...secreto.
Que a contra OPA do BPI vingue.
Ía ser lindo ver o lavadinho do Paulo Teixeira Pinto engolir em seco pela segunda vez em menos de dois meses.
quinta-feira, março 16, 2006
MOMENTO SEXUAL
Chama-se Bessa.
Trabalha no SEF. Ou melhor, tem emprego no SEF.
Em seis ou sete horas consecutivas, deve ter tirado as mãos dos bolsos umas duas, três vezes no máximo.
Trata por tú tudo o que é estrangeiro.
Goza com a situação de inferioridade em que a esmagadora maioria da clientela - imigrantes clandestinos à procura de um visto - se encontra.
Ralha, ameaça, insinua-se (as notas, verdes de preferência, resolvem quase todas as suas dúvidas).
E no fim, quando já distribuiu toda a sua frustração nas costas dos penitentes, ri-se, com uma bonomia calabresa, de quem poupou a vida (mas não a alma) ao pecador.
Há quem tenha momentos sexuais complicados.
O Bessa deve tê-los assim.
Trabalha no SEF. Ou melhor, tem emprego no SEF.
Em seis ou sete horas consecutivas, deve ter tirado as mãos dos bolsos umas duas, três vezes no máximo.
Trata por tú tudo o que é estrangeiro.
Goza com a situação de inferioridade em que a esmagadora maioria da clientela - imigrantes clandestinos à procura de um visto - se encontra.
Ralha, ameaça, insinua-se (as notas, verdes de preferência, resolvem quase todas as suas dúvidas).
E no fim, quando já distribuiu toda a sua frustração nas costas dos penitentes, ri-se, com uma bonomia calabresa, de quem poupou a vida (mas não a alma) ao pecador.
Há quem tenha momentos sexuais complicados.
O Bessa deve tê-los assim.
SEF
SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras).
Um mundo de corrupção, incompetência, compadrios, decadência.
Ali, nas barbas do Estado de Direito.
Parafraseando (novamente) Torga: "Não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada".
Um mundo de corrupção, incompetência, compadrios, decadência.
Ali, nas barbas do Estado de Direito.
Parafraseando (novamente) Torga: "Não há universidade que nos tire da idade da pedra lascada".
quarta-feira, março 15, 2006
(D)OPADOS
Esta sofreguidão com a OPA, que ou me engano ou ainda está a começar, vai ter consequêncicas bem mais devastadoras do que à partida podemos pensar.
Inicialmente vamo-nos entreter a fundir e engordar até que, em Portugal, existam dois bancos, duas (ou mesmo um) companhia de tele-comunicação, duas ou três empresas de comunicação social, duas empresas seguradoras, etc.etc.
Vamos deliciar-nos a engordar artificalmente quem já precisa de dieta, juntando, num só a baralho, as cartas que se encontram dispersas, num delírio bolsista que, inevitavelmente, vai resultar mal.
Depois, quando essas novas companhias tiverem a dimensão de uma empresa média (para olhos estrangeiros) somos de vez tomados por um qualquer fundo mobiliário que, de uma assentada, poderá comprar todas as nossas comunicações, ou todo o nosso aforro (e dívida).
Numa palavra, nos comprará de vez.
Aí, já sem tecido industrial tradicional (deslocado para longe), sem as grandes empresas nacionais, vendidas ao desbarato, sem tecnologia de ponta, vai-nos restar o mar, o sol e a areia para vender. Isto se entretanto não nos dedicarmos (como estamos a fazer, por exemplo, na Costa Vicentina) a destruir o pouco que ainda temos de bom.
Inicialmente vamo-nos entreter a fundir e engordar até que, em Portugal, existam dois bancos, duas (ou mesmo um) companhia de tele-comunicação, duas ou três empresas de comunicação social, duas empresas seguradoras, etc.etc.
Vamos deliciar-nos a engordar artificalmente quem já precisa de dieta, juntando, num só a baralho, as cartas que se encontram dispersas, num delírio bolsista que, inevitavelmente, vai resultar mal.
Depois, quando essas novas companhias tiverem a dimensão de uma empresa média (para olhos estrangeiros) somos de vez tomados por um qualquer fundo mobiliário que, de uma assentada, poderá comprar todas as nossas comunicações, ou todo o nosso aforro (e dívida).
Numa palavra, nos comprará de vez.
Aí, já sem tecido industrial tradicional (deslocado para longe), sem as grandes empresas nacionais, vendidas ao desbarato, sem tecnologia de ponta, vai-nos restar o mar, o sol e a areia para vender. Isto se entretanto não nos dedicarmos (como estamos a fazer, por exemplo, na Costa Vicentina) a destruir o pouco que ainda temos de bom.
sábado, março 11, 2006
SALUT
O que é efémero nunca dura.
Estes dois pertencem mais àquela estirpe do buldozer.
Nunca construiram nada.
Vivem nos becos, na sombra do poder, a alimentam-se da desgraça deste.
Por isso entram e saiem com a mesma velocidade.
É um pouco a prova da (in)constança e do valentia que os carecteriza.
Passem bem.
E até ao próximo canto, onde apareçam a dizer mal de tudo e todos: menos de vocês mesmos.
Estes dois pertencem mais àquela estirpe do buldozer.
Nunca construiram nada.
Vivem nos becos, na sombra do poder, a alimentam-se da desgraça deste.
Por isso entram e saiem com a mesma velocidade.
É um pouco a prova da (in)constança e do valentia que os carecteriza.
Passem bem.
E até ao próximo canto, onde apareçam a dizer mal de tudo e todos: menos de vocês mesmos.
INUTILIDADES
Para mim o presidente tinha sido empossado uma semana após a eleição, sem pompa e circunstância injustificada, sem os custos astronómicos que isso implicou.
Quem gosta daquele aparato todo de quinta-feira, são os Bush ou os Bocaças.
Puro tempo perdido.
Ainda por cima afogado em discursos inócuos.
Utilidade só mesmo para aquela classe de "analistas", que passou o dia a tentar ler recados nas palavras e poses.
Mas, afinal, têm que ganhar a vida
Quem gosta daquele aparato todo de quinta-feira, são os Bush ou os Bocaças.
Puro tempo perdido.
Ainda por cima afogado em discursos inócuos.
Utilidade só mesmo para aquela classe de "analistas", que passou o dia a tentar ler recados nas palavras e poses.
Mas, afinal, têm que ganhar a vida
ELOGIOS
O elogio ao civismo democrático dos portugueses, à forma serena como elegem um presidente ou como ele é empossado é das maiores pobrezas de espírito, denotadora do atraso em que vivemos.
Mas lê-se em editoriais, ouve-se em comentários políticos como se se tratasse de um acto magnânime, só ao alcance dos escolhidos.
30 anos depois da instituição das eleições como acto de legitimação do poder político, é ridiculo, mesquinho mesmo, ainda discutir o acto em si mesmo.
Mas somos assim. Adoramos andar entretidos com o acessório, com o auto-elogio barato, balofo.
Não partir as mesas de voto; não bater no presidente; saber colocar a cruz no lugar (dentro daquele quadradinho); não cuspir na cara do presidente da mesa de voto; não urinar para dentro da urna de voto; seremos, realmente, credores do elogio por não o fazermos?
Mas lê-se em editoriais, ouve-se em comentários políticos como se se tratasse de um acto magnânime, só ao alcance dos escolhidos.
30 anos depois da instituição das eleições como acto de legitimação do poder político, é ridiculo, mesquinho mesmo, ainda discutir o acto em si mesmo.
Mas somos assim. Adoramos andar entretidos com o acessório, com o auto-elogio barato, balofo.
Não partir as mesas de voto; não bater no presidente; saber colocar a cruz no lugar (dentro daquele quadradinho); não cuspir na cara do presidente da mesa de voto; não urinar para dentro da urna de voto; seremos, realmente, credores do elogio por não o fazermos?
quinta-feira, março 09, 2006
BESAINA
Qualquer dia crio o Blog a Copo. Ou a Garrafa (para os mais ébrios), ou a decanter (para os mais sofisticados) ou mesmo à pipa (para os que já estão perdidos).
Cheira-se, bebe-se (emborrachará, se em excesso) e, depois, vamos embora.
Mas voltaremos. Sempre. Como numa "besaina"
Cheira-se, bebe-se (emborrachará, se em excesso) e, depois, vamos embora.
Mas voltaremos. Sempre. Como numa "besaina"
FASCISÓIDES
Imaginem que Soares tinha ganho as presidenciais.
E que o Cavaco derrotado não lhe tinha estendido o bacalhau.
O que por aí não se urraria. Seria de fascista para baixo
E que o Cavaco derrotado não lhe tinha estendido o bacalhau.
O que por aí não se urraria. Seria de fascista para baixo
SOARICES
Gostava de acreditar que a atitude de Soares recusar cumprimentar Cavaco na cerimónia tem origem no fluxo sanguíneo, que já não será o de outrora.
De outro modo sou levado a concluir que o homem nunca terá percebido a verdadeira dimensão do que ajudou a construir.
E isso, para um seu ex-apoiante (MASP I), seria demasiado doloroso.
De outro modo sou levado a concluir que o homem nunca terá percebido a verdadeira dimensão do que ajudou a construir.
E isso, para um seu ex-apoiante (MASP I), seria demasiado doloroso.
FELICIDADE
O Benfica venceu.
O presidente do povo é empossado.
Está tudo anestesiado e perguntamo-nos: que mais é preciso para sermos felizes.
O presidente do povo é empossado.
Está tudo anestesiado e perguntamo-nos: que mais é preciso para sermos felizes.
HORTA
O ar snob e empertigado de quem nunca soube o preço de uma côdea de broa, de quem só manda no que é dos outros com ar de quem é dono, fazem-me detestar Horta e Costa a tal ponto que só tenho ganas de ver o Belmiro levar a OPA a bom porto.
Ao menos teremos no poder alguém com ar obreiro, que fez algo mais por si do que pavonear lencinhos de lapela e barrigas fartas com o pão dos outros
Ao menos teremos no poder alguém com ar obreiro, que fez algo mais por si do que pavonear lencinhos de lapela e barrigas fartas com o pão dos outros
PREVISÕES
PREVISÕES
Algumas previsões para o consulado do Professor Cavaco, que hoje se inicia:
1. Vai manter-se sereno, promulgando quase tudo o que lhe puserem na frente durante os dois ou três primeiros anos (excepção feita aos diplomas da única coisa que percebe, a economia, onde, estou certo, não se absterá de alguns recados).
2. Vai manter-se impaciente (embora sem que a sua cara de cera o demonstre), à espera que o edifício de Marques Mendes acabe numa ruína de frases e dislates
3. Vai manter-se ainda mais impaciente a aguardar pelo monumental trambolhão que o últimos dos moicanos, de nome Meneses, vai dar quando subir ao poder no PSD.
4. Vai respirar de alívio quando vir o partido limpo, por vários anos, dos mitos populistas (Santana, Meneses).
5. Vai respirar, ainda mais aliviado, quando conseguir ajudar a colocar no topo laranja um dos seus amados tecnocratas.
6. E, a partir daí, no quando estiver perto do final do seu primeiro mandato, ou mesmo já mergulhado no segundo, vai preparar o terreno para a dissolução, e a recondução ao poder de gente dos números, a única realidade que conhece.
Aí sim, voltará a dormir profundo.
Algumas previsões para o consulado do Professor Cavaco, que hoje se inicia:
1. Vai manter-se sereno, promulgando quase tudo o que lhe puserem na frente durante os dois ou três primeiros anos (excepção feita aos diplomas da única coisa que percebe, a economia, onde, estou certo, não se absterá de alguns recados).
2. Vai manter-se impaciente (embora sem que a sua cara de cera o demonstre), à espera que o edifício de Marques Mendes acabe numa ruína de frases e dislates
3. Vai manter-se ainda mais impaciente a aguardar pelo monumental trambolhão que o últimos dos moicanos, de nome Meneses, vai dar quando subir ao poder no PSD.
4. Vai respirar de alívio quando vir o partido limpo, por vários anos, dos mitos populistas (Santana, Meneses).
5. Vai respirar, ainda mais aliviado, quando conseguir ajudar a colocar no topo laranja um dos seus amados tecnocratas.
6. E, a partir daí, no quando estiver perto do final do seu primeiro mandato, ou mesmo já mergulhado no segundo, vai preparar o terreno para a dissolução, e a recondução ao poder de gente dos números, a única realidade que conhece.
Aí sim, voltará a dormir profundo.
quarta-feira, março 08, 2006
CARL & BERG
Hoje sou vermelho.
Somos todos vermelhos.
Ou encarnados, se preferirem.
Em honra da causa comum que temos: a Carlsberg.
Somos todos vermelhos.
Ou encarnados, se preferirem.
Em honra da causa comum que temos: a Carlsberg.
terça-feira, março 07, 2006
E AGORA MOURINHO?
A arrogância não ganha jogos, nem dá nada.
A máquina do Chelsea foi emperrada por um Barça cheio de coração e um Ronaldinho que nem ao "pontapé" baqueou.
Mourinho levou um banho de bola e de educação de Rijkard, que lhe manietou o desplante e mostrou que, no futebol, como em tudo na vida, nem tudo é relógio, nem tudo é programável.
E agora Mourinho?
The world is already enough?
A máquina do Chelsea foi emperrada por um Barça cheio de coração e um Ronaldinho que nem ao "pontapé" baqueou.
Mourinho levou um banho de bola e de educação de Rijkard, que lhe manietou o desplante e mostrou que, no futebol, como em tudo na vida, nem tudo é relógio, nem tudo é programável.
E agora Mourinho?
The world is already enough?
DÉFICE
Dez anos e aposto que a "geração rasca" não se lembrará o nome do chefe de estado destes últimos 10 anos.
E não será só pelo desinteresse que esses "rascas" normalmente dispensam à política e seu agentes.
Honestidade, seriedade, lágrimas e dois contentores de concedecorações não chegam para permitir ficar na história.
Era precisa competência. E aí o défice foi tremendo.
E não será só pelo desinteresse que esses "rascas" normalmente dispensam à política e seu agentes.
Honestidade, seriedade, lágrimas e dois contentores de concedecorações não chegam para permitir ficar na história.
Era precisa competência. E aí o défice foi tremendo.
domingo, março 05, 2006
ACHAQUES
quinta-feira, março 02, 2006
RESÍDUOS
Em nossa casa, registada como local de habitação, onde habitamos dois, três, quatro ou mais, onde fazemos a nossa vidinha, onde passamos grande parte do nosso tempo, onde produzimos a esmagadora maioria dos resíduos sólidos com que poluímos, pagamos 2 euros pelos ditos resíduos (incluídos na conta da água).
Porém, no escritório, local onde trabalhamos, onde não produzimos quase resíduo nenhum (pelo menos do que polui fisicamente), onde muitas vezes não estamos, mas porque é escritório, pagamos 12 euritos pelos mesmos resíduos.
Poluímos menos.
Pagamos mais.
O estado (e suas empresas) no melhor do seu socialismo soviético: tem escritório? Então é rico, e tem que pagar.
Porém, no escritório, local onde trabalhamos, onde não produzimos quase resíduo nenhum (pelo menos do que polui fisicamente), onde muitas vezes não estamos, mas porque é escritório, pagamos 12 euritos pelos mesmos resíduos.
Poluímos menos.
Pagamos mais.
O estado (e suas empresas) no melhor do seu socialismo soviético: tem escritório? Então é rico, e tem que pagar.
quarta-feira, março 01, 2006
VIA ÁPIA
Afinal a selecção nacional não passa de um balcão de desconto e reforma.
Descontam-se (e acertam-se) contas. E até se reformam dívidas.
O inefável seleccionador nacional afirmou que tem uma dívida para com Costinha. E por isso o convocará para o Mundial, esteja, ou não, a jogar na altura.
Com o Figo a promiscuídade nem se comenta.
Quim é para esquecer (não joga há tanto tempo que já deve ter esquecido como se faz).
Em compensação, proporcionou 45 longos minutos ao melhor jogador do campeonato (talvez pelo nome coincidir com a época que vivemos - Quaresma) para mostrar o que vale.
Já não falo de coerência, que é coisa que o homem nunca teve.
Mas estava na altura de ter algum decoro, e pelo menos fazer de conta que não faz a selecção por caprichos, amiguismos ou, o que é mais intolerável, por interesse.
Descontam-se (e acertam-se) contas. E até se reformam dívidas.
O inefável seleccionador nacional afirmou que tem uma dívida para com Costinha. E por isso o convocará para o Mundial, esteja, ou não, a jogar na altura.
Com o Figo a promiscuídade nem se comenta.
Quim é para esquecer (não joga há tanto tempo que já deve ter esquecido como se faz).
Em compensação, proporcionou 45 longos minutos ao melhor jogador do campeonato (talvez pelo nome coincidir com a época que vivemos - Quaresma) para mostrar o que vale.
Já não falo de coerência, que é coisa que o homem nunca teve.
Mas estava na altura de ter algum decoro, e pelo menos fazer de conta que não faz a selecção por caprichos, amiguismos ou, o que é mais intolerável, por interesse.
BODE RESPIRATÓRIO
Há uns anos ouvi a seguinte frase: "Recuso-me a ser o bode respiratório..."
Espero que este não o seja
Espero que este não o seja
sábado, fevereiro 25, 2006
MACROLOGIA
Vivemos na era macro, da macroeconomia, das macro-estrutura, das macro-soluções que planam sobre a sociedade e existem para além das pessoas.
É a globalização económica; a planetização das pessoas; a mundialização de tudo como solução para o “crescimento”, para a evolução.
Definitivamente, não é solução que me atraia.
Aliás, nunca percebi porque temos sempre que crescer (em lucros, em produção, demograficamente), como se no milagre da multiplicação estivesse a cura da virose.
Porque é que a materialidade se transformou na solução das sociedades “modernas” (é ínvia e subversiva a teoria de conserto através do consumo!!!).
Acredito na inevitabilidade do regresso a um certo “minimalismo”, de micro (estruturas, economias, soluções), onde volte a ser possível resolver problemas reais das pessoas, em vez de, criando-lhe mais e maiores expectativas, aumentarmos, na mesma exacta proporção, problemas e o consequente cavar da infelicidade tão característica (porém tão escondida) nas sociedades modernas.Uma questão a que, inevitavelemente, voltarei em próximos episódios.
É a globalização económica; a planetização das pessoas; a mundialização de tudo como solução para o “crescimento”, para a evolução.
Definitivamente, não é solução que me atraia.
Aliás, nunca percebi porque temos sempre que crescer (em lucros, em produção, demograficamente), como se no milagre da multiplicação estivesse a cura da virose.
Porque é que a materialidade se transformou na solução das sociedades “modernas” (é ínvia e subversiva a teoria de conserto através do consumo!!!).
Acredito na inevitabilidade do regresso a um certo “minimalismo”, de micro (estruturas, economias, soluções), onde volte a ser possível resolver problemas reais das pessoas, em vez de, criando-lhe mais e maiores expectativas, aumentarmos, na mesma exacta proporção, problemas e o consequente cavar da infelicidade tão característica (porém tão escondida) nas sociedades modernas.Uma questão a que, inevitavelemente, voltarei em próximos episódios.
ISENÇÃO
A primeira página da folha de couve é de uma insenção, de um rigor que até dói.
Mas é isto que nos dá a pica, é deste ódio destilado sob forma encapotada de pseudo-jornalismo que nos temos alimentado. E que ganhamos.
Mas é isto que nos dá a pica, é deste ódio destilado sob forma encapotada de pseudo-jornalismo que nos temos alimentado. E que ganhamos.
PROGNÓSTICO
Aconteça o resultado que acontecer,
Fique o FC Porto a quantos pontos ficar:
Não gosto do sistema do Adriaanse.
É um futebol sem chama, de credo na boca (está tudo preso por detalhes tão pequenos que é um deus me livre), que não se consegue ler.
Que saudades daquelas jogadas que percebo, dos dribles, das fintas, das triangulações, dos passes curtos.
Que saudades de ver futebol no Dragão.
Fique o FC Porto a quantos pontos ficar:
Não gosto do sistema do Adriaanse.
É um futebol sem chama, de credo na boca (está tudo preso por detalhes tão pequenos que é um deus me livre), que não se consegue ler.
Que saudades daquelas jogadas que percebo, dos dribles, das fintas, das triangulações, dos passes curtos.
Que saudades de ver futebol no Dragão.
sábado, fevereiro 18, 2006
COMPLEXO
Tenho dito e redito, e não me estafo de repetir, que estes senhores são úteis, muito úteis sim senhor.
Alertam, denunciam, e exercem uma cidadania desinteressada, consequente.
Uma certa ignorância das chamadas elites, incapaz de perceber todos os recantos de uma democracia (não, não é só almejar o poder), que é também funcionar como contra-poder, insiste num bota abaixo redutivista, berrando contra o caviar de esquerda como único argumento que as suas entranhas conseguem vociferar. Há em Portugal um complexo de direita que é infinitamente maior que o dito de esquerda.
Alertam, denunciam, e exercem uma cidadania desinteressada, consequente.
Uma certa ignorância das chamadas elites, incapaz de perceber todos os recantos de uma democracia (não, não é só almejar o poder), que é também funcionar como contra-poder, insiste num bota abaixo redutivista, berrando contra o caviar de esquerda como único argumento que as suas entranhas conseguem vociferar. Há em Portugal um complexo de direita que é infinitamente maior que o dito de esquerda.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
INDÍCIOS
Afinal Souto Moura trabalha.
Um mês após o início do inquérito ao caso do envelope 9, foi à redacção do jornal que sabe mais do caso que a própria procuradoria (24 horas) procurar indícios criminais e constituir um ou outro arguido (amedrotando-os pode ser que da próxima fiquem quietinhos).
Está-se mesmo a ver que deve ter encontrado uma palete de dados incriminatórios. Num envelope, protinhos a ser consumidos.
Um mês após o início do inquérito ao caso do envelope 9, foi à redacção do jornal que sabe mais do caso que a própria procuradoria (24 horas) procurar indícios criminais e constituir um ou outro arguido (amedrotando-os pode ser que da próxima fiquem quietinhos).
Está-se mesmo a ver que deve ter encontrado uma palete de dados incriminatórios. Num envelope, protinhos a ser consumidos.
UTILIDADE
Já lá vai um mês desde que Sampaio pediu um inquérito (com conclusões) urgente ao caso do "envelope 9".
O que é que se sabe? Que conclusões foram tiradas? Quem é que se importa?
Estes importam-se.
É nestes detalhes que mostram serviço, que revelam utilidade.
E que vão merecendo, aqui ou ali, uns votos eleitorais
O que é que se sabe? Que conclusões foram tiradas? Quem é que se importa?
Estes importam-se.
É nestes detalhes que mostram serviço, que revelam utilidade.
E que vão merecendo, aqui ou ali, uns votos eleitorais
terça-feira, fevereiro 14, 2006
CADÁVER POLÍTICO
Esta agonia em que o Presidente Sampaio se arrasta, a condecorar tantos e tão poucos faz com que não distraia: qualquer dia ainda apanho com uma comenda.
Assim e... zás. Pega lá por... não teres feito nada.
Dá dó e revela bem o estado a que chegamos.
Dois meses para pôr um gajo a jurar a constituição e começar o seu consolado.
Dois meses de pulmão artificial a um cadáver eleitoral em que já se transformou Sampaio.
É tudo lento. Tãããããoooooooooooo lennnnnnnnnnnnnttttttttttttooooooo, que até dá sono.
Assim e... zás. Pega lá por... não teres feito nada.
Dá dó e revela bem o estado a que chegamos.
Dois meses para pôr um gajo a jurar a constituição e começar o seu consolado.
Dois meses de pulmão artificial a um cadáver eleitoral em que já se transformou Sampaio.
É tudo lento. Tãããããoooooooooooo lennnnnnnnnnnnnttttttttttttooooooo, que até dá sono.
CHAPELADAS
A blogosfera (e não só) anda, de boca à banda, espantada com as alarvidades que Freitas do Amaral anda a dizer a propósito dos famigerados cartoons dinamarqueses.
A mim espanta-me o espanto.
Se calhar por que não fui daqueles que, nos idos 80, andei da chapelinho de palha na mão, a cantar prá frente Portugal, com arzinho de menino de coro, a fazer papelinho de mariconço.
Mas, se calhar, sou eu que sou diferente
A mim espanta-me o espanto.
Se calhar por que não fui daqueles que, nos idos 80, andei da chapelinho de palha na mão, a cantar prá frente Portugal, com arzinho de menino de coro, a fazer papelinho de mariconço.
Mas, se calhar, sou eu que sou diferente
ESGARES
É curioso olhar para os trejeitos com a “fina finança” lisboeta, daquela que é invariavelmente surpreendida, “on the rock,s” na 24 de Julho, ou nos almocinhos do Tavares Rico até às 17 horas, ou ainda que se perfila sempre que há eleições verdes da 2ª circular, a estrebuchar, mal disposta, com esgares de má digestão, com a OPA da Sonae sobre a PT.
Não estão habituados a esta indiferença, a que não lhes venham comer à mão o dinheirinho que, complacentemente, emprestam a bem da economia (deles próprios).
Não estão habituados a que o pequenino mundo da república não gire em torno deles próprios.
Faz-lhes confusão verificar que há mais vida para lá de Lisboa.
Não estão habituados a esta indiferença, a que não lhes venham comer à mão o dinheirinho que, complacentemente, emprestam a bem da economia (deles próprios).
Não estão habituados a que o pequenino mundo da república não gire em torno deles próprios.
Faz-lhes confusão verificar que há mais vida para lá de Lisboa.
TRÓPICOS
Enrodilho-me de frio.
Encarquilho-me e torno-me amorfo, improdutivo.
Porque não nasci eu nos trópicos?
Encarquilho-me e torno-me amorfo, improdutivo.
Porque não nasci eu nos trópicos?
domingo, fevereiro 05, 2006
FORMATAÇÕES
Esta estranha mania que existe de formatar, por esteriótipos, o modus vivendi, a fórmula socialmente adequada de existir é apenas ilustradora do muito que está por fazer em prol da maturidade de uma verdadeira democracia.
Pretender impedir que duas pessoas do mesmo sexo se casem, pretender fazer crer que família é, necessariamente, procriação é de um redutivismo que me faz pensar que a Revolução Francesa ainda não passou por cá.
Casem, descasem, criem, inventem, desorganizem, critiquem, diferenciem, afirmem, contrariem, multipliquem (se quiserem) ou, simplesmente, existam.
Mas façam ou, pelo menos, tentem. Devia ser o principal lema de uma verdadeira sociedade de direito democrático.
Pretender impedir que duas pessoas do mesmo sexo se casem, pretender fazer crer que família é, necessariamente, procriação é de um redutivismo que me faz pensar que a Revolução Francesa ainda não passou por cá.
Casem, descasem, criem, inventem, desorganizem, critiquem, diferenciem, afirmem, contrariem, multipliquem (se quiserem) ou, simplesmente, existam.
Mas façam ou, pelo menos, tentem. Devia ser o principal lema de uma verdadeira sociedade de direito democrático.
ADIANTADO MENTAL
Não só não me preocupa como aplaudo que a população homossexual queira e lute por ver reconhecido o seu direito ao casamento.
A lei é (tem que ser) laica, e as resistências vêm, com maior ou menor grão de sal, de um certo beatério que vê na expressão casamento uma ligação para hormonas diferentes.
Não, podem (devem poder) ser iguais (as hormonas, claro está).
O que realmente me preocupa, e por antecipação, é que quando esse básico reconhecimento vier a ser feito, lá virão as reclamações pelo direito à adopção.
E aí a questão é bam mais profunda, porquanto deixa de ter a ver com o mero direito de opção, convicção (ou outra coisa qualquer) pessoal.
Briga com terceiros.
E aí sou (serei e lutarei) contra. Totalmente contra.
A lei é (tem que ser) laica, e as resistências vêm, com maior ou menor grão de sal, de um certo beatério que vê na expressão casamento uma ligação para hormonas diferentes.
Não, podem (devem poder) ser iguais (as hormonas, claro está).
O que realmente me preocupa, e por antecipação, é que quando esse básico reconhecimento vier a ser feito, lá virão as reclamações pelo direito à adopção.
E aí a questão é bam mais profunda, porquanto deixa de ter a ver com o mero direito de opção, convicção (ou outra coisa qualquer) pessoal.
Briga com terceiros.
E aí sou (serei e lutarei) contra. Totalmente contra.
REGRESSO I
O regresso de Manuel Alegre à bancada parlamentar do PS.
Não estou de acordo.
Não estou mesmo nada de acordo.
Foi uma golpada política como há muito não levava (desde o tempo em que deixei ficar na gaveta o cartão do partido).
É de uma total falta de senso, uma enorme dissintonia com tudo o que disse e defendeu ao longo da campanha, e que o fez levar o meu voto.
Sabendo o que sei hoje, obviamente, não o levaria.
Não estou de acordo.
Não estou mesmo nada de acordo.
Foi uma golpada política como há muito não levava (desde o tempo em que deixei ficar na gaveta o cartão do partido).
É de uma total falta de senso, uma enorme dissintonia com tudo o que disse e defendeu ao longo da campanha, e que o fez levar o meu voto.
Sabendo o que sei hoje, obviamente, não o levaria.
DE PROFUNDIS...
E agora, duas derrotas depois?
Serão as contratações de inverno, realmente, acertadas (Marco Fereira, Laurent Robert, etc, etc)?
Será o holandês o tal revolucionáro?
E o Zé o tal verdadeiro director?
Ou vão entrar, outra vez, na "profundis valsa lenta"?
Serão as contratações de inverno, realmente, acertadas (Marco Fereira, Laurent Robert, etc, etc)?
Será o holandês o tal revolucionáro?
E o Zé o tal verdadeiro director?
Ou vão entrar, outra vez, na "profundis valsa lenta"?
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
CONFIANÇA
Qual será a verdadeira contrapartida para tanta concessão da Microsoft a Portugal?
A exclusividade de fornecimento de software para os serviços públicos nos próximos 200 anos?
É que aquela coisa da confiança na economia nacional...
A exclusividade de fornecimento de software para os serviços públicos nos próximos 200 anos?
É que aquela coisa da confiança na economia nacional...
segunda-feira, janeiro 30, 2006
OMISSÃO
Peca por omissão e por ser tardia a condecoração que o presidente da República hoje entrega a Mourinho.
Tardia porque deveria tê-lo sido não em 10 de Junho passado, quando foi atribuída, mas há dois anos, quando revolucionou o futebol nacional e conquistou o que conquistou ao serviço do FC Porto.
Por omissão porque, no pacote das condecorações em que se transformaram as comendas presidenciais, deveria estar uma destinada ao próprio FC Porto, que não só conquistou os ditos títulos como foi o único a ter a visão de abrir as portas a um treinador que fora ostracizado, por exemplo, pelo Benfica.
Mas o presidente Sampaio, no seu alto!!! critério, nunca arranjou sequer tempo para receber em Belém a equipa do FC Porto. Mas, afinal, só lá esteve 10 anos...
Tardia porque deveria tê-lo sido não em 10 de Junho passado, quando foi atribuída, mas há dois anos, quando revolucionou o futebol nacional e conquistou o que conquistou ao serviço do FC Porto.
Por omissão porque, no pacote das condecorações em que se transformaram as comendas presidenciais, deveria estar uma destinada ao próprio FC Porto, que não só conquistou os ditos títulos como foi o único a ter a visão de abrir as portas a um treinador que fora ostracizado, por exemplo, pelo Benfica.
Mas o presidente Sampaio, no seu alto!!! critério, nunca arranjou sequer tempo para receber em Belém a equipa do FC Porto. Mas, afinal, só lá esteve 10 anos...
domingo, janeiro 29, 2006
RUA III
Hoje o FC Porto perdeu dois pontos.
Dentro de uma semana, vai perder três.
E depois? Adriaanse vai continuar, impunemente, a inventar? Ou será que a SAD fará, finalmente, a sua função de entidade patronal?
Dentro de uma semana, vai perder três.
E depois? Adriaanse vai continuar, impunemente, a inventar? Ou será que a SAD fará, finalmente, a sua função de entidade patronal?
sábado, janeiro 28, 2006
MEDIOCRES
Está visto: basta um árbitro que não faça daqueles roubos de igreja e o Benfica é uma equipa mediocre. É, como sempre foi, desde a primeira jornada. E ao longo dos 90 minutos isso ficou bem à vista. Manduca? Beto? Luisão? Nuno Gomes? São o quê? Jogadores de futebol?
SAPO II
O senhor Zé deve estar a caminho do Sapo, outra vez.
Mas desta vez vai ter dificuldade em engolir
Mas desta vez vai ter dificuldade em engolir
quinta-feira, janeiro 26, 2006
BANCA... ROTA
É um ano de ouro na banca nacional, que multiplica lucros sem excepção.
250 milhões de euros lucrou o BPI, por exemplo.
É pornográfico.
Os lucros continuam a ser taxados a... 13% (Taxa de IRC).
Quanto a nós, lá vamos pagando. 20, 30, 40, agora até 42%, para quem ganha 60 000 euros ano.
Está bom de ver que é justo.
Que o que é preciso é continuar assim.
250 milhões de euros lucrou o BPI, por exemplo.
É pornográfico.
Os lucros continuam a ser taxados a... 13% (Taxa de IRC).
Quanto a nós, lá vamos pagando. 20, 30, 40, agora até 42%, para quem ganha 60 000 euros ano.
Está bom de ver que é justo.
Que o que é preciso é continuar assim.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
SAPO
São insuportáveis e decandentes os últimos mimos em que se envolveram o Veiga, o Jorge Nuno e, agora, até o patego do Reinaldo.
Que o futebol estava podre, já se sabia.
Mas entumescido...
Pergunto-me quando é que um jogo valerá, de facto três pontos e os golos que se lá marcam?
Por mim preferia ter o meu presidente, o "senhor Nuno" (ao Veiga faltou-lhe, ainda tenro, porrada nas ventas , para aprender a ser educado) mais preocupado com as diatribes do holandês, supostamente técnico de futebol a quem entregou os destinos da equipa, que todos os "Sapos" do mundo.
Que o futebol estava podre, já se sabia.
Mas entumescido...
Pergunto-me quando é que um jogo valerá, de facto três pontos e os golos que se lá marcam?
Por mim preferia ter o meu presidente, o "senhor Nuno" (ao Veiga faltou-lhe, ainda tenro, porrada nas ventas , para aprender a ser educado) mais preocupado com as diatribes do holandês, supostamente técnico de futebol a quem entregou os destinos da equipa, que todos os "Sapos" do mundo.
CASTRAÇÃO
O mal de certas criaturas não o facto de existirem (o que, por vezes, já é mal suficiente).
É procriarem.
Olhe-se, por exemplo, o João Jardim.
Pense lá (não precisa de dizer) com sinceridade: não era a favor da castração?
É procriarem.
Olhe-se, por exemplo, o João Jardim.
Pense lá (não precisa de dizer) com sinceridade: não era a favor da castração?
COÇAR
"Coçar onde é preciso" é uma crónica impressiva que a mestria de palco de José Pedro Gomes transforma num espectáculo imperdível.
Nunca me ri de forma tão séria com o retrato fiel (por vezes arrasador) que faz da nossa sociedade.
Nunca me ri de forma tão séria com o retrato fiel (por vezes arrasador) que faz da nossa sociedade.
terça-feira, janeiro 24, 2006
JUMENTOS
O que têm Adriaanse e Scolari em comum?
São teimosos. Como jericos.
Ora a teimosia, alicerçada em convicções fortes, até pode parecer justificável.
Mas quando se a mantém, contra tudo e contra todos, sem justificação, quer normalmente dizer uma única coisa: burrice.
São teimosos. Como jericos.
Ora a teimosia, alicerçada em convicções fortes, até pode parecer justificável.
Mas quando se a mantém, contra tudo e contra todos, sem justificação, quer normalmente dizer uma única coisa: burrice.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
PARVALHICES
Não sei o que é mais repugnante:
se a interrupção cirúrgica, incivilizada e a-democrática de José Sócrates ao discurso de Alegre.
se as desculpas esfarrapadas com que o próprio e meia dúzia de acólitos tentaram branquear o assunto. É parvo ou julga que o somos todos nós, engenheiro?
se a interrupção cirúrgica, incivilizada e a-democrática de José Sócrates ao discurso de Alegre.
se as desculpas esfarrapadas com que o próprio e meia dúzia de acólitos tentaram branquear o assunto. É parvo ou julga que o somos todos nós, engenheiro?
REFLEXÕES PÓS ELEITORIAS II
As provocações lançadas a Manuel Alegre em toda a noite eleitoral (Sócrates interrompeu-o, Soares ignorou-o, Ana Gomes acusou-o) bem mereciam uma resposta drástica.
Que seria, contudo, a pior que Alegre poderia dar.
O silêncio, nos próximos dias, será de ouro.
Depois sim, será a hora de reclamar o crédito dos votos de um quinto dos votantes.
Que seria, contudo, a pior que Alegre poderia dar.
O silêncio, nos próximos dias, será de ouro.
Depois sim, será a hora de reclamar o crédito dos votos de um quinto dos votantes.
PRETO E BRANCO
Que Cavaco é um homem triste, descolorido, introvertido, todos o sabíamos.
Mas Cavaco é, também, um homem só e sem assunto.
A escolha de permanecer em casa, só com a família, a festejar a sua vitória, se pode ter querido transmitir uma imagem de equidistância face ao “aparelhismo”, não deixa de revelar um homem que só se sente confortável longe de tudo e todos, na secretária ou no regaço da Maria.
A tremenda dificuldade que teve em se expressar, com afecto, aos muitos que ao frio aguardavam a sua aparição pública, a tímida tentativa que teve em se emocionar (só por palavras, nunca por gestos), a postura distante, fria e pálida, mostram bem que o homem, quando sai dos números, não tem nada para nos dizer.
Vão ser 10 anos a preto e branco.
Mas Cavaco é, também, um homem só e sem assunto.
A escolha de permanecer em casa, só com a família, a festejar a sua vitória, se pode ter querido transmitir uma imagem de equidistância face ao “aparelhismo”, não deixa de revelar um homem que só se sente confortável longe de tudo e todos, na secretária ou no regaço da Maria.
A tremenda dificuldade que teve em se expressar, com afecto, aos muitos que ao frio aguardavam a sua aparição pública, a tímida tentativa que teve em se emocionar (só por palavras, nunca por gestos), a postura distante, fria e pálida, mostram bem que o homem, quando sai dos números, não tem nada para nos dizer.
Vão ser 10 anos a preto e branco.
REFLEXÕES PÓS ELEITORAIS I
Cerca de 22 mil cidadãos nacionais ainda votam Garcia Pereira.
Andam à procura de quê estas 22 mil almas incautos?
Andam à procura de quê estas 22 mil almas incautos?
domingo, janeiro 22, 2006
HUMANISMOS
Cavado disse que estava emocionado, com a mesma cara de cera de sempre. Querem ver que, afinal, o homem é humano. Deve ser a tal "pessoa humana" de que tanto se fala
REFLEXÕES ELEITORAIS VII
Não ouvi Sócrates usar uma vez a palavra derrota.
Enrolou-se-lhe na língua, mas não conseguiu.
Mas conseguiu fazer com que Alegre não se ouvisse.
Enrolou-se-lhe na língua, mas não conseguiu.
Mas conseguiu fazer com que Alegre não se ouvisse.
REFLEXÕES ELEITORAIS VI
Grande tática a de Sócrates começar a falar quando Alegre discursava.
Mostra o índice de democraticidade a que chegaram os partidos.
Mostra o índice de democraticidade a que chegaram os partidos.
REFLEXÕES ELEITORAIS V
Soares não teve a humildade de assumir o erro da sua candidatura.
E esse é o último erro político que podia cometer.
Daqui para a frente será sempre a descer.
É pena para quem fez tanto pela democracia. E, no final, parece não perceber bem toda a dimensão daquilo que tanto ajudou a construir
E esse é o último erro político que podia cometer.
Daqui para a frente será sempre a descer.
É pena para quem fez tanto pela democracia. E, no final, parece não perceber bem toda a dimensão daquilo que tanto ajudou a construir
REFLEXÕES ELEITORAIS IV
Vejo Rui Oliveira e Costa na SIC a anunciar os 20% de Alegre e os 14% de Soares e pergunto-me como é possível não ter vergonha na cara e ir-se embora.
A memória não pode ser tão curta que esqueça o logro que foi a sua "sondagem" publicada sexta-feira no Expresso.
A memória não pode ser tão curta que esqueça o logro que foi a sua "sondagem" publicada sexta-feira no Expresso.
QUESTÕES ELEITORIAIS III
Não tenho agora grandes dúvidas: bastava uma candidatura de convergência dentro do PS e a segunda volta seria uma inevitabilidade.
Ora, Alegre é quem estava mais bem colocado para o conseguir.
Quem mais tem a aprender é, por isso, a máquina trituradora do PS, com Sócrates e Jorge Coelho à cabeça.
A menos que algum destes citados preferisse o que está a suceder: o fim político de Soares, a ostracização de Alegre (seu opositor na ascensão ao poder partidário) e a vitória de Cavaco.
Mas isto seria muito maquiavélico...
Ora, Alegre é quem estava mais bem colocado para o conseguir.
Quem mais tem a aprender é, por isso, a máquina trituradora do PS, com Sócrates e Jorge Coelho à cabeça.
A menos que algum destes citados preferisse o que está a suceder: o fim político de Soares, a ostracização de Alegre (seu opositor na ascensão ao poder partidário) e a vitória de Cavaco.
Mas isto seria muito maquiavélico...
QUESTÕES ELEITORAIS II
20,29 h
O site da RTP está mais actualizado (maior número de freguesias apuradas) que o do STAPE.
Como é que é possível?
O site da RTP está mais actualizado (maior número de freguesias apuradas) que o do STAPE.
Como é que é possível?
OPORTUNISMOS
Só duas pessoas podem reclamar vitória nesta noite.
Cavaco Silva, por ter vencido
Manuel Alegre, pelo movimento que soube criar, e que fará com que na política portuguesa nada possa voltar a ser como dantes. Pelo menos à esquerda
Os demais, que vão agarrar-se ao galho da vitória, que vão tentar apanhar o barco, não passarão de meros oportunistas. Como é hábito
Cavaco Silva, por ter vencido
Manuel Alegre, pelo movimento que soube criar, e que fará com que na política portuguesa nada possa voltar a ser como dantes. Pelo menos à esquerda
Os demais, que vão agarrar-se ao galho da vitória, que vão tentar apanhar o barco, não passarão de meros oportunistas. Como é hábito
QUESTÕES ELEITORAIS I
Será que é desta que o clã Soares percebeu a mensagem?
Ou será preciso o sempre esclarecedor desenho
Ou será preciso o sempre esclarecedor desenho
MAR
Voto Alegre, com emoção.
Regresso a casa, a aguardo com serenidade uma boa nova.
Ponho o CD a girar (hoje, mais do que nunca, tenho aversão ao MP3), e recordo o Xico:
"Foi bonita festa, pá
fiquei contente
e inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já marcharam tua festa, pá,
mas certamente
esqueceram uma semente
nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos seprar
tanto mar, tanto mar
sei também quanto é preciso, pá,
navegar, navegar
Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
um cheirinho de alecrim
Regresso a casa, a aguardo com serenidade uma boa nova.
Ponho o CD a girar (hoje, mais do que nunca, tenho aversão ao MP3), e recordo o Xico:
"Foi bonita festa, pá
fiquei contente
e inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já marcharam tua festa, pá,
mas certamente
esqueceram uma semente
nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos seprar
tanto mar, tanto mar
sei também quanto é preciso, pá,
navegar, navegar
Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
um cheirinho de alecrim
sexta-feira, janeiro 20, 2006
INDECISOS
Não percebia, até hoje, a enorme camada de indecisos a 48 horas das eleições.
Indecisos porquê?
Percebi agora porque não percebia.
Falta-me contacto com o mundo real. Mergulhar no Portugal das novelas e das companhias. Da roupa da Zara. Dos jantares de domingo nas praças de alimentação dos Shoppings. Das dívidas por contratos ao consumo para comprar telemóveis. Do fio dental a mascar “chiclas” de boca aberta, cheias de “mousse” no cabelo.
Definitivamente, ando longe de Portugal.
Porque é esse o Portugal indeciso que, por exemplo, na boca de uma recepcionista de uma empresa de comunicação, com o dever, entre outros, de diariamente receber e distribuir jornais pela redacção pergunta, apontando para Garcia Pereira: “Este é quem? Do bloco não é?” ao mesmo tempo que, admirada, depois de uma olhadela fugaz e envergonhada à 1ª página do público, pergunta admirada: “Então é o Cavaco que ganha? E com esta distância? Hiiiii”.
Lembrei-me da frase de Torga, em Coimbra: “Não há universidade que nos tira da idade da pedra lascada”.
Indecisos porquê?
Percebi agora porque não percebia.
Falta-me contacto com o mundo real. Mergulhar no Portugal das novelas e das companhias. Da roupa da Zara. Dos jantares de domingo nas praças de alimentação dos Shoppings. Das dívidas por contratos ao consumo para comprar telemóveis. Do fio dental a mascar “chiclas” de boca aberta, cheias de “mousse” no cabelo.
Definitivamente, ando longe de Portugal.
Porque é esse o Portugal indeciso que, por exemplo, na boca de uma recepcionista de uma empresa de comunicação, com o dever, entre outros, de diariamente receber e distribuir jornais pela redacção pergunta, apontando para Garcia Pereira: “Este é quem? Do bloco não é?” ao mesmo tempo que, admirada, depois de uma olhadela fugaz e envergonhada à 1ª página do público, pergunta admirada: “Então é o Cavaco que ganha? E com esta distância? Hiiiii”.
Lembrei-me da frase de Torga, em Coimbra: “Não há universidade que nos tira da idade da pedra lascada”.
MANIPULAÇÕES
Adriaanse reclamou “é falta” (que no magnífico inglês do Paixão se diz “it is foult”) e apanhou com 15 dias de suspensão.
Isto na semana em que, por culpa própria, o FC Porto perdeu na Reboleira e viu o Benfica ficar a apenas três pontos.
Querem apostar que não demora 15 dias a aparecer um sumaríssimo a arrumar com um ou dois portistas? Palpita-me que será a um dos esteios Quaresma, Lucho ou Pedro Emanuel.
Isto na semana em que, por culpa própria, o FC Porto perdeu na Reboleira e viu o Benfica ficar a apenas três pontos.
Querem apostar que não demora 15 dias a aparecer um sumaríssimo a arrumar com um ou dois portistas? Palpita-me que será a um dos esteios Quaresma, Lucho ou Pedro Emanuel.
JOGOS OLÍMPICOS
Laurentino Dias, secretário de estado do desporto, descartou, de uma vez por todas, o delírio da candidatura de Lisboa (e não portuguesa, como por aí se diz, aos Jogos Olímpicos).
Disse não acreditar em candidaturas virtuais.
Dificilmente subscreveria com tanto à-vontade e empenho uma decisão de um político.
A ideia, nascida nuns quantos parasitas da capital (com Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, à cabeça), daqueles que nunca fizéram nada que não fosse viver na sombra do Estado, não escondia a intenção de levar para o Vale do Tejo a última grande fatia do derradeiro quadro comunitário que contemplará Portugal, antes “fusão” definitiva com Espanha.
O pseudo-projecto, que nunca teve um mero estudo credível apresentado na praça pública, e que o inefável Santana também acolheu, não passa, assim, do delírio de meia dúzia de inimputáveis que, em devido tempo, Laurentino travou.
Pena não servir de exemplo, para OTAs, TGVs e afins
Disse não acreditar em candidaturas virtuais.
Dificilmente subscreveria com tanto à-vontade e empenho uma decisão de um político.
A ideia, nascida nuns quantos parasitas da capital (com Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, à cabeça), daqueles que nunca fizéram nada que não fosse viver na sombra do Estado, não escondia a intenção de levar para o Vale do Tejo a última grande fatia do derradeiro quadro comunitário que contemplará Portugal, antes “fusão” definitiva com Espanha.
O pseudo-projecto, que nunca teve um mero estudo credível apresentado na praça pública, e que o inefável Santana também acolheu, não passa, assim, do delírio de meia dúzia de inimputáveis que, em devido tempo, Laurentino travou.
Pena não servir de exemplo, para OTAs, TGVs e afins
quinta-feira, janeiro 19, 2006
quarta-feira, janeiro 18, 2006
ESCAPADELAS
DIA 23
DIA 23
Passe ou não à segunda volta da eleição presidencial, a mais do que provável maior votação de Manuel Alegre face a Mário Soares abrirá uma tremenda brecha na sociedade política de esquerda, com prognóstico muito reservado.
Uma coisa, a única talvez, é certa: nada voltará a ser como dantes. Pelo menos enquanto durarem os autores.
Porém, o movimento cívico desenvolvido em torno de Alegre (a candidatura com mais candidatos, como tive a felicidade de ouvir há dias, durante uma conferência na Reitoria da Universidade do Porto) terá que resistir à tremenda tentação, necessariamente revanchista, de criar um partido que responda ao PS na mesma moeda.
Não foi esse o espírito de arranque, nunca o tem sido ao longo da campanha, e não passaria de um “dejá-vue”, com contornos subversivos. Porque sempre que o político tenta ser mais do que a política, o resultado é inevitavelmente mau para o próprio; e um partido à imagem de um líder está condenado ao fracasso. Olhe-se, no tempo, e veja-se o que sucedeu ao PRD. Ou, citando exemplo mais moderno, veja-se o que está a suceder ao Bloco de Esquerda.
Alegre e seus “seguidores” (onde, para que não subsistam dúvidas, claramente me incluo) devem ter a paciência de saber ler tudo aquilo que representou o voluntarismo puro de centenas de apoiantes que fizéram a sua candidatura, os donativos completamente desinteressados que ajudaram a pagá-la, a participação activa em centenas de iniciativas espalhadas pelo país pelo simples prazer de ir, ouvir, reflectir, opinar, longe dos microfones, câmaras e do interesseirismo tão característico na política partidária.
Alegre, e os seus apoiantes, devem saber sair por cima no momento de contar os votos, mostrando que a boa cidadania é, antes de tudo, feita de coerência.
Devem saber fazer perdurar a serena agitação que criaram, o ressuscitar dos valores que, em estado letárgico, ameaçavam ruir.
E devem saber gerir a lição que deram ao mundo partidário, de que é (ainda é) possível fazer política longe dos partidos.
Passe ou não à segunda volta da eleição presidencial, a mais do que provável maior votação de Manuel Alegre face a Mário Soares abrirá uma tremenda brecha na sociedade política de esquerda, com prognóstico muito reservado.
Uma coisa, a única talvez, é certa: nada voltará a ser como dantes. Pelo menos enquanto durarem os autores.
Porém, o movimento cívico desenvolvido em torno de Alegre (a candidatura com mais candidatos, como tive a felicidade de ouvir há dias, durante uma conferência na Reitoria da Universidade do Porto) terá que resistir à tremenda tentação, necessariamente revanchista, de criar um partido que responda ao PS na mesma moeda.
Não foi esse o espírito de arranque, nunca o tem sido ao longo da campanha, e não passaria de um “dejá-vue”, com contornos subversivos. Porque sempre que o político tenta ser mais do que a política, o resultado é inevitavelmente mau para o próprio; e um partido à imagem de um líder está condenado ao fracasso. Olhe-se, no tempo, e veja-se o que sucedeu ao PRD. Ou, citando exemplo mais moderno, veja-se o que está a suceder ao Bloco de Esquerda.
Alegre e seus “seguidores” (onde, para que não subsistam dúvidas, claramente me incluo) devem ter a paciência de saber ler tudo aquilo que representou o voluntarismo puro de centenas de apoiantes que fizéram a sua candidatura, os donativos completamente desinteressados que ajudaram a pagá-la, a participação activa em centenas de iniciativas espalhadas pelo país pelo simples prazer de ir, ouvir, reflectir, opinar, longe dos microfones, câmaras e do interesseirismo tão característico na política partidária.
Alegre, e os seus apoiantes, devem saber sair por cima no momento de contar os votos, mostrando que a boa cidadania é, antes de tudo, feita de coerência.
Devem saber fazer perdurar a serena agitação que criaram, o ressuscitar dos valores que, em estado letárgico, ameaçavam ruir.
E devem saber gerir a lição que deram ao mundo partidário, de que é (ainda é) possível fazer política longe dos partidos.
sexta-feira, janeiro 13, 2006
PROZAC
O país precisa de uma urgente e massiva dose de Prozac.
Ou a profunda depressão colectiva em que submergimos não terá remédio possível.
Ou a profunda depressão colectiva em que submergimos não terá remédio possível.
ASSOUTADOS
A notícia de hoje do 24 horas, e que não foi desmentida por Souto Moura (há muito que desconfio daquele ar sonso, aparentemente inofensivo, falsamente contido do procurador), merecia tratamento à altura.
Numa personalidade onde o carácter marcasse presença, ainda que indelevelmente, e que permitisse que o homem estivésse à altura das funções de que está investido, o pedido de demissão.
Numa nação democrática e arrumada, a exoneração do responsável que não tivésse a ombridade de a pedir. E, a seguir, a sua (e dos demais) responsabilização, civil, criminal, disciplinar.
Mas não.
A prudência.
O dolce fare niente que é nosso apanágio, em geral, e deste presidente, muito em particular.
E a estabilidade. A famigerada estabilidade que, nos dias que correm, justifica tudo, sacrifica tudo, mesmo valores constitucionalmente consagrados, como a integridade moral, a imagem, a reserva de vida íntima, a dignidade, etc.etc.etc. que saiem feridos de morte das práticas hoje vindas a lume.
Passe a comparação, a legitimidade que este procurador mantém hoje, à luz do que foi denunciado, é igual à que Santana Lopes tinha quando foi empossado primeiro ministro.
O resultado foi o que se viu.
Curiosamente, o legitimador é sempre o mesmo.
Graças a deus que há dia 22 de Janeiro.
Numa personalidade onde o carácter marcasse presença, ainda que indelevelmente, e que permitisse que o homem estivésse à altura das funções de que está investido, o pedido de demissão.
Numa nação democrática e arrumada, a exoneração do responsável que não tivésse a ombridade de a pedir. E, a seguir, a sua (e dos demais) responsabilização, civil, criminal, disciplinar.
Mas não.
A prudência.
O dolce fare niente que é nosso apanágio, em geral, e deste presidente, muito em particular.
E a estabilidade. A famigerada estabilidade que, nos dias que correm, justifica tudo, sacrifica tudo, mesmo valores constitucionalmente consagrados, como a integridade moral, a imagem, a reserva de vida íntima, a dignidade, etc.etc.etc. que saiem feridos de morte das práticas hoje vindas a lume.
Passe a comparação, a legitimidade que este procurador mantém hoje, à luz do que foi denunciado, é igual à que Santana Lopes tinha quando foi empossado primeiro ministro.
O resultado foi o que se viu.
Curiosamente, o legitimador é sempre o mesmo.
Graças a deus que há dia 22 de Janeiro.
LOUREIRICES
“Há documentos muito comprometedores em relação a José Couceiro”.
João Loureiro, 2003
“”Nunca tive por intenção colocar em causa a sua conduta ou dignidade (...) Foi uma expressão infeliz (...). A verdade é que em relação a José Couceiro não tenho conhecimento de ligações nem documentos ou ligações comprometedores, que possam ser objecto de censura criminal”.
João Loureiro, 2006
Sublinho apenas que Couceiro apresentou uma denúncia crime contra Loureiro aquando das primeiras declarações.
As conclusões ficam com quem as quiser tirar.
João Loureiro, 2003
“”Nunca tive por intenção colocar em causa a sua conduta ou dignidade (...) Foi uma expressão infeliz (...). A verdade é que em relação a José Couceiro não tenho conhecimento de ligações nem documentos ou ligações comprometedores, que possam ser objecto de censura criminal”.
João Loureiro, 2006
Sublinho apenas que Couceiro apresentou uma denúncia crime contra Loureiro aquando das primeiras declarações.
As conclusões ficam com quem as quiser tirar.
FUSÃO
Numa altura em que tudo se funde (empresas, escritórios, até as lâmpadas cá de casa) pergunto-me quanto mais tempo irá demorar até à escritura de plena fusão de Portugal com Espanha.
Ou melhor, até que a OPA que “nuestros hermanos” lançaram sobre nós produza efeito definitivo.
E que consigam pela via bancária o que falharam pela força em 1640.
Ou melhor, até que a OPA que “nuestros hermanos” lançaram sobre nós produza efeito definitivo.
E que consigam pela via bancária o que falharam pela força em 1640.
VERDADES E MENTIRAS
O que hoje é verdade amanhã é mentira?
Não, nunca.
O que hoje é mentira amanhã continuará a sê-lo.
Ídem para as verdades.
Estes eufemismos retirados da sabedoria popularucha servem apenas para alimentar os tacticismos, assentes em estratégias ínvias, muito comum em quem quer o poder mas não o assume.
No caso Soares Franco.
Subiu à presidência do Sporting por “desistência” de Dias da Cunha, ou seja herdou o poder; mas afirmou sempre que era o espírito de missão que o movia; que nunca seria candidato; que apenas dava tempo a que as alternativas surgissem.
O acto eleitoral parece mais concorrido do que nunca, as alternativas apareceram, projectos não faltam.
Por que será que ninguém se admirou que Soares Franco tenha ontem vindo a público anunciar que, eventualmente, será candidato?
Não, nunca.
O que hoje é mentira amanhã continuará a sê-lo.
Ídem para as verdades.
Estes eufemismos retirados da sabedoria popularucha servem apenas para alimentar os tacticismos, assentes em estratégias ínvias, muito comum em quem quer o poder mas não o assume.
No caso Soares Franco.
Subiu à presidência do Sporting por “desistência” de Dias da Cunha, ou seja herdou o poder; mas afirmou sempre que era o espírito de missão que o movia; que nunca seria candidato; que apenas dava tempo a que as alternativas surgissem.
O acto eleitoral parece mais concorrido do que nunca, as alternativas apareceram, projectos não faltam.
Por que será que ninguém se admirou que Soares Franco tenha ontem vindo a público anunciar que, eventualmente, será candidato?
quarta-feira, janeiro 04, 2006
ESTALADÃO
Filipe Vieira, ou José Veiga ou, ainda, e provavelmente, os dois em conluio, alugaram uns gorilas, certamente retirados de uma porta da 24 de Julho, para ameaçarem e chegarem a vias de facto com um tal Dinis. Que, em pleno aeroporto, nas barbas da TV e, mais grave, muitíssimo mais grave, da PSP, insultaram e agrediram, sem reparo, sem detenção e identificação, como manda aquela coisa de nome Código Penal.
Isto faz-me recuar no tempo, à altura em que o Azevedo mandava no grémio da luz. Na altura também era intocável, mesmo rasgando contratos em directo, burlando e falsificando quem e o que lhe dava na veneta. Depois, abandonada a guarita, foi o que se sabe.
O inefável Vieira está a ficar igual. Depois do despudor de, em cuecas, se pôr aos pinchos, em frente das câmaras, a celebrar o mítico título de futsal (preparos que bem mereciam reprimenda penal porquanto assumiu laivos de pornografia com imagens emitidas em prime-time), agora assessora-se de uns mamutes para espetar umas estaladas a quem se lhe mete à frente dos pés. Se tudo isto for prenúncio de que, uma vez terminado o consolado, pagará por todas as trafulhices (imobiliárias e afins) que andou todos estes anos a montar, então o estalo no Dinis até terá valido a pena (aliás, aquele Dinis, pelo aspecto e, sobretudo, pela conversa, mereceria sempre um ou dois parzitos de estalos: é que se não fez ía fazer. Assim como assim, fica já a crédito das futuramente merecedoras).
Isto faz-me recuar no tempo, à altura em que o Azevedo mandava no grémio da luz. Na altura também era intocável, mesmo rasgando contratos em directo, burlando e falsificando quem e o que lhe dava na veneta. Depois, abandonada a guarita, foi o que se sabe.
O inefável Vieira está a ficar igual. Depois do despudor de, em cuecas, se pôr aos pinchos, em frente das câmaras, a celebrar o mítico título de futsal (preparos que bem mereciam reprimenda penal porquanto assumiu laivos de pornografia com imagens emitidas em prime-time), agora assessora-se de uns mamutes para espetar umas estaladas a quem se lhe mete à frente dos pés. Se tudo isto for prenúncio de que, uma vez terminado o consolado, pagará por todas as trafulhices (imobiliárias e afins) que andou todos estes anos a montar, então o estalo no Dinis até terá valido a pena (aliás, aquele Dinis, pelo aspecto e, sobretudo, pela conversa, mereceria sempre um ou dois parzitos de estalos: é que se não fez ía fazer. Assim como assim, fica já a crédito das futuramente merecedoras).
DUDEK II
Cá está o Dudek no Benfica, como tinha escrito aqui.
Aliás, no plano das contratações, é só craques, como fora prometido: o formidável Karyaka; o inolvidável Karagounis; o fabuloso Maduca; o inalienável Marco Ferreira; o passe mágico Beto.Estes novos dirigentes da Luz ou são inimputáveis ou... alimentam-se de comissões.
Aliás, no plano das contratações, é só craques, como fora prometido: o formidável Karyaka; o inolvidável Karagounis; o fabuloso Maduca; o inalienável Marco Ferreira; o passe mágico Beto.Estes novos dirigentes da Luz ou são inimputáveis ou... alimentam-se de comissões.
ESTRELAS
Quase ao mesmo tempo que a super-estrela do futebol francês - Laurent Robert - assina contrato na Luz, o mediocre Maniche, outrora dispensado pelo Benfica, rubrica um contrato que o ligará ao Chelsea.
Estão, mais uma vez, em grande os (ir)responsáveis encarnados. Para nosso bem e nosso gáudio
Estão, mais uma vez, em grande os (ir)responsáveis encarnados. Para nosso bem e nosso gáudio
segunda-feira, janeiro 02, 2006
REENCONTRO
Anseio, permanentemente, por partir.
Mas há uma ternura que me inunda quando reencontro as minhas paredes, os meus cheiros, a minha janela.
Será normal ou simplesmente um paradoxo?
Mas há uma ternura que me inunda quando reencontro as minhas paredes, os meus cheiros, a minha janela.
Será normal ou simplesmente um paradoxo?
DOURO
S. LEONARDO DE GALAFURA
NEGRILHO
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