segunda-feira, junho 12, 2006
EDP
Telefonema da EDP.
Pretendiam uma daquelas informações que temos sempre a sensação que não servem para mais nada a não ser entreter as empresas de telemarketing.
"Não, hoje não posso responder. Ligue-me amanhã".
"Amanhã? pergunta-me incrédula. Mas amanhã é feriado".
Parei. Demorei a chegar lá mas então encontrei-me com o famigerado Santo António.
Mesmo correndo o risco de pregar aos peixinhos, respondi: "Olhe lá, há mais vida para além de Lisboa, sabia?".
Não compreendeu.
Desliguei.
domingo, junho 11, 2006
MY WAY
Sinatra tinha um "my way".
Scolari não só não lhe quer ficar atrás, como saltou adiante com um "my stupid way".
A exibição contra Angola (eles sabem mesmo o que é uma bola?) revelam bem a capacidade do "mister".
Um-zerinho e tá tudo de papo cheio, contente "pelos três pontos".
A pobreza da falta de soluções (fruto de uma escolha mal feita), a falta de um fiozinho de jogo que fosse, a nota de um pequeno discernimento que traduzisse quase um mês de "trabalhos na concentração" fazem-em antever o pior para o jogo com o Irão.
Nada que me venha a surpreender.
Scolari não só não lhe quer ficar atrás, como saltou adiante com um "my stupid way".
A exibição contra Angola (eles sabem mesmo o que é uma bola?) revelam bem a capacidade do "mister".
Um-zerinho e tá tudo de papo cheio, contente "pelos três pontos".
A pobreza da falta de soluções (fruto de uma escolha mal feita), a falta de um fiozinho de jogo que fosse, a nota de um pequeno discernimento que traduzisse quase um mês de "trabalhos na concentração" fazem-em antever o pior para o jogo com o Irão.
Nada que me venha a surpreender.
sábado, junho 10, 2006
SERVIÇO PÚBLICO
A um site como este só se pode chamar verdadeiro serviço público. Para quem não saiba destina-se a fornecer os códigos que a vão, desesperadamente, mudando todos os dias. É tentador e até me apetece aderir à "farelhice".
PETIT
O Petit é assim uma espécie de João Jardim do futebol: grunho, bruto e caceteiro. Mesmo a pedir que lhe apareça um com dose idêntica pela frente. Quem sabe se um angolano...
sexta-feira, junho 09, 2006
BANDEIRADAS
Este novo “fétiche” nacional de desfraldar a bandeira (que até é feia) de cada vez que a bola corre na relva a mando do troglodita que, cinco séculos depois, veio colonizar o colonizador é do mais pobre que tenho visto.
Achei já uma moda muito “sem senão” (para utilizar palavreado do novo colonizador) no Euro 2004; uma “americanice”.
Mas a injecção agora repetida revela bem a falta de imaginação que nos vai povoando. No entanto, o que realmente me irrita é este pseudo-nacionalismo tonto que alguns pretendem ver na coisa, como se a estima e a consciência nacionais se alimentassem ao ritmo a que a selecção nacional se consegue apurar para uma competição internacional de futebol. Se fosse verdade, finda a festa e curada a ressaca, não voltava para as traças e o pó do esquecimento.
Achei já uma moda muito “sem senão” (para utilizar palavreado do novo colonizador) no Euro 2004; uma “americanice”.
Mas a injecção agora repetida revela bem a falta de imaginação que nos vai povoando. No entanto, o que realmente me irrita é este pseudo-nacionalismo tonto que alguns pretendem ver na coisa, como se a estima e a consciência nacionais se alimentassem ao ritmo a que a selecção nacional se consegue apurar para uma competição internacional de futebol. Se fosse verdade, finda a festa e curada a ressaca, não voltava para as traças e o pó do esquecimento.
sábado, junho 03, 2006
DEMOCRATICE
Há menos de dois meses, uma AG do Sporting não aprovou a venda do património imobiliário pelos 2/3 exigidos pelo presidente.
Este, refém da promessa que fizéra, demitiu-se.
Ontem, o mesmo presidente (que prometera ir embora mas entretanto voltou) insistiu e conseguiu a dita aprovação em AG. E vai mesmo vender o património.
Não estando em causa a eficácia da decisão, está, isso sim, o fundo da mesma, revelando uma estranha forma de “legitimação democrática” das decisões.
Alguém, com competências executivas (numa associação, numa sociedade, no estado) propõe uma medida e sufraga-a. Não obtém vencimento. Conforma-se? Não. Alega “deficiências de comunicação”, que “ a mensagem, que era boa, não passou” e, na primeira oportunidade, sufraga-a outra vez. E sufraga-la-á sucessivamente até que uma de duas coisas aconteça: ou corram com ele ou aprovem a medida. É uma forma de democracia género “água mole em pedra dura...”. É a democracia pelo desgaste. É uma legitimidade muito esquisita.
Este, refém da promessa que fizéra, demitiu-se.
Ontem, o mesmo presidente (que prometera ir embora mas entretanto voltou) insistiu e conseguiu a dita aprovação em AG. E vai mesmo vender o património.
Não estando em causa a eficácia da decisão, está, isso sim, o fundo da mesma, revelando uma estranha forma de “legitimação democrática” das decisões.
Alguém, com competências executivas (numa associação, numa sociedade, no estado) propõe uma medida e sufraga-a. Não obtém vencimento. Conforma-se? Não. Alega “deficiências de comunicação”, que “ a mensagem, que era boa, não passou” e, na primeira oportunidade, sufraga-a outra vez. E sufraga-la-á sucessivamente até que uma de duas coisas aconteça: ou corram com ele ou aprovem a medida. É uma forma de democracia género “água mole em pedra dura...”. É a democracia pelo desgaste. É uma legitimidade muito esquisita.
sexta-feira, junho 02, 2006
AS VELAS ARDEM ATÉ AO FIM
A relação compulsiva que tenho com a leitura, que normalmente se traduz numa avidez insane e sôfrega de chegar ao fim (normalmente para depois ressacar a frustração de ter acabado) diluiu-se neste "poema" de Sándor Márai.
Uma magnífica reflexão sobre a amizade, que se degusta mastigando cada palavra, cada pensamento do autor, lendo e relendo parágrafos, mergulhando e parando.
Um livro intenso que, paradoxalmente, nos inspira uma imensa paz .
quinta-feira, junho 01, 2006
POESIA
Há já muito que os meus olhos não lêem poesia. Só não me lembro se por não quererem ou por terem deixado de saber.
quarta-feira, maio 31, 2006
TERNURA
"Há pessoas de quem toda a gente gosta, para quem todos reservam um sorriso benévolo e carinhoso (...)" Sándor Márai
E também há pessoas que não têm o privilégio de conhecer pessoas assim; pessoas que nos inspiram sorrisos, benevolência, carinho; numa palavra, TERNURA .
Eu tive.
Chamava-lhe "Migú".
Mas o estafermo do tempo roubou-ma.
Antes agora me roubasse, também, a saudade que deixou.
E também há pessoas que não têm o privilégio de conhecer pessoas assim; pessoas que nos inspiram sorrisos, benevolência, carinho; numa palavra, TERNURA .
Eu tive.
Chamava-lhe "Migú".
Mas o estafermo do tempo roubou-ma.
Antes agora me roubasse, também, a saudade que deixou.
segunda-feira, maio 29, 2006
CAMINHO
A guerra surda que a generalidade dos dependentes do estado (sejam funcionários ou cultivem qualquer outro tipo de "assentamento") têm feito ao governo de Sócrates, o modo acérrimo e muitas vezes oportunista com que atacam as políticas, fazem-me pensar seriamente que o homem deve estar no bom caminho.
REINVENTAR
Às vezes gostava de apagar. Apagar tudo, sem mais. Começar de novo. Depois acordo, e prossigo a jornada.
sábado, maio 27, 2006
SERVIÇO PÚBLICO
O Expresso vai contente depois de ter denunciado que o Carlitos, criança de Felgueiras, cose à mão sapatos para a Zara.
Denunciou o caso e, nas palavras do redactor, "chocou" a multinacional espanhola com a foto.
Que, porque a imagem pública obriga (em privado a Zara está-se borrifando para quem cose os seus sapatos) vai tomar medidas. Provavelmente, retirar a sub-contratação de Felgueiras, e levá-la para outro sítio qualquer. E assim mandar os pais do Carlitos (e mais uns quantos) para a dependência da Segurança Social.
Isto sim, é serviço público do Expresso
P.S. Ir junto da Inspecção do Trabalho denunciar o caso, sem alarido, sem comprometer a Zara (uma empresa que, pelas encomendas que coloca em Portugal é responsável pela susbsistência de muitas famílias no norte do país) tinha sido um verdadeiro serviço público. Mas não metia "sangue e alguidar", e esse "jornalismo de referência" de O Expresso, vendo bem, é mais do mesmo lixo que enche as redacções em Portugal.
sexta-feira, maio 26, 2006
28 DE MAIO
Vamos de fim-de-semana a 26 de Maio e voltamos dele a 29, já depois do 28, que me prova sempre calafrios.
Para os esquecidos (ou eventualmente desconhecedores) foi o dia do golpe totalitário, que nem precisou ser de rins, que colocou Salazar a 48 anos de sair do comando da nau.
E se a data me provoca sempre aquela incontinência originária do medo, não é menos verdade que me faz sempre reflectir sobre a razão por que ela pode acontecer. E cada vez mais esbarro no 5 de Outubro de 1910. No modo como foi feito, na anarquia que ajudou a instalar, e no desespero da nação quando, 16 anos volvidos, via a república em estado muito mais agonizante que a monarquia.
Para os esquecidos (ou eventualmente desconhecedores) foi o dia do golpe totalitário, que nem precisou ser de rins, que colocou Salazar a 48 anos de sair do comando da nau.
E se a data me provoca sempre aquela incontinência originária do medo, não é menos verdade que me faz sempre reflectir sobre a razão por que ela pode acontecer. E cada vez mais esbarro no 5 de Outubro de 1910. No modo como foi feito, na anarquia que ajudou a instalar, e no desespero da nação quando, 16 anos volvidos, via a república em estado muito mais agonizante que a monarquia.
quinta-feira, maio 25, 2006
terça-feira, maio 23, 2006
AINDA O PRINCÍPIO DA COERÊNCIA
Um ditado que me foi ensinado pela minha avó ensina que “vale mais ser do que parecer”.
Ora, nos dias que vão correndo é cada vez mais mentira, seja qual for o destinatário. Com enfoque particular na política. Aí já quase só releva mesmo é parecer.
A teoria de Carrilho relativa ao aperto de mão (só não o fez, diz, por julgar-se em privado, e foi por estar em público que já deu o bacalhau ao Carmona dois dias depois) é o exemplo do que fica dito.
Faz-se para parecer. Não porque se deve (ou quer fazer).
Isto é, o mesmo Manuel Maria que na SIC ficou indignado com o opositor e não lhe apertou a mão (em privado) deixou de estar indignado (em público) dois dias depois.
Carrilho não está só nesta odisseia do faz de conta, mas lá que é um belo espécime desta nova classe política plastificada, lá isso é.
Como me diz muitas vezes um amigo, por lição colhida em vozes mais “antigas” e certamente avisadas, a vida deve, tem que, ser vivida dentro de um princípio fundamental: o da coerência.
Quem não o faz, a mais curto ou a mais longo prazo paga a factura.
Carrilho já teve a dele.
Ora, nos dias que vão correndo é cada vez mais mentira, seja qual for o destinatário. Com enfoque particular na política. Aí já quase só releva mesmo é parecer.
A teoria de Carrilho relativa ao aperto de mão (só não o fez, diz, por julgar-se em privado, e foi por estar em público que já deu o bacalhau ao Carmona dois dias depois) é o exemplo do que fica dito.
Faz-se para parecer. Não porque se deve (ou quer fazer).
Isto é, o mesmo Manuel Maria que na SIC ficou indignado com o opositor e não lhe apertou a mão (em privado) deixou de estar indignado (em público) dois dias depois.
Carrilho não está só nesta odisseia do faz de conta, mas lá que é um belo espécime desta nova classe política plastificada, lá isso é.
Como me diz muitas vezes um amigo, por lição colhida em vozes mais “antigas” e certamente avisadas, a vida deve, tem que, ser vivida dentro de um princípio fundamental: o da coerência.
Quem não o faz, a mais curto ou a mais longo prazo paga a factura.
Carrilho já teve a dele.
segunda-feira, maio 22, 2006
RANGEL
O papelinho de "virgem ofendida" que Emídio Rangel está a fazer no programa "Prós e Contras" da RTP, pretendendo defender a tese da cabala de Carrilho, chamando de "maus jornalistas" a alguns profissionais da SIC, além do espasmo até ao vómito, suscita-me alguns comentários:
1. Não estou esquecido que foi Rangel quem criou a SIC
2. Que foi ele que disse, um dia, que uma TV até um Presidente da República vendia.
3. Foi ele que assistiu, impávido, durante mais um ano, ao ataque mais suez que um órgão de comunicação social fez no sentido de tentar arrasar um clube (FC Porto) e uma região por um escroque de nome Jorge Schnitzer no defunto "Donos da Bola".
4. É ele que hoje, o único espaço que encontra para lhe dar tempo de antena é um pasquim de nome "24 horas".
Será que vale a pena continuar os comentários? Ou até os mais cépticos já estão convencidos?
REFERENDO
A mera possibilidade de referendar a eventual instalação em Portugal de uma central de produção de energia nuclear é simultaneamente preocupante e demagógica.
A pior tentação que um Governo pode ter é a de delegar as decisões para as quais foi eleito para tomar; e referendar a dita central é um exemplo acabado disso.
Os referendos devem existir para sufragar a tomada de decisões de carácter político. Nunca de carácter técnico. E decidir se deve, ou não, existir uma central nuclear em Portugal é uma decisão técnica. Diría que quase só técnica. E das duas uma: ou é tenicamente desejável e aconselhável, e deve avançar; ou não o é, e Patrick Monteiro de Barros e os seus projectos devem ir para a gaveta.
Referendar isto, pondo à consideração do povo um assunto que a quase totalidade dos pronunciantes desconhece e onde a ignorância ajuda a fácil manipulação é um exercício perigoso.
Posso perceber que o problema do nuclear, lançado a destempo para o Governo (a indecisão do PM é bem evidente), é embaraçosa. Mas sacudir a água do capote, "chutando" para a decisão referendária não é fazer política. É fazer demagogia.
sábado, maio 20, 2006
PGR
Que o nosso PGR era inapto para o exercício do cargo, um pouco tonto mesmo, já todos sabíamos. Mas que também é cobarde só agora tive nota. E esse é um dos mais desprezíveis defeitos de um ser humano.
A entrevista escrita (pensada, artificial, matutada, fabricada) ao Expresso, a sacudir a água do capote (e dele e dos seus adjuntos) a propósito do envelope 9, remetendo responsabilidades para a PT e, pasme-se, para o jornalista que apenas usou o que os adjuntos de Souto Moura colocaram (creio que intencionalmente) no processo, é um exercício de cobardia do mais desprezível.
Mas o mais preocupante é, além do profundo sentido de falta de responsabilidade que a entrevista denota, o sentimento de total impunidade em que o MP navega, promovendo a devassa e o enxovalho a seu bel-prazer sem que nada nem ninguém o possa atingir.
Setembro urge.
É preciso mudar de PGR.
P.S. É no mínimo preocupante a notícia posta a circular de que Proença de Carvalho poderá ser o próximo PGR. Até agora tivemos lá um tonto. Não precisamos agora de um sonso.
A entrevista escrita (pensada, artificial, matutada, fabricada) ao Expresso, a sacudir a água do capote (e dele e dos seus adjuntos) a propósito do envelope 9, remetendo responsabilidades para a PT e, pasme-se, para o jornalista que apenas usou o que os adjuntos de Souto Moura colocaram (creio que intencionalmente) no processo, é um exercício de cobardia do mais desprezível.
Mas o mais preocupante é, além do profundo sentido de falta de responsabilidade que a entrevista denota, o sentimento de total impunidade em que o MP navega, promovendo a devassa e o enxovalho a seu bel-prazer sem que nada nem ninguém o possa atingir.
Setembro urge.
É preciso mudar de PGR.
P.S. É no mínimo preocupante a notícia posta a circular de que Proença de Carvalho poderá ser o próximo PGR. Até agora tivemos lá um tonto. Não precisamos agora de um sonso.
sexta-feira, maio 19, 2006
TIRANIA
Sexta-feira à noite.
Meio Portugal entra no fim-de-semana deprimido, sem horizontes.
O centro comercial, o consumismo, essa retoma artificial, é o único consolo. Dois euros de "gasosa", uma volta pelo shopping, uma sande de sola e um "sundae" no Mc Donald s é a visão mais abonatória que conseguem ter para os dois dias que se avizinham.
Salvam-se aqueles que, segunda-feira, ainda têm um posto de trabalho para ocupar.
Os outros vão continuar a deprimir.
Até quando?
Até a China (e o Sudão, Malásia, Venezuela, etc. etc.) democratizarem.
Mas aí já nós, a Europa "civilizada", seremos todos, novamente, tiranias impiedosas.
Meio Portugal entra no fim-de-semana deprimido, sem horizontes.
O centro comercial, o consumismo, essa retoma artificial, é o único consolo. Dois euros de "gasosa", uma volta pelo shopping, uma sande de sola e um "sundae" no Mc Donald s é a visão mais abonatória que conseguem ter para os dois dias que se avizinham.
Salvam-se aqueles que, segunda-feira, ainda têm um posto de trabalho para ocupar.
Os outros vão continuar a deprimir.
Até quando?
Até a China (e o Sudão, Malásia, Venezuela, etc. etc.) democratizarem.
Mas aí já nós, a Europa "civilizada", seremos todos, novamente, tiranias impiedosas.
ESQUECIDO
"Porque raio é que me casei", pensou melancólico e saudoso dos tempos em que só fazia o que lhe dava na gana. "Tanta coisa boa para fazer no dia em que assinei e dei o ok".
Depois parou, olhou para o lado, rebobinou a cassete e lembrou-se.
Depois parou, olhou para o lado, rebobinou a cassete e lembrou-se.
segunda-feira, maio 15, 2006
ARGENTINA
Eu não penso assim, como a última frase deste post, e nem sequer sou politicamente correcto para o dizer.
Scolari conseguiu quebrar um dos poucos traços de união de uma pátria que raramente o é e de um país que já só quase tem no futebol um pingo de que se orgulhar.
Fracturou com as escolhas.
De uma equipa campeã e vencedora da Taça, onde pontificam os seleccionáveis Baía, Bosingwa, Pedro Emanuel, Quaresma, Raúl Meireles, Hugo Almeida, Bruno Alves para citar apenas os que costumam jogar conseguiu convocar, em clara provocação, o único que não joga: Ricardo Costa.
Pagou a dívida da não convocação para o Euro 2004 a Boa Morte e deixou de fora o melhor jogador português a actuar em Portugal (e tirando Deco e Ronaldo, o melhor de todos): Quaresma.
Convocou uma cambada de suplentes e/ou não convocados (Hugo Viana, Quim, Ricardo Costa, Helder Postiga, Maniche, Costinha) e conseguiu deixar de fora jogadores rotinados e em forma, como Paulo Santos, João Moutinho, Custódio, Pedro Emanuel, Tonel, João Tomás, Quaresma, para citar apenas um por cada um.
Não conseguiu ver que Quaresma, se não em vez de Figo, pelo menos nas vezes do Figo, quando aos 60 minutos lhe faltam as pernas, poderia decidir muito.
Conseguiu a proeza de, com as expectativas, os ditos e apartes, desmembrar uma das fortes equipas que garantem o futuro: os sub 21 que têm um Europeu à porta.
Pelo meio ainda se andou a rir nas barbas do patronato, a negociar contratos, de forma pública, com a concorrência, de forma tão impune que até Corleone lhe tiraria o chapéu.
Por isto, e por muito, muito mais, eu não desejo sorte ao Portugal de Scolari e do inapto do Madail que tudo lhe permite e consente.
Por mim vou torcer pela Argentina, do Lucho. Afinal, entre outros, tem o perfume de defender uma bandeira azul e branca.
ERROS
Tendo em conta este post, errei no Tonel (vai o Ricardo Costa) e no Quaresma (vai o Boa Morte).
Acho que o erro se ficou a dever à estranha mania que tenho de julgar que o bom senso foi, com maior ou menor "granus salis", distribuído mesmo por todos.
Mas, pelos vistos, o "mister" estava de férias na altura. Provavelmente com algum pai de santo, a tentar exorcizar a estupidez que lhe habita o terceiro andar.
Acho que o erro se ficou a dever à estranha mania que tenho de julgar que o bom senso foi, com maior ou menor "granus salis", distribuído mesmo por todos.
Mas, pelos vistos, o "mister" estava de férias na altura. Provavelmente com algum pai de santo, a tentar exorcizar a estupidez que lhe habita o terceiro andar.
CORRECÇÃO
Afinal tinham razão os alucinados que afirmavam que o Eriksson vinha, novamente, para Portugal.
Chega hoje, com a selecção inglesa, para o estágio pré-mundial.
domingo, maio 14, 2006
MALANDRO
NORMALIDADE
Mais uma tarde normal, com a Taça conquistada pelo FC Porto.
Houve justiça, exactamente como há um ano, quando o Setúbal venceu.
Houve justiça, exactamente como há um ano, quando o Setúbal venceu.
E a normalidade foi tão grande que os isentos comentadores que a RTP escalonou, com destaque para o inigualável (em inompetência) Gabriel Alves, não conseguiram ver nem comentar três, repito, TRÊS, penalties que ficaram por marcar contra o Setúbal, e que poriam justiça no resultado.
P.S. Meia hora depois da primeira parte deste post, num resumo assinado por um grande jornalistas da RTP, de nome Jorge Lopes, os três penalties foram bem sublinhados. Para vergonha das duas abéculas que estiveram em directo.
(corrigido)
sexta-feira, maio 12, 2006
BET AND... SCOLARI
As minhas apostas sobre as escolhas de Scolari, a anunciar segunda-feira, são
Guarda Redes
Ricardo
Quim
Bruno Vale
Defesas:
Paulo Ferreira
Miguel
Caneira
Nuno Valente
Ricardo Carvalho
Fernando Meira
Tonel
Meio-campo
Deco
Maniche
Costinha
Petit
Hugo Viana
Tiago
Ataque:
Pauleta
Nuno Gomes
Simão
Ronaldo
Figo
Postiga
Quaresma
Não estou de acordo com:
Quim: Não só não joga como qualquer um dos três eleito é pior que Vítor Baía que só uma birra de Scolari continua a afastar da selecção
Pedro Emanuel seria precioso no eixo da defesa
Costinha: Não joga há meses. Já não tem pulmão. E em Portugal há um trinco que vai ser o que Costinha já foi: Custódio. Merecia a chamada
Hugo Viana: Não tem lugar nem no Valência.
Postiga: João Tomás deu muita mais provas da capacidade goleadora, de saber ser decisivo quando é preciso. Postiga é ( pergunto-me se não será eternamente) uma promessa
Guarda Redes
Ricardo
Quim
Bruno Vale
Defesas:
Paulo Ferreira
Miguel
Caneira
Nuno Valente
Ricardo Carvalho
Fernando Meira
Tonel
Meio-campo
Deco
Maniche
Costinha
Petit
Hugo Viana
Tiago
Ataque:
Pauleta
Nuno Gomes
Simão
Ronaldo
Figo
Postiga
Quaresma
Não estou de acordo com:
Quim: Não só não joga como qualquer um dos três eleito é pior que Vítor Baía que só uma birra de Scolari continua a afastar da selecção
Pedro Emanuel seria precioso no eixo da defesa
Costinha: Não joga há meses. Já não tem pulmão. E em Portugal há um trinco que vai ser o que Costinha já foi: Custódio. Merecia a chamada
Hugo Viana: Não tem lugar nem no Valência.
Postiga: João Tomás deu muita mais provas da capacidade goleadora, de saber ser decisivo quando é preciso. Postiga é ( pergunto-me se não será eternamente) uma promessa
quinta-feira, maio 11, 2006
DÚVIDAS METÓDICAS
Será que somos compensados pelo esforço de levarmos uma vida de regras, subjugando-nos ao politicamente correcto, ao bilogicamente adequado, com intuito de, sacrificando agora, tentarmos prolongar a estadia futura?Ou valerá antes a pena usar e abusar dos benefícios mundanos, procurando uma felicidade de momentos diários, ainda que o preço seja que a providência, seja ela divina ou terrena, resolva, mais cedo do que determinam as estatísticas, dizer que chegou a hora?
REALITY SHOW
A propaganda do Governo fez efeito boomerang. Foi, rodou e estourou-se na cabeça de quem promete antes de fazer.
Era escusado aquele anúncio do Ministro Pinho, junto ao Patrick Monteiro de Barros, há meia dúzia de meses a anunciar um projecto que estava na cara que não vingava, para agora ter que vir, com ar de sonso, dizer que o caderno de encargos não foi cumprido.
Não tenho dúvidas que a maioria dos projectos anunciados pelo Governo, normalmente em dia após a ter aumentado mais um imposto (segue-se, outra vez, o que incide sobre os combustíveis) não vão passar de ideias por fecundar.
Espero é que a pompa e circunstância com que foram anunciados não permitam o esquecimento, na hora em que forem julgados por uma governação que é 50% certa e 50% "reality show".
INSANIDADE
Começa o delírio.
É que se está mesmo a ver o Erickson a fazer um descontinho no ordenado, aí de uns 75% ou 80%, só para ter a honra de vir treinar o "glorioso".
É que não se enxergam...
É que se está mesmo a ver o Erickson a fazer um descontinho no ordenado, aí de uns 75% ou 80%, só para ter a honra de vir treinar o "glorioso".
É que não se enxergam...
segunda-feira, maio 08, 2006
PAULINHO
O frangalho político em que se transformou o PP (ou será CDS? ou beatério das múmias?) depois do congresso leva-me a pensar que não vai demorar um ano até que o Paulinho volte a assaltar o poder.
A forma descarada como manipulou o congresso pelo telemóvel (na próxima entrevista vai de certeza dizer que passou o fim-de-semana enfiado numa sala de cinema), a sede de poder que tem, e a forma como o inapto do Ribeiro e Castro se pôs a jeito está mesmo a pedir o regresso sebastianista. E o paulinho gosta tanto de nevoeiro...
A forma descarada como manipulou o congresso pelo telemóvel (na próxima entrevista vai de certeza dizer que passou o fim-de-semana enfiado numa sala de cinema), a sede de poder que tem, e a forma como o inapto do Ribeiro e Castro se pôs a jeito está mesmo a pedir o regresso sebastianista. E o paulinho gosta tanto de nevoeiro...
domingo, maio 07, 2006
KOEMAN
Um último pedido da época: Sr. Koeman, fique, por favor.
Prometemos que aqui no Porto fazemos uma colecta mensal para que o tinto não lhe falte.
Prometemos que aqui no Porto fazemos uma colecta mensal para que o tinto não lhe falte.
ACOLHIMENTO
Guterres, o inefável ex-Primeiro Ministro Português, hoje a desempenhar funções que ninguém sabe bem para que servem (ou o que faz) afirmou que a Europa deveria continuar a ser um continente de acolhimento de gente fugida dos seus paises.
No estado em que as economias europeias se encontram, e sem que se vislumbrem melhoras, numa momento em que o ostracismo racial está vivo como a cal nas sociedade europeias, em que a falta de emprego vais condenar à miséria os que "são de fora", em que as clivagens sociais estão a transformar as principais cidades europeis verdadeiros guetos ao melhor estilo do "Harlém", uma afirmação como esta só pode ter uma de duas explicações: ou é aquele beatismo crónico que parece caracterizar Guterres a pensar que tudo se há-de resolver com a bondade e misericórdia de Deus ou, definitivamente, o homem é inimputável, e só não recebeu ainda a notificação porque tem andado muito por fora.
No estado em que as economias europeias se encontram, e sem que se vislumbrem melhoras, numa momento em que o ostracismo racial está vivo como a cal nas sociedade europeias, em que a falta de emprego vais condenar à miséria os que "são de fora", em que as clivagens sociais estão a transformar as principais cidades europeis verdadeiros guetos ao melhor estilo do "Harlém", uma afirmação como esta só pode ter uma de duas explicações: ou é aquele beatismo crónico que parece caracterizar Guterres a pensar que tudo se há-de resolver com a bondade e misericórdia de Deus ou, definitivamente, o homem é inimputável, e só não recebeu ainda a notificação porque tem andado muito por fora.
sábado, maio 06, 2006
NORTADA
São 21 h, e o último jogo do FC Porto no campeonato terminou há uma hora.
Com a isenção habitual, o Telejornal da RTP abriu o deporto com o Benfica, seguiu-se o Sporting e depois, sem imagens, o locutor liitou-se a gaguejar o resultado do encontro do Bessa.
Lembramo-nos que, há um ano, um título valeu o país parado, aberturas de telejornais durante dias, reportagens e análise até ao vómito.
É desta "coerência" que se alimentam os títulos do FC Porto. E quanto maior for o ostracismo, mais saborosas as vitórias.
Com a isenção habitual, o Telejornal da RTP abriu o deporto com o Benfica, seguiu-se o Sporting e depois, sem imagens, o locutor liitou-se a gaguejar o resultado do encontro do Bessa.
Lembramo-nos que, há um ano, um título valeu o país parado, aberturas de telejornais durante dias, reportagens e análise até ao vómito.
É desta "coerência" que se alimentam os títulos do FC Porto. E quanto maior for o ostracismo, mais saborosas as vitórias.
quarta-feira, maio 03, 2006
SOL
Esperemos que este SOL não seja um mero ressabiamento jornalístico, de quem não sabe sair de cena quando é a sua hora, mas que constitua antes uma alternativa ao decadente (e defunto) Expresso, a quem se auguram dias muito dificeis.
Esperemos, também, que não seja apenas um veículo propagandístico, de quem quer pela força dos cifrões comprar Portugal a retalho.
Curioso, ou talvez não, o facto de não ter sido anunciado (e a imprensa está branda e não coloca cenários, como é seu hábito) sobre quem está a sustentar JAS.
Daqui vai um palpite: P.T.P.?
Sim sim, o da Opus. E da OPA
Ah, é verdade, também é do BCP.
Esperemos, também, que não seja apenas um veículo propagandístico, de quem quer pela força dos cifrões comprar Portugal a retalho.
Curioso, ou talvez não, o facto de não ter sido anunciado (e a imprensa está branda e não coloca cenários, como é seu hábito) sobre quem está a sustentar JAS.
Daqui vai um palpite: P.T.P.?
Sim sim, o da Opus. E da OPA
Ah, é verdade, também é do BCP.
domingo, abril 30, 2006
sábado, abril 29, 2006
ADOPÇÃO
Cavaco fala na inclusão.
Pergunto se não será incluir ultrapassar, de uma vez por toda, a miserável Lei da adopção (recordam-se, a inconsequente Celeste cardona, aquando da sua actuação circense na justiça, disse que ía resolver o problema com um quadro legal moderno), e evitar os números que agora vieram a público: em 2005 havia mais crianças a precisarem de ser adoptadas. Mais casais a pretenderem adoptar. Mas menos processos deferidos.
É nisto que se vê o nosso terceiro-mundismo.
Mais uma vez Torga: "Não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada".
CITANDO
"O que os relatórios divulgados a semana passada nos dizem não é que o governo esteja a governar mal ou bem. É que o país perdeu o juízo. E, quando um país perde o juízo, tudo o resto se pode perder, por acréscimo"
Miguel Sousa Tavares, O Expresso.
sexta-feira, abril 28, 2006
CONTADOR
O conta-euros anda sucessivamente mais depressa que o conta-litros de gasóleo.
Não estava habituado.
Não estava habituado.
Definitivamente, o colapso vai passar por aqui.
THE MALL
Brasília.
Dallas.
STOP
Norte-Shopping
Arrábida-Shopping
Gaia-Shopping
Maia-Shopping
Parque Nascente
Dolce-Vita e
Londres, Antas, e tantos, tantos outros.
São nomes de centros comerciais, que nos últimos 20 anos cresceram como cogumelos no Porto e arredores.
À medida que abrem os novos, os velhos entram em crise profunda e ou fecham (Dallas) ou transformam-se em antros, só apetecíveis ao que de mais marginal a sociedade consegue parir.
O exemplo do Porto espalha-se por todo o país, com as Câmaras ávidas pelos euritos dos licenciamentos, marimbando-se, pura e simplesmente, para o futuro de quem investe, para a degradação daquelas zonas das cidades, para a desordem que aqueles monstros fechados ou povoados por cafés de quinta categoria constituem.
O que se está a fazer em Coimbra (a construção do centro Sonae, depois de ter aberto o Dolce Vita) só não constitui escândalo para quem não conhece a realidade económica e social da cidade.
Dallas.
STOP
Norte-Shopping
Arrábida-Shopping
Gaia-Shopping
Maia-Shopping
Parque Nascente
Dolce-Vita e
Londres, Antas, e tantos, tantos outros.
São nomes de centros comerciais, que nos últimos 20 anos cresceram como cogumelos no Porto e arredores.
À medida que abrem os novos, os velhos entram em crise profunda e ou fecham (Dallas) ou transformam-se em antros, só apetecíveis ao que de mais marginal a sociedade consegue parir.
O exemplo do Porto espalha-se por todo o país, com as Câmaras ávidas pelos euritos dos licenciamentos, marimbando-se, pura e simplesmente, para o futuro de quem investe, para a degradação daquelas zonas das cidades, para a desordem que aqueles monstros fechados ou povoados por cafés de quinta categoria constituem.
O que se está a fazer em Coimbra (a construção do centro Sonae, depois de ter aberto o Dolce Vita) só não constitui escândalo para quem não conhece a realidade económica e social da cidade.
Hoje os centros comerciais não são mais do que o espelho daquilo em que se transformou o mercado imobiliário nacional: sôfrego e vândalo, alimentado a nacos de corrupção que vão do topo do poder político ao empreiteiro mais miserável da praça.
PATRÃO
Scolari vai embora depois do Mundial.
Não é que deixe saudades, já que é o principal responsável pelo acentuar de fracturas do Portugal futebolístico (e não só), mas anunciá-lo a dois meses do mais importante compromisso que o trouxe até cá, sem consequências, é do mais miserável que tenho visto.
A inépcia do Madail já há muito é conhecida (sobretudo depois das 20h).
Mas um patrão que se baixa assim a um assalariado, o vê cometer uma infracção de tal modo grave (motivadora da justa causa de despedimento) impávido é um patrão que bem merecia um outro Código do Trabalho: aquele que instituísse o despedimento, também com justa causa, só que do patronato.
Não é que deixe saudades, já que é o principal responsável pelo acentuar de fracturas do Portugal futebolístico (e não só), mas anunciá-lo a dois meses do mais importante compromisso que o trouxe até cá, sem consequências, é do mais miserável que tenho visto.
A inépcia do Madail já há muito é conhecida (sobretudo depois das 20h).
Mas um patrão que se baixa assim a um assalariado, o vê cometer uma infracção de tal modo grave (motivadora da justa causa de despedimento) impávido é um patrão que bem merecia um outro Código do Trabalho: aquele que instituísse o despedimento, também com justa causa, só que do patronato.
quarta-feira, abril 26, 2006
COERÊNCIA
O princípio da coerência (que não deve ser confundido com teimosia) é aquele que mais me norteia.
Podia vir a propósito de muitas outras coisas, mas invoco-o agora tendo o título do FC Porto como pano de fundo.
A conquista é incontestável, esmagadora (e o número de pontos de diferença para o segundo diz tudo).
Mas já o disse várias vezes e repito-o: o futebol de Adriaanse não convence ninguém (é certo que dá para vencer um campeonato aqui no jardim da Europa) e dentro de cinco meses, quando voltarmos à Europa do futebol, e nos defrontarmos com os Artmédias que nos sairem em sorte, vamos todos voltar a repeti-lo.
Para mim o homem nunca foi uma besta (é apenas uma pessoa de meia idade que veio para um grande clube aprender a trabalhar e vencer pela primeira vez na vida).
E não será um título que fará dele bestial.
Podia vir a propósito de muitas outras coisas, mas invoco-o agora tendo o título do FC Porto como pano de fundo.
A conquista é incontestável, esmagadora (e o número de pontos de diferença para o segundo diz tudo).
Mas já o disse várias vezes e repito-o: o futebol de Adriaanse não convence ninguém (é certo que dá para vencer um campeonato aqui no jardim da Europa) e dentro de cinco meses, quando voltarmos à Europa do futebol, e nos defrontarmos com os Artmédias que nos sairem em sorte, vamos todos voltar a repeti-lo.
Para mim o homem nunca foi uma besta (é apenas uma pessoa de meia idade que veio para um grande clube aprender a trabalhar e vencer pela primeira vez na vida).
E não será um título que fará dele bestial.
quinta-feira, abril 20, 2006
ENCHARCADA
Sinosite, disse-me ela. Com crise aguda.
Truncla, não fez por menos.
Vai daí veio o Xyzal, o Nexum, o Neo-Sinefrina, o Proflox, o Medrol, o Nasomet.
Chiça.
Pareço uma encharcada... de químicos.
Truncla, não fez por menos.
Vai daí veio o Xyzal, o Nexum, o Neo-Sinefrina, o Proflox, o Medrol, o Nasomet.
Chiça.
Pareço uma encharcada... de químicos.
PORQUE DESEJO O INSUCESSO DA OPA DO BCP SOBRE O BPI
Porque o Paulo Teixeira Pinto é da Opus Dei.
Porque a Opus Dei gosta do PTP.
Porque o PTP vai todos os dias à missinha.
Porque tenho ganas contra o centralismo exacerbado.
Porque o BPI é o último banco do norte.
Porque o BCP já nos roubou o BPA.
Porque a concentração só pode trazer desvantagens.
Porque sou contra as mega-estruturas (quanto mais gordo mais ineficiente).
Porque a competivividade entre bancos é saudável a nós, seus utilizadores.
Porque o BPI até é um banco eficiente.
Porque o Santos Silva é um Senhor.
Porque o SS não é beato.
Porque o SS não anda com o tercinho na mão a pregar o bom samaritanismo.
Porque quanto mais concentrarmos as nossas empresas mais apeteciveis elas se tornarão aos sangue sugas.
Porque as coisas estão bem como estão.
Porque não gosto de vampirismos.
Porque levará ao desemprego mais umas centenas de trabalhadores.
Porque apenas servirá para aumentar, ainda mais, os já fartos proveitos do BCP.
Porque apenas serivirá para alimentar o ego de uns quantos gestores.
Porque sim.
Porque a Opus Dei gosta do PTP.
Porque o PTP vai todos os dias à missinha.
Porque tenho ganas contra o centralismo exacerbado.
Porque o BPI é o último banco do norte.
Porque o BCP já nos roubou o BPA.
Porque a concentração só pode trazer desvantagens.
Porque sou contra as mega-estruturas (quanto mais gordo mais ineficiente).
Porque a competivividade entre bancos é saudável a nós, seus utilizadores.
Porque o BPI até é um banco eficiente.
Porque o Santos Silva é um Senhor.
Porque o SS não é beato.
Porque o SS não anda com o tercinho na mão a pregar o bom samaritanismo.
Porque quanto mais concentrarmos as nossas empresas mais apeteciveis elas se tornarão aos sangue sugas.
Porque as coisas estão bem como estão.
Porque não gosto de vampirismos.
Porque levará ao desemprego mais umas centenas de trabalhadores.
Porque apenas servirá para aumentar, ainda mais, os já fartos proveitos do BCP.
Porque apenas serivirá para alimentar o ego de uns quantos gestores.
Porque sim.
quarta-feira, abril 19, 2006
UNIÃO
Segundo dados do INE (mas parecem do INEM, tal o coma que traduzem) em Março existiam 45 000 licenciados desempregados em Portugal.
Sucede que o imperialismo dos números diz que ainda não estamos ao nível da média comunitária (de licenciados).
Consequentemente, há que continuar a alimentar a demência iniciada no Guterrismo, de licenciar a torto e a direito gestores, juristas, arquitectos, jornalistas, historiadores, geógrafos, linguístas, economistas, "relacionados internacionais", psicólogos, filósofos, matemáticos, etc.etc.etc.
Há que continuar a licenciar universidades e a aprovar cursos.
É preciso é "entrarmos no pelotão", irmos para a cabeça do touro, chegarmos ao estafermo das médias comunitárias.
Nem que isso nos custe o país.
É o preço da União.
Sucede que o imperialismo dos números diz que ainda não estamos ao nível da média comunitária (de licenciados).
Consequentemente, há que continuar a alimentar a demência iniciada no Guterrismo, de licenciar a torto e a direito gestores, juristas, arquitectos, jornalistas, historiadores, geógrafos, linguístas, economistas, "relacionados internacionais", psicólogos, filósofos, matemáticos, etc.etc.etc.
Há que continuar a licenciar universidades e a aprovar cursos.
É preciso é "entrarmos no pelotão", irmos para a cabeça do touro, chegarmos ao estafermo das médias comunitárias.
Nem que isso nos custe o país.
É o preço da União.
terça-feira, abril 18, 2006
PREOCUPAÇÕES
Petróleo.
72 dólares o barril.
Penso que ninguém saberá ao certo as verdadeiras repercussões que a subida do crude terá na nossa economia, em particular, e na mundial, em geral.
Mas creio não andar muito longe da verdade ao dizer que reside no seu preço a origem do grande conflito do século XXI.
72 dólares o barril.
Penso que ninguém saberá ao certo as verdadeiras repercussões que a subida do crude terá na nossa economia, em particular, e na mundial, em geral.
Mas creio não andar muito longe da verdade ao dizer que reside no seu preço a origem do grande conflito do século XXI.
domingo, abril 16, 2006
SAUDADES
Tenho saudades do tempo em que o primeiro foguete me acordava, dando conta da saída do compasso. Do frenesim que então tomava conta da minha avó nos preparativos para a missa. Da ânsia da visita do compasso. Do ritual da mesa, vestida a preceito para o dia. Do almoço de borrego ou cabrito, de que nunca fui especial adepto, mas que comia com o gosto de estar a cumprir a tradição. E das pétalas e verdes que cobriam o lajedo da entrada, para receber o Senhor Abade.
Tenho saudades do tempo em que ainda tive o privilégio de viver os rituais que nos dão muito da nossa identidade.
sábado, abril 15, 2006
quinta-feira, abril 13, 2006
RECEITA
Informam-se os subscritores das abjectas mensagens que povoaram o estado crítico na última semana que as conclusões, simultaneamente sociológicas/psicológicas que os posts visavam foram plenamente atingidas.
Dentro de dias uma equipa de peritos deixará aqui as conclusões sobre a análise das espécies raras que aqui aterraram.
A partir desta data o terminal do esgoto vira-se para aqui (onde poderão continuar a livremente evacuar). Ou, se preferirem, podem ir para aqui, onde não deixarão de ter a atenção de que manifestamente carecem.
Dentro de dias uma equipa de peritos deixará aqui as conclusões sobre a análise das espécies raras que aqui aterraram.
A partir desta data o terminal do esgoto vira-se para aqui (onde poderão continuar a livremente evacuar). Ou, se preferirem, podem ir para aqui, onde não deixarão de ter a atenção de que manifestamente carecem.
segunda-feira, abril 10, 2006
RESSURREIÇÃO
Ando a pensar ressuscitá-lo.
Aproveito a quadra, que é propícia, e isto por aqui sempre fica menos conspurcado.
Aproveito a quadra, que é propícia, e isto por aqui sempre fica menos conspurcado.
ESCLARECIMENTO
Aos menos versados, um esclarecimento:
Os comentários (boçais, ordinários, sem nível) que vêm povoando as caixas deste blog devem-se a uma doença crónica, característica da 2ª circular e dá pelas iniciais: AVI (Acidente Vascular Intelectual).
Trata-se de uma patologia facilmente detectável, batando perguntar ao energúmeno:
P - Por que clube é que "troces"?
A resposta é normalmente precedida de um strip, em que se põe em cuecas (ceroulas no inverno), fala de história antiga (para justificar a preferência), alguns hics. hics pelo meio (é natural, a sede...) e, no fim, consegue balbuciar (algo que raramente percebemos).
No hospital e nos tribunais chamam-lhes inimputáveis.
Cá fora são isto que a gente vê.
Os comentários (boçais, ordinários, sem nível) que vêm povoando as caixas deste blog devem-se a uma doença crónica, característica da 2ª circular e dá pelas iniciais: AVI (Acidente Vascular Intelectual).
Trata-se de uma patologia facilmente detectável, batando perguntar ao energúmeno:
P - Por que clube é que "troces"?
A resposta é normalmente precedida de um strip, em que se põe em cuecas (ceroulas no inverno), fala de história antiga (para justificar a preferência), alguns hics. hics pelo meio (é natural, a sede...) e, no fim, consegue balbuciar (algo que raramente percebemos).
No hospital e nos tribunais chamam-lhes inimputáveis.
Cá fora são isto que a gente vê.
EXMO.
É minha aluna há cerca de três semanas, num MBA (como agora se diz em Português).
Entendeu por bem colocar-me uma questão via e mail.
Começou assim: "Caro Professor".
No meu tempo, era na escola primária que se aprendia que, quando nos dirigiamos a uma pessoas em termos não pessoais era por Senhor(a) que a tratavamos. Precedida, obviamente, do Exmo.
Não era por "Caro", "Querido" ou afins.
De ano para ano vejo-os a escrever pior, a saber menos, a explicarem-se ainda pior (mais mal como diria o Petit e alguns pós-graduados).
Mas, nos dias que correm, o que conta é ser-se bastante "tecnológico" e arranhar estrangeiro.
domingo, abril 09, 2006
EMANUEL
Dizem na TV que Emanuel, que encheu o Coliseu no fim de semana, tem formação em guitarra clássica.
Que passou anos a ensinar alunos.
Que passou anos a ensinar alunos.
Então percebi a razão da falta de tradição nacional na lide do instrumento.
SAPO
Seis minutos de descontos...
Chega a meter nojo tanta a falta de vergonha, decoro, isenção.
O descaramento é tanto que já não escondem.
Mesmo assim não passam de terceiro.
Imagine-se onde estariam se não fossem os "almoços" no sapo. Os sapos que não engoliriam.
Chega a meter nojo tanta a falta de vergonha, decoro, isenção.
O descaramento é tanto que já não escondem.
Mesmo assim não passam de terceiro.
Imagine-se onde estariam se não fossem os "almoços" no sapo. Os sapos que não engoliriam.
EXCELÊNCIA
Maria José Morgado vai hoje ao diga lá excelência.
Excelência? Quem? Está nivelada por baixo a lingua portuguesa.
Uma advertência: mude de canal, não veja.
Aquele ressabiamento ainda se pega.
Excelência? Quem? Está nivelada por baixo a lingua portuguesa.
Uma advertência: mude de canal, não veja.
Aquele ressabiamento ainda se pega.
NOTAS
Algumas notas sobre o encontro de ontem:
1. Não é por Adriaanse ter vencido um encontro miserável feito pelas duas equipas que mudo de opinião: ponham-no na rua. Aquilo não é futebol. É corrida atrás da bola.
2. Não foi menos miserável a arbitragem. Uma camioneta de cartões amarelos ( e dois vermelhos) num jogo quase sem casos mostram a qualidade do cromo Duarte.
3. Foi clara a intenção do dito Duarte empurrar o norte para as cordas. Mas acabou enforcado no laço.
4. Tendencioso, pobre e revelador da qualidade da classe, o tratamento jornalístico dado à vitória. Falam de derrota (claro, da deles próprios), da possibilidade dos vermelhos (perdão, encarnados) se chegarem à luta pela Champions. Mas engolem em seco para dizerem o óbvio: o FC Porto está às portas do título.
5. Serenidade, muita serenidade na vitória. Afinal, já é um hábito que só a custo de roubos de igreja não se repetiu o ano passado.
1. Não é por Adriaanse ter vencido um encontro miserável feito pelas duas equipas que mudo de opinião: ponham-no na rua. Aquilo não é futebol. É corrida atrás da bola.
2. Não foi menos miserável a arbitragem. Uma camioneta de cartões amarelos ( e dois vermelhos) num jogo quase sem casos mostram a qualidade do cromo Duarte.
3. Foi clara a intenção do dito Duarte empurrar o norte para as cordas. Mas acabou enforcado no laço.
4. Tendencioso, pobre e revelador da qualidade da classe, o tratamento jornalístico dado à vitória. Falam de derrota (claro, da deles próprios), da possibilidade dos vermelhos (perdão, encarnados) se chegarem à luta pela Champions. Mas engolem em seco para dizerem o óbvio: o FC Porto está às portas do título.
5. Serenidade, muita serenidade na vitória. Afinal, já é um hábito que só a custo de roubos de igreja não se repetiu o ano passado.
TRUCES
Hoje, e se vencerem, não deixaremos de ver alguns dos indefectiveis da 2ª circular aos saltos, em "truces", imitando o seu inefável presidente aquando da inolvidável vitória de futsal, há duas épocas atrás, assim meios chaladinhos, por estarem apenas a dois pontos dos cromos do lá de lá da circular.
Quando a auto-estima está tão por baixo, aspirar a chegar em segundo na única prova que sobra até sabe a banquete.
Quando a auto-estima está tão por baixo, aspirar a chegar em segundo na única prova que sobra até sabe a banquete.
Deviam era criar uma campeonato só do lado esquerdo (ou direito, consoante o sentido de marcha) da dita circular. Enquanto lá não criassem outro clube, pelo menos teriam a certeza de ganhar algum coisa.
sábado, abril 08, 2006
ADIVINHA
Já agora, aos animadores anónimos, se quiserem podem usar o telemóvel para as descargas:
O nº é: 9?4?28296.
O nº é: 9?4?28296.
É só deitarem-se a adivinhar as duas interrogações e tumba, "bute" a insultar o gajo em directo. E o vivo se o 3G já aí tiver chegado.
VAI UM AÇAIME?
Assim, sem querer, descobriu-se que este blog devia ser candidato a estatuto de utilidade pública.
Afinal, e a julgar por alguns dos últimos comentários, está demonstrado que permite a descarga de bilis de uns quantos energúmenos, de uma ou outra abécula de viveiro mas, sobretudo, de muito asno.
Mas, com os juros a subir, o clube a perder, o vinho mais caro, o desemprego a aumentar e, sobretudo, a emancipação da mulher (já não é como era antes, em que derrota do glorioso era molho certo), há que perceber, tolerar e ajudar... com mais um ou outro post que os leve ao delírio. Afinal, já não há mais nada que os leve...
Afinal, e a julgar por alguns dos últimos comentários, está demonstrado que permite a descarga de bilis de uns quantos energúmenos, de uma ou outra abécula de viveiro mas, sobretudo, de muito asno.
Mas, com os juros a subir, o clube a perder, o vinho mais caro, o desemprego a aumentar e, sobretudo, a emancipação da mulher (já não é como era antes, em que derrota do glorioso era molho certo), há que perceber, tolerar e ajudar... com mais um ou outro post que os leve ao delírio. Afinal, já não há mais nada que os leve...
sexta-feira, abril 07, 2006
Verde e Vermelho
Durante o estado novo floresceram em Portugal duas instituições que se tornaram assim numas espécies de abonos sociais da nação.
Uma, mais destinada a anestesiar Belarminos, Alcinos e Tó-Zés. Não se lhe pode chamar ópio do povo porque a substância em si é cara (e nobre) para classificar o produto final. Chamemos-lhe antes a “pinga” do povo, pois é mais o tinto carrascão e aldrabado que os seus adeptos preferem.
A outra claramente vocacionada para os Tomás, os Bernardos e os Afonsos, também não será ópio. É mais “Cutty Sark on the rocks”, com algumas derivações para a pastilha.
Separados por uma rua, o movimento da mesma ilustra bem a distância que as separa.
É a mesma que divide o povo da burguesia, os betos da ralé, o roto do armani.
Uns é mais faduncho, bairro alto e alfama, meretrizes de cabaré. Labutam no óleo e nas pedreiras, animam-se com uma boa sessãozinha de porrada saloia e elegem para o poder na instituição qualquer labrego que lhe prometa títulos.
Outros é mais “project finance”, gravatas berrantes e lenços com folhos. Muito snobs, só tomam (não bebem, tomam) “drinks” amarelos no elefante branco. Isto é, comem do mesmo mas mais limpinho. Não elegem para o poder os mesmos labregos. Mas elegem idênticos vendedores de banha (cobra ou outra).
Floresceram com um intuito: alternarem (não, não nesse contexto) no poder, ora ganhando um, ora ganhando outro, género: um dia ri o roto, no outro o seu patrão.
Foi esta a lógica.
Até que os malditos nortenhos se meteram no caminho...e fizeram da lógica uma batata. Podre.
Uma, mais destinada a anestesiar Belarminos, Alcinos e Tó-Zés. Não se lhe pode chamar ópio do povo porque a substância em si é cara (e nobre) para classificar o produto final. Chamemos-lhe antes a “pinga” do povo, pois é mais o tinto carrascão e aldrabado que os seus adeptos preferem.
A outra claramente vocacionada para os Tomás, os Bernardos e os Afonsos, também não será ópio. É mais “Cutty Sark on the rocks”, com algumas derivações para a pastilha.
Separados por uma rua, o movimento da mesma ilustra bem a distância que as separa.
É a mesma que divide o povo da burguesia, os betos da ralé, o roto do armani.
Uns é mais faduncho, bairro alto e alfama, meretrizes de cabaré. Labutam no óleo e nas pedreiras, animam-se com uma boa sessãozinha de porrada saloia e elegem para o poder na instituição qualquer labrego que lhe prometa títulos.
Outros é mais “project finance”, gravatas berrantes e lenços com folhos. Muito snobs, só tomam (não bebem, tomam) “drinks” amarelos no elefante branco. Isto é, comem do mesmo mas mais limpinho. Não elegem para o poder os mesmos labregos. Mas elegem idênticos vendedores de banha (cobra ou outra).
Floresceram com um intuito: alternarem (não, não nesse contexto) no poder, ora ganhando um, ora ganhando outro, género: um dia ri o roto, no outro o seu patrão.
Foi esta a lógica.
Até que os malditos nortenhos se meteram no caminho...e fizeram da lógica uma batata. Podre.
quarta-feira, abril 05, 2006
ALÍVIO
Foi-se a auto-estima nacional.
90 minutos e esbaldou-se a bebedeira colectiva.
Enfim, regressamos à normalidade: os vermelhos perdem; eu durmo mais sossegado; algumas venerandas esposas é que talvez não.
Falemos é de coisas sériaS: venha o Sporting-FC Porto.
Uma muiiiiiittttoooooooo boa noite.
MENOS MAL
1-0 ao intervalo mas, a bem ser, se justiça houvesse, estava já por 3.
Mas há que não perder a esperança: ainda há 45 minutos para gozar, tal a desorientação, a falta de tino dos lampiões.
Rezo para que o Beto, esse enorme troca pernas, e o Petit, caceteiro mor da república, se mantenham em campo.
E que não entre o Karagounis, um dos poucos lampiões que sabe falar com a bola sem ser a cuspir-lhe.
Mas há que não perder a esperança: ainda há 45 minutos para gozar, tal a desorientação, a falta de tino dos lampiões.
Rezo para que o Beto, esse enorme troca pernas, e o Petit, caceteiro mor da república, se mantenham em campo.
E que não entre o Karagounis, um dos poucos lampiões que sabe falar com a bola sem ser a cuspir-lhe.
DESIDERATO
Bem, está na hora de cumprir o desiderato de um dia feio, cinzento, chuvoso:
IR PARA CASA VER O BENFICA PERDER.
Só assim o sol raiaria, ainda que fosse noite.
IR PARA CASA VER O BENFICA PERDER.
Só assim o sol raiaria, ainda que fosse noite.
ORELHAS MOUCAS
A coerência do universo benfiquista (que ainda hoje o inefável orelhudo propala aos quatro ventos e a que o jornais deram eco) é de tal modo que, depois de se terem atirado ao ar com o panaltie que ficou por marcar na primeira mão da Liga dos Campeões (mão de Thiago Motta na área do Barça) ficaram calados como ratos face aos dois penalties escandalosamente roubados ao Beleneneses no último jogo do campeonato em que o adversário foi... o Benfica.
E quando até o próprio árbitro admite que errou (devia rimar com a palavra mas era mais ROUBOU, porque erros daqueles nunca são inocentes), em entrevista dada aqui, pergunto quando é que as duas jarras que comandam o leme da nau vêm a público assumir o seu favorecimento.
Vieira e Veiga são, há muito tempo, dois claros casos de polícia.
E, quando um dia sairem do clube, com um TIR de kits por vender e o clube hipotecado por mais 30 anos, certamente não deixarão de receber, como o Vale que os antecedeu, uma visitinha dos amigos da Maria José Morgado.
Desse momento docinho ninguém me vai privar...
E quando até o próprio árbitro admite que errou (devia rimar com a palavra mas era mais ROUBOU, porque erros daqueles nunca são inocentes), em entrevista dada aqui, pergunto quando é que as duas jarras que comandam o leme da nau vêm a público assumir o seu favorecimento.
Vieira e Veiga são, há muito tempo, dois claros casos de polícia.
E, quando um dia sairem do clube, com um TIR de kits por vender e o clube hipotecado por mais 30 anos, certamente não deixarão de receber, como o Vale que os antecedeu, uma visitinha dos amigos da Maria José Morgado.
Desse momento docinho ninguém me vai privar...
CAMA FEITA
Já está: a cama está feita.
Os "coerentes" mandantes do Conselho de Arbitragem nacional, contra todas as indicações anteriores, contra todas as vozes (menos a do Sporting), contra todas as expectativas, nomearam para o jogo de sábado um árbitro de... LISBOA.
O descaramento, por vezes, não tem mesmo limites.
Deve ser o tal sistema com que o "velhinho" se engasgava de cada vez que lhe encostavam um microfone às barbas.
Os "coerentes" mandantes do Conselho de Arbitragem nacional, contra todas as indicações anteriores, contra todas as vozes (menos a do Sporting), contra todas as expectativas, nomearam para o jogo de sábado um árbitro de... LISBOA.
O descaramento, por vezes, não tem mesmo limites.
Deve ser o tal sistema com que o "velhinho" se engasgava de cada vez que lhe encostavam um microfone às barbas.
terça-feira, abril 04, 2006
CB
O CB (não, não é CCB que nós aqui pela província não temos megalomanias dessas), também conhecido por Cinema Batalha, reabriu. Com um muito bom concerto, diga-se, de uma nova voz brasileira, Ive Mendes.
Tive o privilégio de estar presente no renascimento de uma das mais emblemáticas casas de espectáculo do Porto, ali mesmo, no coração da Baixa.
E já lá voltei, pois para além da sala de espectáculos, os corredores são animados, diariamente, por Djs, numa tentativa de fazer durar esta segunda vida.
Pensava fazer um post.
sábado, abril 01, 2006
MODAS
Qualquer dia mato o crítico.
Assim, a sangue frio, rebento com mais de um ano de posts.
Não que me apeteça, não senhor.
Mas é bem. É chique assassinar um blog e começar outro.
Novo template. Novo nome. Nova alma. Mas as performances de sempre.
É muito de modas esta coisa da blogosfera.
Assim, a sangue frio, rebento com mais de um ano de posts.
Não que me apeteça, não senhor.
Mas é bem. É chique assassinar um blog e começar outro.
Novo template. Novo nome. Nova alma. Mas as performances de sempre.
É muito de modas esta coisa da blogosfera.
FASHION
Ora inaugura-se uma nova era aqui no crítico: dos textos justificados. Fica mais limpinho, mais formatado, com ar mais PP. Numa palavra, mais "fashion".
sexta-feira, março 31, 2006
MARIA JOSÉ
Aquela senhora que só corre por causas, e que também é impoluta, foi só correrem os primeiros rumores de que Laborinho Lúcio era nomeável para PGR para correr para os ecrãs, jornais e afins a marcar terreno.
É engraçado ver o desespero de quem asfixia com o protagonismo a fugir-lhe entre os dedos.
Tem vincado na fronha (desculpem, não consigo chamar-lhe outra coisa) a sede de perseguição a algumas facções com quem não conseguiu ajustar contas aquando do desempenho na PJ. Quer cobrar dívidas de outros, num exercício de sebastianismo falso como o óleo a fazer de azeite. E está eufórica com uma dessas supostas sondagens modernas, que dão conta que os portugueses a preferem para o lugar que parece talhado para Laborinho.
Na sua cruzada eterna (e etérea) contra as forças do mal, Morgado não vai dar tréguas.
Permita a providência que não ocupe a cadeira. É que tenho duas ou três multas (desculpem, coimas) de trânsito por pagar, e já uma ou outra vez conduzi com grão na asa. Para a justiceira é capaz de justificar inquérito. E medida de coacção a condizer.
É engraçado ver o desespero de quem asfixia com o protagonismo a fugir-lhe entre os dedos.
Tem vincado na fronha (desculpem, não consigo chamar-lhe outra coisa) a sede de perseguição a algumas facções com quem não conseguiu ajustar contas aquando do desempenho na PJ. Quer cobrar dívidas de outros, num exercício de sebastianismo falso como o óleo a fazer de azeite. E está eufórica com uma dessas supostas sondagens modernas, que dão conta que os portugueses a preferem para o lugar que parece talhado para Laborinho.
Na sua cruzada eterna (e etérea) contra as forças do mal, Morgado não vai dar tréguas.
Permita a providência que não ocupe a cadeira. É que tenho duas ou três multas (desculpem, coimas) de trânsito por pagar, e já uma ou outra vez conduzi com grão na asa. Para a justiceira é capaz de justificar inquérito. E medida de coacção a condizer.
quarta-feira, março 29, 2006
OP(VI)A(MENTE
"Remuneração variável aumentou 37% no ano passado
Administradores da PT com salários indexados aos dividendos
A remuneração dos administradores executivos e não executivos da Portugal Telecom (PT) aumentou 18% em 2005 e, segundo o relatório e contas da empresa, os salários estão indexados aos dividendos, noticiou o Jornal de Negócios. Ou seja, quanto maior for a remuneração aos accionistas, maior será o valor a pagar aos administradores".
"Administradores da Sonaecom com quebra de 7% nos salários"
Ao mesmo tempo continuamos a ter os tarifários mais caros da rede fixa na União Europeia.
Ainda há dúvidas que a OPA devia vingar?
Administradores da PT com salários indexados aos dividendos
A remuneração dos administradores executivos e não executivos da Portugal Telecom (PT) aumentou 18% em 2005 e, segundo o relatório e contas da empresa, os salários estão indexados aos dividendos, noticiou o Jornal de Negócios. Ou seja, quanto maior for a remuneração aos accionistas, maior será o valor a pagar aos administradores".
"Administradores da Sonaecom com quebra de 7% nos salários"
Ao mesmo tempo continuamos a ter os tarifários mais caros da rede fixa na União Europeia.
Ainda há dúvidas que a OPA devia vingar?
terça-feira, março 28, 2006
BARÇA
Aqui, a idependência (tanto quanto é possível tê-la) é a palavra de ordem.
Diz-se o que se acha, o que se quer.
FORÇA BARÇA. DÁ-LHES FORTE DECO.
Diz-se o que se acha, o que se quer.
FORÇA BARÇA. DÁ-LHES FORTE DECO.
EXPRESSÕES INSUPORTÁVEIS
IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez).
O tema parece que queima, e de cada vez que alguém é chamado a falar publicamente sobre o assunto fala da IVG, assim envergonhado, como se a palavra aborto picasse na lingua.
Detesto o politicamente correcto, não há pachorra para quem acha mas não diz, para quem quer mas nem pensa, para quem gosta mas nem tenta.
Detesto o larápio (gosto de ladrão).
Assim como o relapso (é caloteiro que se diz).
Provecta idade? Não, velho.
Fónix? Não, foda-se (para quem tiver coragem).
Acho que está na altura de manifestarmos alguma maturidade (também linguística) e deixarmos esses eufemismos. Está na altura de começar a falar claro, chamar os bois pelos nomes e pegá-los pelos cornos. De discutir o conteúdo e deixarmos as molduras. De certeza que o povo prefere.
O tema parece que queima, e de cada vez que alguém é chamado a falar publicamente sobre o assunto fala da IVG, assim envergonhado, como se a palavra aborto picasse na lingua.
Detesto o politicamente correcto, não há pachorra para quem acha mas não diz, para quem quer mas nem pensa, para quem gosta mas nem tenta.
Detesto o larápio (gosto de ladrão).
Assim como o relapso (é caloteiro que se diz).
Provecta idade? Não, velho.
Fónix? Não, foda-se (para quem tiver coragem).
Acho que está na altura de manifestarmos alguma maturidade (também linguística) e deixarmos esses eufemismos. Está na altura de começar a falar claro, chamar os bois pelos nomes e pegá-los pelos cornos. De discutir o conteúdo e deixarmos as molduras. De certeza que o povo prefere.
segunda-feira, março 27, 2006
DÚVIDA
Em baixo falo de personalidades inúteis.
E, de repente, não sei porquê, assaltou-me esta dúvida: alguém sabe que é feito do João Baião?
E, de repente, não sei porquê, assaltou-me esta dúvida: alguém sabe que é feito do João Baião?
PERSONALIDADES INÚTEIS
Horta e Costa
(o mundo, Portugal, a PT, todos nós, ninguém perderia nada se não existisse)
(o mundo, Portugal, a PT, todos nós, ninguém perderia nada se não existisse)
domingo, março 26, 2006
COSTA VICENTINA
Há notícias que, mais do que preocupantes, são arrasadoras.
Esta, por exemplo, que dá conta do investimento do estado português no turismo na costa vicentina, deixa-me destroçado.
Divorciado da "javardice" do Algarve há mais de 20 anos, tenho naquele reduto da costa portuguesa um local de eleição, quase de culto e refúgio.
Já vi que vai ser por muito pouco tempo.
Vão dar cabo do Carvalhal, de Melides, Odeceixe, etc.etc.
Vão fazer daquilo um segundo Algarve.
Aí sim, quando tiverem "estuporado" tudo de vez, poderão morrer com o sentido do dever cumprido.
Esta, por exemplo, que dá conta do investimento do estado português no turismo na costa vicentina, deixa-me destroçado.
Divorciado da "javardice" do Algarve há mais de 20 anos, tenho naquele reduto da costa portuguesa um local de eleição, quase de culto e refúgio.
Já vi que vai ser por muito pouco tempo.
Vão dar cabo do Carvalhal, de Melides, Odeceixe, etc.etc.
Vão fazer daquilo um segundo Algarve.
Aí sim, quando tiverem "estuporado" tudo de vez, poderão morrer com o sentido do dever cumprido.
sexta-feira, março 24, 2006
PROTECCIONISMO
"Senado norte-americano discute a possibilidade de introduzir tarifas aduaneiras contra vários produtos chineses".
Esta é uma notícia do dia.
Para mim uma das principais do ano.
Sendo como sou anti-americano, por vezes quase primário, sou insuspeito para o que vou dizer a seguir.
Este é o caminho. O único possível para combater o combate desigual que as economias ocidentais estão a travar com a denominadas emergentes, com destaque para a China, Índia (mas também outras, vindas de países europeus de leste).
Contrariamente aos defensores das políticas do mercado livre, global, absoluto (vale por dizer, selva total nos mercados), defendo que o Estado existe para alguma coisa. Antes de tudo, para defender os interesses dos seus próprios cidadãos; num segundo momento, de quem pensa como ele.
Ora o modelo social europeu assentou, nos últimos 50 anos,numa lógica social, de mercados moderados por poderes políticos livres mas interventivos e, se necessário, correctores.
O abrir de portas, selvático e errático às ditas economias emergentes, está a contribuir, a um ritmo arrasador, para o sufoco e naufrágio das economias europeias, a que ninguém pode ficar indiferente, pelo facto de que ninguém deixará de ser afectado.
A permissão de entrada de produtos oriundos de países que praticam o "dumping" comercial, com mão de obra explorada (por vezes quase no limiar da escravatura), no espaço europeu vai conduzir, a muito breve trecho, à total falência dos modelos (sociais e económicos) dos estados europeus.
A violência e o descontetamento sociais vão-se alimentar do desemprego, da fraca produtividade, da ausência de crescimento.
A segregação social será (está a ser) a primeira imagem visivel do que pode vir a ser o futuro (olhe-se para França ou, se não quisermos ir mais longe, para a Cova da Moura).
Temo que até que os estados europeus acordem da sua embriaguez asiática, a destruição do modelo europeu pós-II Guerra será uma realidade, e as pontas que sobrarem serão insuficientes à reconstrução.
Aí será tarde de mais.
E volto ao início.
A tomada de medidas de protecção fronteiriças, taxando os produtos oriundos dessas economias no sentido de corrigir o tal "dumping" é o único caminho possível para as economias ocidentais.
Corrigir (à força se necessário) os erros que a "lógica do mercado" cria será a única medida possível para que nós, ocidentais, possamos continuar a existir nos moldes em que fomos educados e criados.
Não deixa, contudo, de ser curioso que esta "filosofia" anti-liberal, a que gosto de chamar "moderada de esquerda" esteja a ser equacionada pela maior potência liberal do mundo (leia-se supostamente liberal). É que quando lhes bate à porta, os "américas" são mais proteccionistas que os próprios britânicos.
(este é um post escrito de uma vez, sem revisão, sem rodilhos; é um estado de alma, crítico como sempre, há muito pensado).
Esta é uma notícia do dia.
Para mim uma das principais do ano.
Sendo como sou anti-americano, por vezes quase primário, sou insuspeito para o que vou dizer a seguir.
Este é o caminho. O único possível para combater o combate desigual que as economias ocidentais estão a travar com a denominadas emergentes, com destaque para a China, Índia (mas também outras, vindas de países europeus de leste).
Contrariamente aos defensores das políticas do mercado livre, global, absoluto (vale por dizer, selva total nos mercados), defendo que o Estado existe para alguma coisa. Antes de tudo, para defender os interesses dos seus próprios cidadãos; num segundo momento, de quem pensa como ele.
Ora o modelo social europeu assentou, nos últimos 50 anos,numa lógica social, de mercados moderados por poderes políticos livres mas interventivos e, se necessário, correctores.
O abrir de portas, selvático e errático às ditas economias emergentes, está a contribuir, a um ritmo arrasador, para o sufoco e naufrágio das economias europeias, a que ninguém pode ficar indiferente, pelo facto de que ninguém deixará de ser afectado.
A permissão de entrada de produtos oriundos de países que praticam o "dumping" comercial, com mão de obra explorada (por vezes quase no limiar da escravatura), no espaço europeu vai conduzir, a muito breve trecho, à total falência dos modelos (sociais e económicos) dos estados europeus.
A violência e o descontetamento sociais vão-se alimentar do desemprego, da fraca produtividade, da ausência de crescimento.
A segregação social será (está a ser) a primeira imagem visivel do que pode vir a ser o futuro (olhe-se para França ou, se não quisermos ir mais longe, para a Cova da Moura).
Temo que até que os estados europeus acordem da sua embriaguez asiática, a destruição do modelo europeu pós-II Guerra será uma realidade, e as pontas que sobrarem serão insuficientes à reconstrução.
Aí será tarde de mais.
E volto ao início.
A tomada de medidas de protecção fronteiriças, taxando os produtos oriundos dessas economias no sentido de corrigir o tal "dumping" é o único caminho possível para as economias ocidentais.
Corrigir (à força se necessário) os erros que a "lógica do mercado" cria será a única medida possível para que nós, ocidentais, possamos continuar a existir nos moldes em que fomos educados e criados.
Não deixa, contudo, de ser curioso que esta "filosofia" anti-liberal, a que gosto de chamar "moderada de esquerda" esteja a ser equacionada pela maior potência liberal do mundo (leia-se supostamente liberal). É que quando lhes bate à porta, os "américas" são mais proteccionistas que os próprios britânicos.
(este é um post escrito de uma vez, sem revisão, sem rodilhos; é um estado de alma, crítico como sempre, há muito pensado).
quarta-feira, março 22, 2006
COMPETÊNCIA
Tirar o Quaresma do campo, a dois minutos do final, quando tudo indicava a ida para os penalties, diz tudo sobre a competência de Adriaanse...
Ninguém o corre?
(escrito antes de se saber o resultado final do jogo. Que, seja ele qual for, não muda uma vírgula).
Ninguém o corre?
(escrito antes de se saber o resultado final do jogo. Que, seja ele qual for, não muda uma vírgula).
ELOGIOS
Enquanto decorre o FC Porto-Sporting ouço o comentador da TV louvar, vezes sem conta, o convívio salutar entre adeptos dos dois clubes, misturados nas bancadas.
Ora, louvar o óbvio e o consequente é de uma pobreza franciscana.
Mutatis mutandis, é como começar a elogiar quem não arrote em público, quem se abstenha da práticas obscenas no meio de uma movimentada praça, ou quem consegue chegar a casa, no final do dia, sem ter cometido nenhum homicídio.
Não será normal que essa mistura exista? De forma pacífica? E, ao elogiarmos quando ela existe, não estaremos apenas a constatar que, o normal, é essa convivência não ser pacífica, civilizada? Não estará, quem propala o elogio, apenas a ajudar a fomentar a violência?
Ora, louvar o óbvio e o consequente é de uma pobreza franciscana.
Mutatis mutandis, é como começar a elogiar quem não arrote em público, quem se abstenha da práticas obscenas no meio de uma movimentada praça, ou quem consegue chegar a casa, no final do dia, sem ter cometido nenhum homicídio.
Não será normal que essa mistura exista? De forma pacífica? E, ao elogiarmos quando ela existe, não estaremos apenas a constatar que, o normal, é essa convivência não ser pacífica, civilizada? Não estará, quem propala o elogio, apenas a ajudar a fomentar a violência?
DÚVIDA
Onde andam os sumaríssimos do futebol português?
Palpita-me (ando cheio deles) que estão para aparecer.
E também me palpita que com destino azul e branco...
Palpita-me (ando cheio deles) que estão para aparecer.
E também me palpita que com destino azul e branco...
ADIVINHAÇÃO
Como sou pouco de "prognósticos no final do jogo" e ando dado a adivinhações, vou atirar mais uma:
Se o FC Porto jogar hoje com os habituais três defesas e Paulo Bento tiver a coragem de fazer entrar o Liedson e o Deivid de início, prevejo uma derrocada total do Dragão.
É bom de ver que qualquer equipa com mobilidade na frente e um médio capaz de variar, de forma rápida, o flanco de jogo, apanha a defesa do Porto quase sempre em contrapé.
Ora mobilidade não falta aos dois avançados do Sporting.
E capacidade de passe não falta a João Moutinho e a Carlos Martins.
Se o FC Porto jogar hoje com os habituais três defesas e Paulo Bento tiver a coragem de fazer entrar o Liedson e o Deivid de início, prevejo uma derrocada total do Dragão.
É bom de ver que qualquer equipa com mobilidade na frente e um médio capaz de variar, de forma rápida, o flanco de jogo, apanha a defesa do Porto quase sempre em contrapé.
Ora mobilidade não falta aos dois avançados do Sporting.
E capacidade de passe não falta a João Moutinho e a Carlos Martins.
PALPITE
Vou-me deitar a adivinhar:
O próximo Procurador Geral da República vai chamar-se Laborinho Lúcio.
A ser verdade, uma coisa é certa: para pior não vamos de certeza
O próximo Procurador Geral da República vai chamar-se Laborinho Lúcio.
A ser verdade, uma coisa é certa: para pior não vamos de certeza
terça-feira, março 21, 2006
ÓRFÃOS
Milosevic teve 50 mil pessoas no funeral.
Bem dizia alguém: "Quanto mais atrasado é o povo, maior é o pai".
Mas, com um pai deste, mas valia a orfandade.
Bem dizia alguém: "Quanto mais atrasado é o povo, maior é o pai".
Mas, com um pai deste, mas valia a orfandade.
HUMOR
Gosto pouco do princípio "bloguistico" feito em jeito de pescadinha de rabo na boa.
Explico.
Um, amigo de x, cito-o no meu blog.
Ele, amavelmente, responde-me, muitas vezes por interjeições, símbolos e afins que só os próprios compreendem.
E fazem da blogosfera aquilo que ela não é: um meio de comunicação pessoal.
Ou, pior, de promoção mútua, género toma lá dá cá.
Para isso há o e mail, a carta, o sms, etc. etc (já pareço o cromo da Caixa).
Aliás, com a pertinência que o caracteriza, já o Abrupto falou longamente disso.
Mas hoje abro excepção, até porque o alvo foi este espaço.
Voz amiga lembrou-se do ano que ontem fez.
E citou-o.
Com humor.
Remeto-vos quer para o post quer para o resultado
Explico.
Um, amigo de x, cito-o no meu blog.
Ele, amavelmente, responde-me, muitas vezes por interjeições, símbolos e afins que só os próprios compreendem.
E fazem da blogosfera aquilo que ela não é: um meio de comunicação pessoal.
Ou, pior, de promoção mútua, género toma lá dá cá.
Para isso há o e mail, a carta, o sms, etc. etc (já pareço o cromo da Caixa).
Aliás, com a pertinência que o caracteriza, já o Abrupto falou longamente disso.
Mas hoje abro excepção, até porque o alvo foi este espaço.
Voz amiga lembrou-se do ano que ontem fez.
E citou-o.
Com humor.
Remeto-vos quer para o post quer para o resultado
OBVIAMENTE NÃO
"NÃO", é a resposta que mais ouvimos sempre que apelamos ao bom senso, à cooperação ou à urbanidade de um funcionário público.
Depois admiram-se da falta de solidariedade que a sociedade dita civil tem para com as suas reivindicações.
Dizem-se os mais mal pagos da Europa da União.
Continuo a achar que a esmagadora maioria é, para aquilo que faz, demasiadamente bem paga.
Depois admiram-se da falta de solidariedade que a sociedade dita civil tem para com as suas reivindicações.
Dizem-se os mais mal pagos da Europa da União.
Continuo a achar que a esmagadora maioria é, para aquilo que faz, demasiadamente bem paga.
segunda-feira, março 20, 2006
PENSAR
Este chegou por e mail
Dá que pensar (para quem já não o tívésse feito)
http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104
Dá que pensar (para quem já não o tívésse feito)
http://www.ad-awards.com/inc/video.swf?id=104
E VAI UM...
... ano inteirinho a postar.
Um ano com críticas (que é a alma deste espaço).
Apre, que passou depressa
Um ano com críticas (que é a alma deste espaço).
Apre, que passou depressa
BARROSADAS
"Durão Barroso agiu com base em informações não confirmadas
Três anos depois de ter apoiado a guerra no Iraque, o antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou ter agido com base em informações «que não foram confirmadas»."
E, já agora, falsas, não?
Uma perguntinha seu Barroso: não lhe ficava bem a demissão?
Ups, perdão, o senhor já se pirou do cargo de PM de Portugal, e não foi certamente na qualidade de presidente da Comissão que apoiou a invasão.
Aposto que um dia, quando as ambições virarem para o palácio de Belém, pugnará pela paz, pela verdade e pelas soluções no seio da ONU.
Por agora o ex-PM português ralhará com o Comissário Europeu. Fará o acto de contrição. E ficaremos todos na paz do Senhor.
Três anos depois de ter apoiado a guerra no Iraque, o antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, declarou ter agido com base em informações «que não foram confirmadas»."
E, já agora, falsas, não?
Uma perguntinha seu Barroso: não lhe ficava bem a demissão?
Ups, perdão, o senhor já se pirou do cargo de PM de Portugal, e não foi certamente na qualidade de presidente da Comissão que apoiou a invasão.
Aposto que um dia, quando as ambições virarem para o palácio de Belém, pugnará pela paz, pela verdade e pelas soluções no seio da ONU.
Por agora o ex-PM português ralhará com o Comissário Europeu. Fará o acto de contrição. E ficaremos todos na paz do Senhor.
quinta-feira, março 16, 2006
XAROPE
Daquele da tosse, amargo e de pivete acentuado, que antigamente nos enfiavam pelas goelas abaixo, para combater as maleitas.
É como vejo este regresso do Portinhas das feiras à TV.
Como dizia um saudoso amigo: "É que não há bilhetes".
É como vejo este regresso do Portinhas das feiras à TV.
Como dizia um saudoso amigo: "É que não há bilhetes".
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