuel Maria que na SIC ficou indignado com o opositor e não lhe apertou a mão (em privado) deixou de estar indignado (em público) dois dias depois.
Carrilho não está só nesta odisseia do faz de conta, mas lá que é um belo espécime desta nova classe política plastificada, lá isso é.
Como me diz muitas vezes um amigo, por lição colhida em vozes mais “antigas” e certamente avisadas, a vida deve, tem que, ser vivida dentro de um princípio fundamental: o da coerência.
Quem não o faz, a mais curto ou a mais longo prazo paga a factura.
Carrilho já teve a dele.

segunda-feira, maio 22, 2006

RANGEL

O papelinho de "virgem ofendida" que Emídio Rangel está a fazer no programa "Prós e Contras" da RTP, pretendendo defender a tese da cabala de Carrilho, chamando de "maus jornalistas" a alguns profissionais da SIC, além do espasmo até ao vómito, suscita-me alguns comentários:
1. Não estou esquecido que foi Rangel quem criou a SIC
2. Que foi ele que disse, um dia, que uma TV até um Presidente da República vendia.
3. Foi ele que assistiu, impávido, durante mais um ano, ao ataque mais suez que um órgão de comunicação social fez no sentido de tentar arrasar um clube (FC Porto) e uma região por um escroque de nome Jorge Schnitzer no defunto "Donos da Bola".
4. É ele que hoje, o único espaço que encontra para lhe dar tempo de antena é um pasquim de nome "24 horas".
Será que vale a pena continuar os comentários? Ou até os mais cépticos já estão convencidos?

REFERENDO

A mera possibilidade de referendar a eventual instalação em Portugal de uma central de produção de energia nuclear é simultaneamente preocupante e demagógica.
A pior tentação que um Governo pode ter é a de delegar as decisões para as quais foi eleito para tomar; e referendar a dita central é um exemplo acabado disso.
Os referendos devem existir para sufragar a tomada de decisões de carácter político. Nunca de carácter técnico. E decidir se deve, ou não, existir uma central nuclear em Portugal é uma decisão técnica. Diría que quase só técnica. E das duas uma: ou é tenicamente desejável e aconselhável, e deve avançar; ou não o é, e Patrick Monteiro de Barros e os seus projectos devem ir para a gaveta.
Referendar isto, pondo à consideração do povo um assunto que a quase totalidade dos pronunciantes desconhece e onde a ignorância ajuda a fácil manipulação é um exercício perigoso.
Posso perceber que o problema do nuclear, lançado a destempo para o Governo (a indecisão do PM é bem evidente), é embaraçosa. Mas sacudir a água do capote, "chutando" para a decisão referendária não é fazer política. É fazer demagogia.

sábado, maio 20, 2006

PGR

Que o nosso PGR era inapto para o exercício do cargo, um pouco tonto mesmo, já todos sabíamos. Mas que também é cobarde só agora tive nota. E esse é um dos mais desprezíveis defeitos de um ser humano.
A entrevista escrita (pensada, artificial, matutada, fabricada) ao Expresso, a sacudir a água do capote (e dele e dos seus adjuntos) a propósito do envelope 9, remetendo responsabilidades para a PT e, pasme-se, para o jornalista que apenas usou o que os adjuntos de Souto Moura colocaram (creio que intencionalmente) no processo, é um exercício de cobardia do mais desprezível.
Mas o mais preocupante é, além do profundo sentido de falta de responsabilidade que a entrevista denota, o sentimento de total impunidade em que o MP navega, promovendo a devassa e o enxovalho a seu bel-prazer sem que nada nem ninguém o possa atingir.
Setembro urge.
É preciso mudar de PGR.
P.S. É no mínimo preocupante a notícia posta a circular de que Proença de Carvalho poderá ser o próximo PGR. Até agora tivemos lá um tonto. Não precisamos agora de um sonso.

sexta-feira, maio 19, 2006

TIRANIA

Sexta-feira à noite.
Meio Portugal entra no fim-de-semana deprimido, sem horizontes.
O centro comercial, o consumismo, essa retoma artificial, é o único consolo. Dois euros de "gasosa", uma volta pelo shopping, uma sande de sola e um "sundae" no Mc Donald s é a visão mais abonatória que conseguem ter para os dois dias que se avizinham.
Salvam-se aqueles que, segunda-feira, ainda têm um posto de trabalho para ocupar.
Os outros vão continuar a deprimir.
Até quando?
Até a China (e o Sudão, Malásia, Venezuela, etc. etc.) democratizarem.
Mas aí já nós, a Europa "civilizada", seremos todos, novamente, tiranias impiedosas.

ESQUECIDO

"Porque raio é que me casei", pensou melancólico e saudoso dos tempos em que só fazia o que lhe dava na gana. "Tanta coisa boa para fazer no dia em que assinei e dei o ok".
Depois parou, olhou para o lado, rebobinou a cassete e lembrou-se.

segunda-feira, maio 15, 2006

ARGENTINA

Eu não penso assim, como a última frase deste post, e nem sequer sou politicamente correcto para o dizer.
Scolari conseguiu quebrar um dos poucos traços de união de uma pátria que raramente o é e de um país que já só quase tem no futebol um pingo de que se orgulhar.
Fracturou com as escolhas.
De uma equipa campeã e vencedora da Taça, onde pontificam os seleccionáveis Baía, Bosingwa, Pedro Emanuel, Quaresma, Raúl Meireles, Hugo Almeida, Bruno Alves para citar apenas os que costumam jogar conseguiu convocar, em clara provocação, o único que não joga: Ricardo Costa.
Pagou a dívida da não convocação para o Euro 2004 a Boa Morte e deixou de fora o melhor jogador português a actuar em Portugal (e tirando Deco e Ronaldo, o melhor de todos): Quaresma.
Convocou uma cambada de suplentes e/ou não convocados (Hugo Viana, Quim, Ricardo Costa, Helder Postiga, Maniche, Costinha) e conseguiu deixar de fora jogadores rotinados e em forma, como Paulo Santos, João Moutinho, Custódio, Pedro Emanuel, Tonel, João Tomás, Quaresma, para citar apenas um por cada um.
Não conseguiu ver que Quaresma, se não em vez de Figo, pelo menos nas vezes do Figo, quando aos 60 minutos lhe faltam as pernas, poderia decidir muito.
Conseguiu a proeza de, com as expectativas, os ditos e apartes, desmembrar uma das fortes equipas que garantem o futuro: os sub 21 que têm um Europeu à porta.
Pelo meio ainda se andou a rir nas barbas do patronato, a negociar contratos, de forma pública, com a concorrência, de forma tão impune que até Corleone lhe tiraria o chapéu.
Por isto, e por muito, muito mais, eu não desejo sorte ao Portugal de Scolari e do inapto do Madail que tudo lhe permite e consente.
Por mim vou torcer pela Argentina, do Lucho. Afinal, entre outros, tem o perfume de defender uma bandeira azul e branca.

ERROS

Tendo em conta este post, errei no Tonel (vai o Ricardo Costa) e no Quaresma (vai o Boa Morte).
Acho que o erro se ficou a dever à estranha mania que tenho de julgar que o bom senso foi, com maior ou menor "granus salis", distribuído mesmo por todos.
Mas, pelos vistos, o "mister" estava de férias na altura. Provavelmente com algum pai de santo, a tentar exorcizar a estupidez que lhe habita o terceiro andar.

CORRECÇÃO

Afinal tinham razão os alucinados que afirmavam que o Eriksson vinha, novamente, para Portugal.
Chega hoje, com a selecção inglesa, para o estágio pré-mundial.

domingo, maio 14, 2006

MALANDRO



Eram muitas as saudades desde a Crónica dos Bons malandros.

"Primeiro as senhoras" é, claramente, e no mínimo, um muito bom serão.

NORMALIDADE

Mais uma tarde normal, com a Taça conquistada pelo FC Porto.
Houve justiça, exactamente como há um ano, quando o Setúbal venceu.
E a normalidade foi tão grande que os isentos comentadores que a RTP escalonou, com destaque para o inigualável (em inompetência) Gabriel Alves, não conseguiram ver nem comentar três, repito, TRÊS, penalties que ficaram por marcar contra o Setúbal, e que poriam justiça no resultado.
P.S. Meia hora depois da primeira parte deste post, num resumo assinado por um grande jornalistas da RTP, de nome Jorge Lopes, os três penalties foram bem sublinhados. Para vergonha das duas abéculas que estiveram em directo.
(corrigido)

sexta-feira, maio 12, 2006

BET AND... SCOLARI

As minhas apostas sobre as escolhas de Scolari, a anunciar segunda-feira, são

Guarda Redes
Ricardo
Quim
Bruno Vale

Defesas:
Paulo Ferreira
Miguel
Caneira
Nuno Valente
Ricardo Carvalho
Fernando Meira
Tonel

Meio-campo
Deco
Maniche
Costinha
Petit
Hugo Viana
Tiago


Ataque:
Pauleta
Nuno Gomes
Simão
Ronaldo
Figo
Postiga
Quaresma


Não estou de acordo com:
Quim: Não só não joga como qualquer um dos três eleito é pior que Vítor Baía que só uma birra de Scolari continua a afastar da selecção

Pedro Emanuel seria precioso no eixo da defesa

Costinha: Não joga há meses. Já não tem pulmão. E em Portugal há um trinco que vai ser o que Costinha já foi: Custódio. Merecia a chamada

Hugo Viana: Não tem lugar nem no Valência.
Postiga: João Tomás deu muita mais provas da capacidade goleadora, de saber ser decisivo quando é preciso. Postiga é ( pergunto-me se não será eternamente) uma promessa

quinta-feira, maio 11, 2006

DÚVIDAS METÓDICAS

Será que somos compensados pelo esforço de levarmos uma vida de regras, subjugando-nos ao politicamente correcto, ao bilogicamente adequado, com intuito de, sacrificando agora, tentarmos prolongar a estadia futura?Ou valerá antes a pena usar e abusar dos benefícios mundanos, procurando uma felicidade de momentos diários, ainda que o preço seja que a providência, seja ela divina ou terrena, resolva, mais cedo do que determinam as estatísticas, dizer que chegou a hora?

REALITY SHOW

A propaganda do Governo fez efeito boomerang. Foi, rodou e estourou-se na cabeça de quem promete antes de fazer.
Era escusado aquele anúncio do Ministro Pinho, junto ao Patrick Monteiro de Barros, há meia dúzia de meses a anunciar um projecto que estava na cara que não vingava, para agora ter que vir, com ar de sonso, dizer que o caderno de encargos não foi cumprido.
Não tenho dúvidas que a maioria dos projectos anunciados pelo Governo, normalmente em dia após a ter aumentado mais um imposto (segue-se, outra vez, o que incide sobre os combustíveis) não vão passar de ideias por fecundar.
Espero é que a pompa e circunstância com que foram anunciados não permitam o esquecimento, na hora em que forem julgados por uma governação que é 50% certa e 50% "reality show".

INSANIDADE

Começa o delírio.
É que se está mesmo a ver o Erickson a fazer um descontinho no ordenado, aí de uns 75% ou 80%, só para ter a honra de vir treinar o "glorioso".
É que não se enxergam...

segunda-feira, maio 08, 2006

PAULINHO

O frangalho político em que se transformou o PP (ou será CDS? ou beatério das múmias?) depois do congresso leva-me a pensar que não vai demorar um ano até que o Paulinho volte a assaltar o poder.
A forma descarada como manipulou o congresso pelo telemóvel (na próxima entrevista vai de certeza dizer que passou o fim-de-semana enfiado numa sala de cinema), a sede de poder que tem, e a forma como o inapto do Ribeiro e Castro se pôs a jeito está mesmo a pedir o regresso sebastianista. E o paulinho gosta tanto de nevoeiro...

domingo, maio 07, 2006

KOEMAN

Um último pedido da época: Sr. Koeman, fique, por favor.
Prometemos que aqui no Porto fazemos uma colecta mensal para que o tinto não lhe falte.

ACOLHIMENTO

Guterres, o inefável ex-Primeiro Ministro Português, hoje a desempenhar funções que ninguém sabe bem para que servem (ou o que faz) afirmou que a Europa deveria continuar a ser um continente de acolhimento de gente fugida dos seus paises.
No estado em que as economias europeias se encontram, e sem que se vislumbrem melhoras, numa momento em que o ostracismo racial está vivo como a cal nas sociedade europeias, em que a falta de emprego vais condenar à miséria os que "são de fora", em que as clivagens sociais estão a transformar as principais cidades europeis verdadeiros guetos ao melhor estilo do "Harlém", uma afirmação como esta só pode ter uma de duas explicações: ou é aquele beatismo crónico que parece caracterizar Guterres a pensar que tudo se há-de resolver com a bondade e misericórdia de Deus ou, definitivamente, o homem é inimputável, e só não recebeu ainda a notificação porque tem andado muito por fora.

TERAPIA

Vou propôr a atribuição do Estatuto de Utilidade Pública ao crítico.
É inegável que desempenha hoje, no universo benfiquista, um papel tão importante como o do divã. Só que é muito mais barato.

sábado, maio 06, 2006

NORTADA

São 21 h, e o último jogo do FC Porto no campeonato terminou há uma hora.
Com a isenção habitual, o Telejornal da RTP abriu o deporto com o Benfica, seguiu-se o Sporting e depois, sem imagens, o locutor liitou-se a gaguejar o resultado do encontro do Bessa.
Lembramo-nos que, há um ano, um título valeu o país parado, aberturas de telejornais durante dias, reportagens e análise até ao vómito.
É desta "coerência" que se alimentam os títulos do FC Porto. E quanto maior for o ostracismo, mais saborosas as vitórias.

quarta-feira, maio 03, 2006

SOL

Esperemos que este SOL não seja um mero ressabiamento jornalístico, de quem não sabe sair de cena quando é a sua hora, mas que constitua antes uma alternativa ao decadente (e defunto) Expresso, a quem se auguram dias muito dificeis.
Esperemos, também, que não seja apenas um veículo propagandístico, de quem quer pela força dos cifrões comprar Portugal a retalho.
Curioso, ou talvez não, o facto de não ter sido anunciado (e a imprensa está branda e não coloca cenários, como é seu hábito) sobre quem está a sustentar JAS.
Daqui vai um palpite: P.T.P.?
Sim sim, o da Opus. E da OPA
Ah, é verdade, também é do BCP.

domingo, abril 30, 2006



Vai ser uma tarde serena, de quem já faz das vitórias um hábito.

Não, não nos vamos pôr em cuecas aos saltos no meio da rua; nem faltar ao trabalho; nem fechar o país para comemorações.

Vamos apenas comemorar 90 minutos de futebol.

Será apenas mais um título - justo - do FC Porto.

PSICANÁLISE


A forma como vejo a psicanálise.
E assim também eu ía ao divã... todos os dias

sábado, abril 29, 2006

ADOPÇÃO

Cavaco fala na inclusão.
Pergunto se não será incluir ultrapassar, de uma vez por toda, a miserável Lei da adopção (recordam-se, a inconsequente Celeste cardona, aquando da sua actuação circense na justiça, disse que ía resolver o problema com um quadro legal moderno), e evitar os números que agora vieram a público: em 2005 havia mais crianças a precisarem de ser adoptadas. Mais casais a pretenderem adoptar. Mas menos processos deferidos.
É nisto que se vê o nosso terceiro-mundismo.
Mais uma vez Torga: "Não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada".

CITANDO

"O que os relatórios divulgados a semana passada nos dizem não é que o governo esteja a governar mal ou bem. É que o país perdeu o juízo. E, quando um país perde o juízo, tudo o resto se pode perder, por acréscimo"

Miguel Sousa Tavares, O Expresso.

sexta-feira, abril 28, 2006

CONTADOR

O conta-euros anda sucessivamente mais depressa que o conta-litros de gasóleo.
Não estava habituado.
Definitivamente, o colapso vai passar por aqui.

THE MALL

Brasília.
Dallas.
STOP
Norte-Shopping
Arrábida-Shopping
Gaia-Shopping
Maia-Shopping
Parque Nascente
Dolce-Vita e
Londres, Antas, e tantos, tantos outros.
São nomes de centros comerciais, que nos últimos 20 anos cresceram como cogumelos no Porto e arredores.
À medida que abrem os novos, os velhos entram em crise profunda e ou fecham (Dallas) ou transformam-se em antros, só apetecíveis ao que de mais marginal a sociedade consegue parir.
O exemplo do Porto espalha-se por todo o país, com as Câmaras ávidas pelos euritos dos licenciamentos, marimbando-se, pura e simplesmente, para o futuro de quem investe, para a degradação daquelas zonas das cidades, para a desordem que aqueles monstros fechados ou povoados por cafés de quinta categoria constituem.
O que se está a fazer em Coimbra (a construção do centro Sonae, depois de ter aberto o Dolce Vita) só não constitui escândalo para quem não conhece a realidade económica e social da cidade.
Hoje os centros comerciais não são mais do que o espelho daquilo em que se transformou o mercado imobiliário nacional: sôfrego e vândalo, alimentado a nacos de corrupção que vão do topo do poder político ao empreiteiro mais miserável da praça.

OPA

Mais uma boa razão para não querer que a OPA do BCP (sê-lo-á ou meramente virutal) acabe em bom porto (evidentemente que damos o desconto devido à notícia, feita quase em causa própria, ou não estivesse a COFINA - dona do jornal noticiador - tão perto do BPI).

PATRÃO

Scolari vai embora depois do Mundial.
Não é que deixe saudades, já que é o principal responsável pelo acentuar de fracturas do Portugal futebolístico (e não só), mas anunciá-lo a dois meses do mais importante compromisso que o trouxe até cá, sem consequências, é do mais miserável que tenho visto.
A inépcia do Madail já há muito é conhecida (sobretudo depois das 20h).
Mas um patrão que se baixa assim a um assalariado, o vê cometer uma infracção de tal modo grave (motivadora da justa causa de despedimento) impávido é um patrão que bem merecia um outro Código do Trabalho: aquele que instituísse o despedimento, também com justa causa, só que do patronato.

quarta-feira, abril 26, 2006

COERÊNCIA

O princípio da coerência (que não deve ser confundido com teimosia) é aquele que mais me norteia.
Podia vir a propósito de muitas outras coisas, mas invoco-o agora tendo o título do FC Porto como pano de fundo.
A conquista é incontestável, esmagadora (e o número de pontos de diferença para o segundo diz tudo).
Mas já o disse várias vezes e repito-o: o futebol de Adriaanse não convence ninguém (é certo que dá para vencer um campeonato aqui no jardim da Europa) e dentro de cinco meses, quando voltarmos à Europa do futebol, e nos defrontarmos com os Artmédias que nos sairem em sorte, vamos todos voltar a repeti-lo.
Para mim o homem nunca foi uma besta (é apenas uma pessoa de meia idade que veio para um grande clube aprender a trabalhar e vencer pela primeira vez na vida).
E não será um título que fará dele bestial.

quinta-feira, abril 20, 2006

ENCHARCADA

Sinosite, disse-me ela. Com crise aguda.
Truncla, não fez por menos.
Vai daí veio o Xyzal, o Nexum, o Neo-Sinefrina, o Proflox, o Medrol, o Nasomet.
Chiça.
Pareço uma encharcada... de químicos.

PORQUE DESEJO O INSUCESSO DA OPA DO BCP SOBRE O BPI

Porque o Paulo Teixeira Pinto é da Opus Dei.
Porque a Opus Dei gosta do PTP.
Porque o PTP vai todos os dias à missinha.
Porque tenho ganas contra o centralismo exacerbado.
Porque o BPI é o último banco do norte.
Porque o BCP já nos roubou o BPA.
Porque a concentração só pode trazer desvantagens.
Porque sou contra as mega-estruturas (quanto mais gordo mais ineficiente).
Porque a competivividade entre bancos é saudável a nós, seus utilizadores.
Porque o BPI até é um banco eficiente.
Porque o Santos Silva é um Senhor.
Porque o SS não é beato.
Porque o SS não anda com o tercinho na mão a pregar o bom samaritanismo.
Porque quanto mais concentrarmos as nossas empresas mais apeteciveis elas se tornarão aos sangue sugas.
Porque as coisas estão bem como estão.
Porque não gosto de vampirismos.
Porque levará ao desemprego mais umas centenas de trabalhadores.
Porque apenas servirá para aumentar, ainda mais, os já fartos proveitos do BCP.
Porque apenas serivirá para alimentar o ego de uns quantos gestores.
Porque sim.

quarta-feira, abril 19, 2006

UNIÃO

Segundo dados do INE (mas parecem do INEM, tal o coma que traduzem) em Março existiam 45 000 licenciados desempregados em Portugal.
Sucede que o imperialismo dos números diz que ainda não estamos ao nível da média comunitária (de licenciados).
Consequentemente, há que continuar a alimentar a demência iniciada no Guterrismo, de licenciar a torto e a direito gestores, juristas, arquitectos, jornalistas, historiadores, geógrafos, linguístas, economistas, "relacionados internacionais", psicólogos, filósofos, matemáticos, etc.etc.etc.
Há que continuar a licenciar universidades e a aprovar cursos.
É preciso é "entrarmos no pelotão", irmos para a cabeça do touro, chegarmos ao estafermo das médias comunitárias.
Nem que isso nos custe o país.
É o preço da União.

terça-feira, abril 18, 2006

PREOCUPAÇÕES

Petróleo.
72 dólares o barril.
Penso que ninguém saberá ao certo as verdadeiras repercussões que a subida do crude terá na nossa economia, em particular, e na mundial, em geral.
Mas creio não andar muito longe da verdade ao dizer que reside no seu preço a origem do grande conflito do século XXI.

PERSONALIDADES INSUPORTÁVEIS

José Carlos Malato

domingo, abril 16, 2006

SAUDADES

Tenho saudades do tempo em que o primeiro foguete me acordava, dando conta da saída do compasso. Do frenesim que então tomava conta da minha avó nos preparativos para a missa. Da ânsia da visita do compasso. Do ritual da mesa, vestida a preceito para o dia. Do almoço de borrego ou cabrito, de que nunca fui especial adepto, mas que comia com o gosto de estar a cumprir a tradição. E das pétalas e verdes que cobriam o lajedo da entrada, para receber o Senhor Abade.
Tenho saudades do tempo em que ainda tive o privilégio de viver os rituais que nos dão muito da nossa identidade.

sábado, abril 15, 2006

AVÉ

Prometido é devido.
Está ressuscitado.
Avé

quinta-feira, abril 13, 2006

RECEITA

Informam-se os subscritores das abjectas mensagens que povoaram o estado crítico na última semana que as conclusões, simultaneamente sociológicas/psicológicas que os posts visavam foram plenamente atingidas.
Dentro de dias uma equipa de peritos deixará aqui as conclusões sobre a análise das espécies raras que aqui aterraram.
A partir desta data o terminal do esgoto vira-se para aqui (onde poderão continuar a livremente evacuar). Ou, se preferirem, podem ir para aqui, onde não deixarão de ter a atenção de que manifestamente carecem.

segunda-feira, abril 10, 2006

RESSURREIÇÃO

Ando a pensar ressuscitá-lo.
Aproveito a quadra, que é propícia, e isto por aqui sempre fica menos conspurcado.

ESCLARECIMENTO

Aos menos versados, um esclarecimento:
Os comentários (boçais, ordinários, sem nível) que vêm povoando as caixas deste blog devem-se a uma doença crónica, característica da 2ª circular e dá pelas iniciais: AVI (Acidente Vascular Intelectual).
Trata-se de uma patologia facilmente detectável, batando perguntar ao energúmeno:
P - Por que clube é que "troces"?
A resposta é normalmente precedida de um strip, em que se põe em cuecas (ceroulas no inverno), fala de história antiga (para justificar a preferência), alguns hics. hics pelo meio (é natural, a sede...) e, no fim, consegue balbuciar (algo que raramente percebemos).
No hospital e nos tribunais chamam-lhes inimputáveis.
Cá fora são isto que a gente vê.

EXMO.

É minha aluna há cerca de três semanas, num MBA (como agora se diz em Português).
Entendeu por bem colocar-me uma questão via e mail.
Começou assim: "Caro Professor".
No meu tempo, era na escola primária que se aprendia que, quando nos dirigiamos a uma pessoas em termos não pessoais era por Senhor(a) que a tratavamos. Precedida, obviamente, do Exmo.
Não era por "Caro", "Querido" ou afins.
De ano para ano vejo-os a escrever pior, a saber menos, a explicarem-se ainda pior (mais mal como diria o Petit e alguns pós-graduados).
Mas, nos dias que correm, o que conta é ser-se bastante "tecnológico" e arranhar estrangeiro.

domingo, abril 09, 2006

EMANUEL

Dizem na TV que Emanuel, que encheu o Coliseu no fim de semana, tem formação em guitarra clássica.
Que passou anos a ensinar alunos.
Então percebi a razão da falta de tradição nacional na lide do instrumento.

SAPO

Seis minutos de descontos...
Chega a meter nojo tanta a falta de vergonha, decoro, isenção.
O descaramento é tanto que já não escondem.
Mesmo assim não passam de terceiro.
Imagine-se onde estariam se não fossem os "almoços" no sapo. Os sapos que não engoliriam.

EXCELÊNCIA

Maria José Morgado vai hoje ao diga lá excelência.
Excelência? Quem? Está nivelada por baixo a lingua portuguesa.
Uma advertência: mude de canal, não veja.
Aquele ressabiamento ainda se pega.

NOTAS

Algumas notas sobre o encontro de ontem:
1. Não é por Adriaanse ter vencido um encontro miserável feito pelas duas equipas que mudo de opinião: ponham-no na rua. Aquilo não é futebol. É corrida atrás da bola.
2. Não foi menos miserável a arbitragem. Uma camioneta de cartões amarelos ( e dois vermelhos) num jogo quase sem casos mostram a qualidade do cromo Duarte.
3. Foi clara a intenção do dito Duarte empurrar o norte para as cordas. Mas acabou enforcado no laço.
4. Tendencioso, pobre e revelador da qualidade da classe, o tratamento jornalístico dado à vitória. Falam de derrota (claro, da deles próprios), da possibilidade dos vermelhos (perdão, encarnados) se chegarem à luta pela Champions. Mas engolem em seco para dizerem o óbvio: o FC Porto está às portas do título.
5. Serenidade, muita serenidade na vitória. Afinal, já é um hábito que só a custo de roubos de igreja não se repetiu o ano passado.

TRUCES

Hoje, e se vencerem, não deixaremos de ver alguns dos indefectiveis da 2ª circular aos saltos, em "truces", imitando o seu inefável presidente aquando da inolvidável vitória de futsal, há duas épocas atrás, assim meios chaladinhos, por estarem apenas a dois pontos dos cromos do lá de lá da circular.
Quando a auto-estima está tão por baixo, aspirar a chegar em segundo na única prova que sobra até sabe a banquete.
Deviam era criar uma campeonato só do lado esquerdo (ou direito, consoante o sentido de marcha) da dita circular. Enquanto lá não criassem outro clube, pelo menos teriam a certeza de ganhar algum coisa.

sábado, abril 08, 2006

ADIVINHA

Já agora, aos animadores anónimos, se quiserem podem usar o telemóvel para as descargas:
O nº é: 9?4?28296.
É só deitarem-se a adivinhar as duas interrogações e tumba, "bute" a insultar o gajo em directo. E o vivo se o 3G já aí tiver chegado.

VAI UM AÇAIME?

Assim, sem querer, descobriu-se que este blog devia ser candidato a estatuto de utilidade pública.
Afinal, e a julgar por alguns dos últimos comentários, está demonstrado que permite a descarga de bilis de uns quantos energúmenos, de uma ou outra abécula de viveiro mas, sobretudo, de muito asno.
Mas, com os juros a subir, o clube a perder, o vinho mais caro, o desemprego a aumentar e, sobretudo, a emancipação da mulher (já não é como era antes, em que derrota do glorioso era molho certo), há que perceber, tolerar e ajudar... com mais um ou outro post que os leve ao delírio. Afinal, já não há mais nada que os leve...

sexta-feira, abril 07, 2006

Verde e Vermelho

Durante o estado novo floresceram em Portugal duas instituições que se tornaram assim numas espécies de abonos sociais da nação.
Uma, mais destinada a anestesiar Belarminos, Alcinos e Tó-Zés. Não se lhe pode chamar ópio do povo porque a substância em si é cara (e nobre) para classificar o produto final. Chamemos-lhe antes a “pinga” do povo, pois é mais o tinto carrascão e aldrabado que os seus adeptos preferem.
A outra claramente vocacionada para os Tomás, os Bernardos e os Afonsos, também não será ópio. É mais “Cutty Sark on the rocks”, com algumas derivações para a pastilha.
Separados por uma rua, o movimento da mesma ilustra bem a distância que as separa.
É a mesma que divide o povo da burguesia, os betos da ralé, o roto do armani.
Uns é mais faduncho, bairro alto e alfama, meretrizes de cabaré. Labutam no óleo e nas pedreiras, animam-se com uma boa sessãozinha de porrada saloia e elegem para o poder na instituição qualquer labrego que lhe prometa títulos.
Outros é mais “project finance”, gravatas berrantes e lenços com folhos. Muito snobs, só tomam (não bebem, tomam) “drinks” amarelos no elefante branco. Isto é, comem do mesmo mas mais limpinho. Não elegem para o poder os mesmos labregos. Mas elegem idênticos vendedores de banha (cobra ou outra).
Floresceram com um intuito: alternarem (não, não nesse contexto) no poder, ora ganhando um, ora ganhando outro, género: um dia ri o roto, no outro o seu patrão.
Foi esta a lógica.
Até que os malditos nortenhos se meteram no caminho...e fizeram da lógica uma batata. Podre.

quarta-feira, abril 05, 2006

ALÍVIO

Foi-se a auto-estima nacional.
90 minutos e esbaldou-se a bebedeira colectiva.
Enfim, regressamos à normalidade: os vermelhos perdem; eu durmo mais sossegado; algumas venerandas esposas é que talvez não.
Falemos é de coisas sériaS: venha o Sporting-FC Porto.
Uma muiiiiiittttoooooooo boa noite.

MENOS MAL

1-0 ao intervalo mas, a bem ser, se justiça houvesse, estava já por 3.
Mas há que não perder a esperança: ainda há 45 minutos para gozar, tal a desorientação, a falta de tino dos lampiões.
Rezo para que o Beto, esse enorme troca pernas, e o Petit, caceteiro mor da república, se mantenham em campo.
E que não entre o Karagounis, um dos poucos lampiões que sabe falar com a bola sem ser a cuspir-lhe.

DESIDERATO

Bem, está na hora de cumprir o desiderato de um dia feio, cinzento, chuvoso:
IR PARA CASA VER O BENFICA PERDER.
Só assim o sol raiaria, ainda que fosse noite.

ORELHAS MOUCAS

A coerência do universo benfiquista (que ainda hoje o inefável orelhudo propala aos quatro ventos e a que o jornais deram eco) é de tal modo que, depois de se terem atirado ao ar com o panaltie que ficou por marcar na primeira mão da Liga dos Campeões (mão de Thiago Motta na área do Barça) ficaram calados como ratos face aos dois penalties escandalosamente roubados ao Beleneneses no último jogo do campeonato em que o adversário foi... o Benfica.
E quando até o próprio árbitro admite que errou (devia rimar com a palavra mas era mais ROUBOU, porque erros daqueles nunca são inocentes), em entrevista dada aqui, pergunto quando é que as duas jarras que comandam o leme da nau vêm a público assumir o seu favorecimento.
Vieira e Veiga são, há muito tempo, dois claros casos de polícia.
E, quando um dia sairem do clube, com um TIR de kits por vender e o clube hipotecado por mais 30 anos, certamente não deixarão de receber, como o Vale que os antecedeu, uma visitinha dos amigos da Maria José Morgado.
Desse momento docinho ninguém me vai privar...

CAMA FEITA

Já está: a cama está feita.
Os "coerentes" mandantes do Conselho de Arbitragem nacional, contra todas as indicações anteriores, contra todas as vozes (menos a do Sporting), contra todas as expectativas, nomearam para o jogo de sábado um árbitro de... LISBOA.
O descaramento, por vezes, não tem mesmo limites.
Deve ser o tal sistema com que o "velhinho" se engasgava de cada vez que lhe encostavam um microfone às barbas.

terça-feira, abril 04, 2006

CB

O CB (não, não é CCB que nós aqui pela província não temos megalomanias dessas), também conhecido por Cinema Batalha, reabriu. Com um muito bom concerto, diga-se, de uma nova voz brasileira, Ive Mendes.
Tive o privilégio de estar presente no renascimento de uma das mais emblemáticas casas de espectáculo do Porto, ali mesmo, no coração da Baixa.
E já lá voltei, pois para além da sala de espectáculos, os corredores são animados, diariamente, por Djs, numa tentativa de fazer durar esta segunda vida.
Pensava fazer um post.
Mas depois tropecei aqui e pensei: "para quê? Ele, com a mestria costumeira, já disse e mostrou (melhor do que eu saberia) o que havia para dizer e mostrar.

sábado, abril 01, 2006

MODAS

Qualquer dia mato o crítico.
Assim, a sangue frio, rebento com mais de um ano de posts.
Não que me apeteça, não senhor.
Mas é bem. É chique assassinar um blog e começar outro.
Novo template. Novo nome. Nova alma. Mas as performances de sempre.
É muito de modas esta coisa da blogosfera.

FASHION

Ora inaugura-se uma nova era aqui no crítico: dos textos justificados. Fica mais limpinho, mais formatado, com ar mais PP. Numa palavra, mais "fashion".