quinta-feira, novembro 22, 2007

RECTIFICAR RECTIFICAÇÕES JA RECTIFICADAS

A feira legislativa atingiu já tal nível de mediocridade que já vamos na fase da rectifiação do que já fora rectificado. Veja-se o Diário da República, que só este ano vai já na 105 rectificação:
Declaração de rectificação n.º 105/2007, de 9 de Novembro
Rectifica a Declaração de Rectificação n.º 100-A/2007, de 26 de Outubro, que rectifica a Lei n.º 48/2007, de 29 de Agosto, que procede à 15.ª alteração e republica o Código de Processo Penal, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 78/87, de 17 de Fevereiro

O BURRO, O FUTEBOL E AS VERDADES

"A Finlândia não arriscou nada e o burro sou eu?"
Scolari
Pela primeira vez estou de acordo com o senhor.
São duas afirmações insofismáveis.

quarta-feira, novembro 21, 2007

LIXO

Bruno Nogueira está hoje imperdível nos Incorrigíveis.

HIV

HIV infecta seis portugueses por dia.
É nestas coisas que inequivocamente se constata o nosso terceiro mundismo. Ao nível de África.

ESMERALDA ENTREGUE AO PAI

São Juizes e decisões como esta que nos fazem acreditar na justiça popular.
Isto não é um erro humano ou judiciário. É um atentado ao Estado de Direito, ao bom senso e, sobretudo, aos direitos de uma menor, que tem num Tribunal, ainda por cima superior, o seu pior carrasco. Dormirão tranquilos os srs. magistrados?
P.S. O relator do acórdão dá pelo nome de Meca.
Com uma redacção destas não espanta. É uma decisão toda ela peregrina...

DRAGÃO

Não deixa de haver algum cinismo no jogo decisivo, para Portugal e para Scolari, que hoje será disputado no Dragão.
O brasuca precisa de um ponto para manter o lugar. Segundo diz precisa do público. O mesmo público que muitas vezes deprezou, recusando visitar o Dragão por... ser muito longe de Lisboa.
Mas, como somos de brandos costumes, vamos certamente aplaudir o troglodita.

REGRESSO

Scolari regressa ao banco três jogos depois de ter sido expulso.
A ausência foi sentida, e de que maneira: sem ele Portugal teve o melhor desempenho pontual de toda a qualificação: três vitórias.
Pergunto para quê pô-lo no banco? Não cheira a mau presságio?

quinta-feira, novembro 15, 2007

REVIVALISMO

Aqui e ali, um bocadinho de revivalismo não faz mal.
E é que acordei com este som a bater-me nos neurónios... e andei 25 anos para trás...

quarta-feira, novembro 14, 2007

SUPER MULHER

Ora aí está a super-mulher do crime em mais uma batalha. Vai a todas. Não vira a cara. Chega para tudo. Vai endireitar o país de vez.
Por mim dava-lhe um fatinho de palhaço, desenhava-lhe um SM a lantejoulas e atirava-a pela janela: de certeza que voava como a congénere do Klark Kent...

VERDADES

"Capítulo IV Duração da concessão
Base 10
Prazo e termo da concessão
A concessão expira às 24 horas do dia 31 de Dezembro de 2099".
O texto supra é retirado do corpo do anexo I ao D.L. 380/2007.
Fala das "bases da concessão do financiamento, concepção, projecto, construção, conservação, exploração, requalificação e alargamento da rede rodoviária nacional".
Foi aprovado em Conselho de Ministros em 27.09.07 e promulgado pelo PR em 29.10.2007.
Tem escarrapachado que a concessão das estradas é feita até 31.12.2099.
Sócrates negou-o com todas as letras, em Novembro, quando no debate do orçamento foi questionado por Louçã .
É o PM que temos. Mentiroso. Falacioso. Perigoso. Manipulador. Descarado.

segunda-feira, novembro 12, 2007

DANÇAR NO SOFÁ

Não é por me enrodilhar dentro da lã que esqueço o Verão.
E quando o tempo chama a "depressão", nada como um som de sol e calor para nos animar.
É mesmo "música para dançar no sofá", não é?

quarta-feira, novembro 07, 2007

O MINISTRO VAI NÚ

Quando já não contava com o calor, e vestido com aquele ar tonto que o caracteriza, assim meio Ângelo Correia, o Ministro da Administração Interna veio, no início da semana passada, vangloriar-se publicamente pela excelente coordenação dos serviços de combate aos fogos, de que o seu ministério é responsável.
Era graça a eles, dizia, que os incêndios diminuiram este ano.
Devia ter tido cautela com tanta desonestidade, até porque o calor ainda não tinha acabado. Veio foi fora de tempo. Foi só preciso apertar um bocadinho e anda tudo "ó tio, ó tio" com os fogos a dispararem e deixarem o governante calado com a nudez da sua demagogia.

terça-feira, novembro 06, 2007

IMAGEM

Não sei qual das atitudes é mais paregrina: se da Caixa de Apontentações que recusou a reforma antecipada a uma trabalhadora da Junta de Freguesia de Piães que até um cego vê que está incapaz para trabalhar se demagógica decisão do ministro Teixeira dos Santos em "renovar-lhe a baixa".
Esta mania de governar pela TV já vai no cúmulo da ingerência de desautorizar um orgão supostamente composto por especialistas. Pergunto-me é onde vai parar? Que mais intromissões e atropelos processuais irá o Governo utilizar a bem da sua imagem pública?

segunda-feira, novembro 05, 2007

É TUDO UMA QUESTÃO DE LEGITIMIDADE

Não consigo deixar de encontrar paralelismo entre a recusa do Governo em sufragar o novo Tratado Europeu e a medida implementada por Salazar, quando subiu a Presidente do Concelho, e fez a União Nacional concorrer sozinha, durante anos, a eleições da treta.
Em ambos caminhos diferentes para um claro denominador comum: o medo da democracia. O medo de perder na legitimidade do voto.

domingo, novembro 04, 2007

sexta-feira, novembro 02, 2007

HÁ SONS FANTÁSTICOS, NÃO HÁ

É uma das mais fabulosas criações de Pat Metheny.
Ouçam-na, mas do princípio ao fim.
Ouçam como os sons iniciais se fundem, num misto instrumental em que se destaca o supremo Marçal (percussionista brasileiro que acompanhou Pat durante vários anos).
Vejam como depois entra o piano de Lyle Mays, num crescendo delicioso.
Ou como, no terceiro acto, o Pat toma conta do andamento, e põe a guitarra a falar connosco.
Ou, finalmente, como no quarto acto tudo de mistura, numa harmonia desusada.
Ouçam. Ouçam tudo. Só no fim TUDO faz sentido.
Afinal, "Are you going with me?" or what?

CRISE HIPOTECÁRIA

Em Agosto vêm-nos, com histerismo desmesurado, alertar e condenar a nova recessão em face da crise do mercado hipotecário norte-americano.
Com a mesma frivolidade, quatro meses volvidos, dizem-nos que a crise está em vias de ser ultrapassada.
Das duas uma: ou a crise não era da dimensão anunciada; ou era, e nem quatro anos (quanto mais quatro meses) chegam para a debelar (ou o mercado hipotecário não assenta em mútuos de longo prazo, de 25, 30 e até mais anos?).
Esta insanidade da economia de mercado, alimentada por uma Imprensa prostituta, que a serve nos exactos termos das suas necessidades, só pode levar a mau fim, tal o sentimento de impotência, de ignorância e de medo que deixa como rasto.

ESCUTAS

O método mais errado e cobarde de impôr uma ideia é pelo clima do medo. Revela falta se sensatez, de argumentos e, quase sempre, de razão.
Mas, como é fácil, é usado e abusado.
O Governo quer, à força, impor um alargado princípio de escutas telefónicas. Permite com muito menos meios e, por isso, custos, atingir os mesmos objectivos de investigação. O problema é que, pelo meio, atropela tudo o que são direitos constitucionais, com abusos escandalosos por parte das entidades (MP e mesmos Juizes) que têm o dever de controlar o processo.
Impunha-se, por isso, prudência e um rigoroso debate em torno da questão.
Mas, como Alberto Costa, essa "proeminente" figura da justiça portuguesa, tem pressa, no seu estilo bonacheirão, foi à AR falar de "terrorismo", "atentados" julgando que, assustando-nos, legitima a política e a medida.
Acaso a ideia entra na cabeça de qualquer cidadão, por mais incauto que seja? Acaso julga que acreditamos que esse é o seu propósito? Alguém acredita que um país que ninguém sabe onde fica está nos planos de qualquer organização terrorista? (salvo se for para umas férias no sol do Algarve).