terça-feira, março 07, 2006

DÉFICE

Dez anos e aposto que a "geração rasca" não se lembrará o nome do chefe de estado destes últimos 10 anos.
E não será só pelo desinteresse que esses "rascas" normalmente dispensam à política e seu agentes.
Honestidade, seriedade, lágrimas e dois contentores de concedecorações não chegam para permitir ficar na história.
Era precisa competência. E aí o défice foi tremendo.

domingo, março 05, 2006

ACHAQUES

Hoje deu-me ganas de pôr estes dois escapes em brasa...




... encostar aquele ponteirinho da direita ao vermelho...



...seria...



Mas depois acalmei-me.
Afinal de contas, é domingo, dia santo.

UMA QUESTÃO DE UNHAS


Compra. Compra que não te vais arrepender.

TREINO


Eu bem que a tento treinar...
Pode ser que um dia...

quinta-feira, março 02, 2006

RESÍDUOS

Em nossa casa, registada como local de habitação, onde habitamos dois, três, quatro ou mais, onde fazemos a nossa vidinha, onde passamos grande parte do nosso tempo, onde produzimos a esmagadora maioria dos resíduos sólidos com que poluímos, pagamos 2 euros pelos ditos resíduos (incluídos na conta da água).
Porém, no escritório, local onde trabalhamos, onde não produzimos quase resíduo nenhum (pelo menos do que polui fisicamente), onde muitas vezes não estamos, mas porque é escritório, pagamos 12 euritos pelos mesmos resíduos.
Poluímos menos.
Pagamos mais.
O estado (e suas empresas) no melhor do seu socialismo soviético: tem escritório? Então é rico, e tem que pagar.

ALTURAS INSUPORTÁVEIS

Longe dos livros.
Longe da felicidade.

PALAVRAS QUE CANSAM

Inverno

quarta-feira, março 01, 2006

VIA ÁPIA

Afinal a selecção nacional não passa de um balcão de desconto e reforma.
Descontam-se (e acertam-se) contas. E até se reformam dívidas.
O inefável seleccionador nacional afirmou que tem uma dívida para com Costinha. E por isso o convocará para o Mundial, esteja, ou não, a jogar na altura.
Com o Figo a promiscuídade nem se comenta.
Quim é para esquecer (não joga há tanto tempo que já deve ter esquecido como se faz).
Em compensação, proporcionou 45 longos minutos ao melhor jogador do campeonato (talvez pelo nome coincidir com a época que vivemos - Quaresma) para mostrar o que vale.
Já não falo de coerência, que é coisa que o homem nunca teve.
Mas estava na altura de ter algum decoro, e pelo menos fazer de conta que não faz a selecção por caprichos, amiguismos ou, o que é mais intolerável, por interesse.

PALAVRAS OBRIGATÓRIAS

Fraternidade

BODE RESPIRATÓRIO

Há uns anos ouvi a seguinte frase: "Recuso-me a ser o bode respiratório..."
Espero que este não o seja

sábado, fevereiro 25, 2006

MACROLOGIA

Vivemos na era macro, da macroeconomia, das macro-estrutura, das macro-soluções que planam sobre a sociedade e existem para além das pessoas.
É a globalização económica; a planetização das pessoas; a mundialização de tudo como solução para o “crescimento”, para a evolução.
Definitivamente, não é solução que me atraia.
Aliás, nunca percebi porque temos sempre que crescer (em lucros, em produção, demograficamente), como se no milagre da multiplicação estivesse a cura da virose.
Porque é que a materialidade se transformou na solução das sociedades “modernas” (é ínvia e subversiva a teoria de conserto através do consumo!!!).
Acredito na inevitabilidade do regresso a um certo “minimalismo”, de micro (estruturas, economias, soluções), onde volte a ser possível resolver problemas reais das pessoas, em vez de, criando-lhe mais e maiores expectativas, aumentarmos, na mesma exacta proporção, problemas e o consequente cavar da infelicidade tão característica (porém tão escondida) nas sociedades modernas.Uma questão a que, inevitavelemente, voltarei em próximos episódios.

ISENÇÃO

A primeira página da folha de couve é de uma insenção, de um rigor que até dói.
Mas é isto que nos dá a pica, é deste ódio destilado sob forma encapotada de pseudo-jornalismo que nos temos alimentado. E que ganhamos.

PROGNÓSTICO

Aconteça o resultado que acontecer,
Fique o FC Porto a quantos pontos ficar:
Não gosto do sistema do Adriaanse.
É um futebol sem chama, de credo na boca (está tudo preso por detalhes tão pequenos que é um deus me livre), que não se consegue ler.
Que saudades daquelas jogadas que percebo, dos dribles, das fintas, das triangulações, dos passes curtos.
Que saudades de ver futebol no Dragão.

sábado, fevereiro 18, 2006

ACTUALIDADES

Actual. Muito actual.

COMPLEXO

Tenho dito e redito, e não me estafo de repetir, que estes senhores são úteis, muito úteis sim senhor.
Alertam, denunciam, e exercem uma cidadania desinteressada, consequente.
Uma certa ignorância das chamadas elites, incapaz de perceber todos os recantos de uma democracia (não, não é só almejar o poder), que é também funcionar como contra-poder, insiste num bota abaixo redutivista, berrando contra o caviar de esquerda como único argumento que as suas entranhas conseguem vociferar. Há em Portugal um complexo de direita que é infinitamente maior que o dito de esquerda.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

...

Felicidade é uma utopia.
Ainda por cima efémera

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

INDÍCIOS

Afinal Souto Moura trabalha.
Um mês após o início do inquérito ao caso do envelope 9, foi à redacção do jornal que sabe mais do caso que a própria procuradoria (24 horas) procurar indícios criminais e constituir um ou outro arguido (amedrotando-os pode ser que da próxima fiquem quietinhos).
Está-se mesmo a ver que deve ter encontrado uma palete de dados incriminatórios. Num envelope, protinhos a ser consumidos.

UTILIDADE

Já lá vai um mês desde que Sampaio pediu um inquérito (com conclusões) urgente ao caso do "envelope 9".
O que é que se sabe? Que conclusões foram tiradas? Quem é que se importa?
Estes importam-se.
É nestes detalhes que mostram serviço, que revelam utilidade.
E que vão merecendo, aqui ou ali, uns votos eleitorais

terça-feira, fevereiro 14, 2006

CADÁVER POLÍTICO

Esta agonia em que o Presidente Sampaio se arrasta, a condecorar tantos e tão poucos faz com que não distraia: qualquer dia ainda apanho com uma comenda.
Assim e... zás. Pega lá por... não teres feito nada.
Dá dó e revela bem o estado a que chegamos.
Dois meses para pôr um gajo a jurar a constituição e começar o seu consolado.
Dois meses de pulmão artificial a um cadáver eleitoral em que já se transformou Sampaio.
É tudo lento. Tãããããoooooooooooo lennnnnnnnnnnnnttttttttttttooooooo, que até dá sono.

CHAPELADAS

A blogosfera (e não só) anda, de boca à banda, espantada com as alarvidades que Freitas do Amaral anda a dizer a propósito dos famigerados cartoons dinamarqueses.
A mim espanta-me o espanto.
Se calhar por que não fui daqueles que, nos idos 80, andei da chapelinho de palha na mão, a cantar prá frente Portugal, com arzinho de menino de coro, a fazer papelinho de mariconço.
Mas, se calhar, sou eu que sou diferente

ESGARES

É curioso olhar para os trejeitos com a “fina finança” lisboeta, daquela que é invariavelmente surpreendida, “on the rock,s” na 24 de Julho, ou nos almocinhos do Tavares Rico até às 17 horas, ou ainda que se perfila sempre que há eleições verdes da 2ª circular, a estrebuchar, mal disposta, com esgares de má digestão, com a OPA da Sonae sobre a PT.
Não estão habituados a esta indiferença, a que não lhes venham comer à mão o dinheirinho que, complacentemente, emprestam a bem da economia (deles próprios).
Não estão habituados a que o pequenino mundo da república não gire em torno deles próprios.
Faz-lhes confusão verificar que há mais vida para lá de Lisboa.

EXPRESSÕES ESTÚPIDAS

“Lógica de mercado”
Mas porventura o mercado tem lógica?

TRÓPICOS

Enrodilho-me de frio.
Encarquilho-me e torno-me amorfo, improdutivo.
Porque não nasci eu nos trópicos?

domingo, fevereiro 05, 2006

EXPRESSÕES ESTÚPIDAS

"Pelotão da frente"

FORMATAÇÕES

Esta estranha mania que existe de formatar, por esteriótipos, o modus vivendi, a fórmula socialmente adequada de existir é apenas ilustradora do muito que está por fazer em prol da maturidade de uma verdadeira democracia.
Pretender impedir que duas pessoas do mesmo sexo se casem, pretender fazer crer que família é, necessariamente, procriação é de um redutivismo que me faz pensar que a Revolução Francesa ainda não passou por cá.
Casem, descasem, criem, inventem, desorganizem, critiquem, diferenciem, afirmem, contrariem, multipliquem (se quiserem) ou, simplesmente, existam.
Mas façam ou, pelo menos, tentem. Devia ser o principal lema de uma verdadeira sociedade de direito democrático.

ADIANTADO MENTAL

Não só não me preocupa como aplaudo que a população homossexual queira e lute por ver reconhecido o seu direito ao casamento.
A lei é (tem que ser) laica, e as resistências vêm, com maior ou menor grão de sal, de um certo beatério que vê na expressão casamento uma ligação para hormonas diferentes.
Não, podem (devem poder) ser iguais (as hormonas, claro está).
O que realmente me preocupa, e por antecipação, é que quando esse básico reconhecimento vier a ser feito, lá virão as reclamações pelo direito à adopção.
E aí a questão é bam mais profunda, porquanto deixa de ter a ver com o mero direito de opção, convicção (ou outra coisa qualquer) pessoal.
Briga com terceiros.
E aí sou (serei e lutarei) contra. Totalmente contra.

REGRESSO I

O regresso de Manuel Alegre à bancada parlamentar do PS.
Não estou de acordo.
Não estou mesmo nada de acordo.
Foi uma golpada política como há muito não levava (desde o tempo em que deixei ficar na gaveta o cartão do partido).
É de uma total falta de senso, uma enorme dissintonia com tudo o que disse e defendeu ao longo da campanha, e que o fez levar o meu voto.
Sabendo o que sei hoje, obviamente, não o levaria.

DE PROFUNDIS...

E agora, duas derrotas depois?
Serão as contratações de inverno, realmente, acertadas (Marco Fereira, Laurent Robert, etc, etc)?
Será o holandês o tal revolucionáro?
E o Zé o tal verdadeiro director?
Ou vão entrar, outra vez, na "profundis valsa lenta"?

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

CONFIANÇA

Qual será a verdadeira contrapartida para tanta concessão da Microsoft a Portugal?
A exclusividade de fornecimento de software para os serviços públicos nos próximos 200 anos?
É que aquela coisa da confiança na economia nacional...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

OMISSÃO

Peca por omissão e por ser tardia a condecoração que o presidente da República hoje entrega a Mourinho.
Tardia porque deveria tê-lo sido não em 10 de Junho passado, quando foi atribuída, mas há dois anos, quando revolucionou o futebol nacional e conquistou o que conquistou ao serviço do FC Porto.
Por omissão porque, no pacote das condecorações em que se transformaram as comendas presidenciais, deveria estar uma destinada ao próprio FC Porto, que não só conquistou os ditos títulos como foi o único a ter a visão de abrir as portas a um treinador que fora ostracizado, por exemplo, pelo Benfica.
Mas o presidente Sampaio, no seu alto!!! critério, nunca arranjou sequer tempo para receber em Belém a equipa do FC Porto. Mas, afinal, só lá esteve 10 anos...

PARTIDAS

Partiram-lhe os vidros.
Devia é ter sido a cara.
Afinal, que culpa é que o carro tem?

domingo, janeiro 29, 2006

RUA III

Hoje o FC Porto perdeu dois pontos.
Dentro de uma semana, vai perder três.
E depois? Adriaanse vai continuar, impunemente, a inventar? Ou será que a SAD fará, finalmente, a sua função de entidade patronal?

sábado, janeiro 28, 2006

MEDIOCRES

Está visto: basta um árbitro que não faça daqueles roubos de igreja e o Benfica é uma equipa mediocre. É, como sempre foi, desde a primeira jornada. E ao longo dos 90 minutos isso ficou bem à vista. Manduca? Beto? Luisão? Nuno Gomes? São o quê? Jogadores de futebol?

SAPO II

O senhor Zé deve estar a caminho do Sapo, outra vez.
Mas desta vez vai ter dificuldade em engolir

quinta-feira, janeiro 26, 2006

BANCA... ROTA

É um ano de ouro na banca nacional, que multiplica lucros sem excepção.
250 milhões de euros lucrou o BPI, por exemplo.
É pornográfico.
Os lucros continuam a ser taxados a... 13% (Taxa de IRC).
Quanto a nós, lá vamos pagando. 20, 30, 40, agora até 42%, para quem ganha 60 000 euros ano.
Está bom de ver que é justo.
Que o que é preciso é continuar assim.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

SAPO

São insuportáveis e decandentes os últimos mimos em que se envolveram o Veiga, o Jorge Nuno e, agora, até o patego do Reinaldo.
Que o futebol estava podre, já se sabia.
Mas entumescido...
Pergunto-me quando é que um jogo valerá, de facto três pontos e os golos que se lá marcam?
Por mim preferia ter o meu presidente, o "senhor Nuno" (ao Veiga faltou-lhe, ainda tenro, porrada nas ventas , para aprender a ser educado) mais preocupado com as diatribes do holandês, supostamente técnico de futebol a quem entregou os destinos da equipa, que todos os "Sapos" do mundo.

CASTRAÇÃO

O mal de certas criaturas não o facto de existirem (o que, por vezes, já é mal suficiente).
É procriarem.
Olhe-se, por exemplo, o João Jardim.
Pense lá (não precisa de dizer) com sinceridade: não era a favor da castração?

COÇAR

"Coçar onde é preciso" é uma crónica impressiva que a mestria de palco de José Pedro Gomes transforma num espectáculo imperdível.
Nunca me ri de forma tão séria com o retrato fiel (por vezes arrasador) que faz da nossa sociedade.

SNIF

Vai uma snifadela

terça-feira, janeiro 24, 2006

JUMENTOS

O que têm Adriaanse e Scolari em comum?
São teimosos. Como jericos.
Ora a teimosia, alicerçada em convicções fortes, até pode parecer justificável.
Mas quando se a mantém, contra tudo e contra todos, sem justificação, quer normalmente dizer uma única coisa: burrice.

PERSONALIDADES (VERDADEIRAMENTE) INSUPORTÁVEIS

Ana.
Ana GOMES.

BOBAGENS

Fernanda Câncio, quando está no seu melhor, é imperdível. Como aqui.
Bobo da corte.
Está bem visto, sim senhor

segunda-feira, janeiro 23, 2006

PARVALHICES

Não sei o que é mais repugnante:
se a interrupção cirúrgica, incivilizada e a-democrática de José Sócrates ao discurso de Alegre.
se as desculpas esfarrapadas com que o próprio e meia dúzia de acólitos tentaram branquear o assunto. É parvo ou julga que o somos todos nós, engenheiro?

REFLEXÕES PÓS ELEITORIAS II

As provocações lançadas a Manuel Alegre em toda a noite eleitoral (Sócrates interrompeu-o, Soares ignorou-o, Ana Gomes acusou-o) bem mereciam uma resposta drástica.
Que seria, contudo, a pior que Alegre poderia dar.
O silêncio, nos próximos dias, será de ouro.
Depois sim, será a hora de reclamar o crédito dos votos de um quinto dos votantes.

PRETO E BRANCO

Que Cavaco é um homem triste, descolorido, introvertido, todos o sabíamos.
Mas Cavaco é, também, um homem só e sem assunto.
A escolha de permanecer em casa, só com a família, a festejar a sua vitória, se pode ter querido transmitir uma imagem de equidistância face ao “aparelhismo”, não deixa de revelar um homem que só se sente confortável longe de tudo e todos, na secretária ou no regaço da Maria.
A tremenda dificuldade que teve em se expressar, com afecto, aos muitos que ao frio aguardavam a sua aparição pública, a tímida tentativa que teve em se emocionar (só por palavras, nunca por gestos), a postura distante, fria e pálida, mostram bem que o homem, quando sai dos números, não tem nada para nos dizer.
Vão ser 10 anos a preto e branco.

REFLEXÕES PÓS ELEITORAIS I

Cerca de 22 mil cidadãos nacionais ainda votam Garcia Pereira.
Andam à procura de quê estas 22 mil almas incautos?

VIAGRA

Casos como este mas, sobretudo, este, fazem-me pensar que é pena não existir Viagra para a disfunção intelectual.

domingo, janeiro 22, 2006

HUMANISMOS

Cavado disse que estava emocionado, com a mesma cara de cera de sempre. Querem ver que, afinal, o homem é humano. Deve ser a tal "pessoa humana" de que tanto se fala

REFLEXÕES ELEITORAIS VII

Não ouvi Sócrates usar uma vez a palavra derrota.
Enrolou-se-lhe na língua, mas não conseguiu.
Mas conseguiu fazer com que Alegre não se ouvisse.

REFLEXÕES ELEITORAIS VI

Grande tática a de Sócrates começar a falar quando Alegre discursava.
Mostra o índice de democraticidade a que chegaram os partidos.

REFLEXÕES ELEITORAIS V

Soares não teve a humildade de assumir o erro da sua candidatura.
E esse é o último erro político que podia cometer.
Daqui para a frente será sempre a descer.
É pena para quem fez tanto pela democracia. E, no final, parece não perceber bem toda a dimensão daquilo que tanto ajudou a construir

REFLEXÕES ELEITORAIS IV

Vejo Rui Oliveira e Costa na SIC a anunciar os 20% de Alegre e os 14% de Soares e pergunto-me como é possível não ter vergonha na cara e ir-se embora.
A memória não pode ser tão curta que esqueça o logro que foi a sua "sondagem" publicada sexta-feira no Expresso.

QUESTÕES ELEITORIAIS III

Não tenho agora grandes dúvidas: bastava uma candidatura de convergência dentro do PS e a segunda volta seria uma inevitabilidade.
Ora, Alegre é quem estava mais bem colocado para o conseguir.
Quem mais tem a aprender é, por isso, a máquina trituradora do PS, com Sócrates e Jorge Coelho à cabeça.
A menos que algum destes citados preferisse o que está a suceder: o fim político de Soares, a ostracização de Alegre (seu opositor na ascensão ao poder partidário) e a vitória de Cavaco.
Mas isto seria muito maquiavélico...

QUESTÕES ELEITORAIS II

20,29 h
O site da RTP está mais actualizado (maior número de freguesias apuradas) que o do STAPE.
Como é que é possível?

OPORTUNISMOS

Só duas pessoas podem reclamar vitória nesta noite.
Cavaco Silva, por ter vencido
Manuel Alegre, pelo movimento que soube criar, e que fará com que na política portuguesa nada possa voltar a ser como dantes. Pelo menos à esquerda
Os demais, que vão agarrar-se ao galho da vitória, que vão tentar apanhar o barco, não passarão de meros oportunistas. Como é hábito

QUESTÕES ELEITORAIS I

Será que é desta que o clã Soares percebeu a mensagem?
Ou será preciso o sempre esclarecedor desenho

ESPERANÇA

18 h 42 m

Cavaco: 49,??
Alegre: 19

RUA II

A pobreza franciscana evidenciada pela equipa do FC Porto, para além de reflexões mais profundas sobre a origem do mal, faz-me pedir, vezes e vezes sem contas, como fiz aqui: ponham o Adriaanse na rua ou então, para o ano, o Benfica faz o tri.

MAR

Voto Alegre, com emoção.
Regresso a casa, a aguardo com serenidade uma boa nova.
Ponho o CD a girar (hoje, mais do que nunca, tenho aversão ao MP3), e recordo o Xico:

"Foi bonita festa, pá
fiquei contente
e inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já marcharam tua festa, pá,
mas certamente
esqueceram uma semente
nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos seprar
tanto mar, tanto mar
sei também quanto é preciso, pá,
navegar, navegar

Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
um cheirinho de alecrim

sexta-feira, janeiro 20, 2006

INDECISOS

Não percebia, até hoje, a enorme camada de indecisos a 48 horas das eleições.
Indecisos porquê?
Percebi agora porque não percebia.
Falta-me contacto com o mundo real. Mergulhar no Portugal das novelas e das companhias. Da roupa da Zara. Dos jantares de domingo nas praças de alimentação dos Shoppings. Das dívidas por contratos ao consumo para comprar telemóveis. Do fio dental a mascar “chiclas” de boca aberta, cheias de “mousse” no cabelo.
Definitivamente, ando longe de Portugal.
Porque é esse o Portugal indeciso que, por exemplo, na boca de uma recepcionista de uma empresa de comunicação, com o dever, entre outros, de diariamente receber e distribuir jornais pela redacção pergunta, apontando para Garcia Pereira: “Este é quem? Do bloco não é?” ao mesmo tempo que, admirada, depois de uma olhadela fugaz e envergonhada à 1ª página do público, pergunta admirada: “Então é o Cavaco que ganha? E com esta distância? Hiiiii”.
Lembrei-me da frase de Torga, em Coimbra: “Não há universidade que nos tira da idade da pedra lascada”.

MANIPULAÇÕES

Adriaanse reclamou “é falta” (que no magnífico inglês do Paixão se diz “it is foult”) e apanhou com 15 dias de suspensão.
Isto na semana em que, por culpa própria, o FC Porto perdeu na Reboleira e viu o Benfica ficar a apenas três pontos.
Querem apostar que não demora 15 dias a aparecer um sumaríssimo a arrumar com um ou dois portistas? Palpita-me que será a um dos esteios Quaresma, Lucho ou Pedro Emanuel.

JOGOS OLÍMPICOS

Laurentino Dias, secretário de estado do desporto, descartou, de uma vez por todas, o delírio da candidatura de Lisboa (e não portuguesa, como por aí se diz, aos Jogos Olímpicos).
Disse não acreditar em candidaturas virtuais.
Dificilmente subscreveria com tanto à-vontade e empenho uma decisão de um político.
A ideia, nascida nuns quantos parasitas da capital (com Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, à cabeça), daqueles que nunca fizéram nada que não fosse viver na sombra do Estado, não escondia a intenção de levar para o Vale do Tejo a última grande fatia do derradeiro quadro comunitário que contemplará Portugal, antes “fusão” definitiva com Espanha.
O pseudo-projecto, que nunca teve um mero estudo credível apresentado na praça pública, e que o inefável Santana também acolheu, não passa, assim, do delírio de meia dúzia de inimputáveis que, em devido tempo, Laurentino travou.
Pena não servir de exemplo, para OTAs, TGVs e afins

quinta-feira, janeiro 19, 2006

CALABOTE

este percebe.
Perceb tudo.
E nem precisava de publicar a (magnífica) resposta que levou de chofre.
Quer é fazer de conta que não percebe.
E isso tem um nome: desonestidade. Intelectual, que é a pior.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

ESCAPADELAS II

Já a este não escapa.
Pelo menos não lhe escapa tudo.

ESCAPADELAS

Escapa, escapa.
Escapa tudo.
Mas, afinal, isto não tinha sabor nenhum se todos pudéssemos perceber o mesmo de tudo.

DIA 23

DIA 23

Passe ou não à segunda volta da eleição presidencial, a mais do que provável maior votação de Manuel Alegre face a Mário Soares abrirá uma tremenda brecha na sociedade política de esquerda, com prognóstico muito reservado.
Uma coisa, a única talvez, é certa: nada voltará a ser como dantes. Pelo menos enquanto durarem os autores.
Porém, o movimento cívico desenvolvido em torno de Alegre (a candidatura com mais candidatos, como tive a felicidade de ouvir há dias, durante uma conferência na Reitoria da Universidade do Porto) terá que resistir à tremenda tentação, necessariamente revanchista, de criar um partido que responda ao PS na mesma moeda.
Não foi esse o espírito de arranque, nunca o tem sido ao longo da campanha, e não passaria de um “dejá-vue”, com contornos subversivos. Porque sempre que o político tenta ser mais do que a política, o resultado é inevitavelmente mau para o próprio; e um partido à imagem de um líder está condenado ao fracasso. Olhe-se, no tempo, e veja-se o que sucedeu ao PRD. Ou, citando exemplo mais moderno, veja-se o que está a suceder ao Bloco de Esquerda.
Alegre e seus “seguidores” (onde, para que não subsistam dúvidas, claramente me incluo) devem ter a paciência de saber ler tudo aquilo que representou o voluntarismo puro de centenas de apoiantes que fizéram a sua candidatura, os donativos completamente desinteressados que ajudaram a pagá-la, a participação activa em centenas de iniciativas espalhadas pelo país pelo simples prazer de ir, ouvir, reflectir, opinar, longe dos microfones, câmaras e do interesseirismo tão característico na política partidária.
Alegre, e os seus apoiantes, devem saber sair por cima no momento de contar os votos, mostrando que a boa cidadania é, antes de tudo, feita de coerência.
Devem saber fazer perdurar a serena agitação que criaram, o ressuscitar dos valores que, em estado letárgico, ameaçavam ruir.
E devem saber gerir a lição que deram ao mundo partidário, de que é (ainda é) possível fazer política longe dos partidos.

sexta-feira, janeiro 13, 2006

PROZAC

O país precisa de uma urgente e massiva dose de Prozac.
Ou a profunda depressão colectiva em que submergimos não terá remédio possível.

ASSOUTADOS

A notícia de hoje do 24 horas, e que não foi desmentida por Souto Moura (há muito que desconfio daquele ar sonso, aparentemente inofensivo, falsamente contido do procurador), merecia tratamento à altura.
Numa personalidade onde o carácter marcasse presença, ainda que indelevelmente, e que permitisse que o homem estivésse à altura das funções de que está investido, o pedido de demissão.
Numa nação democrática e arrumada, a exoneração do responsável que não tivésse a ombridade de a pedir. E, a seguir, a sua (e dos demais) responsabilização, civil, criminal, disciplinar.
Mas não.
A prudência.
O dolce fare niente que é nosso apanágio, em geral, e deste presidente, muito em particular.
E a estabilidade. A famigerada estabilidade que, nos dias que correm, justifica tudo, sacrifica tudo, mesmo valores constitucionalmente consagrados, como a integridade moral, a imagem, a reserva de vida íntima, a dignidade, etc.etc.etc. que saiem feridos de morte das práticas hoje vindas a lume.
Passe a comparação, a legitimidade que este procurador mantém hoje, à luz do que foi denunciado, é igual à que Santana Lopes tinha quando foi empossado primeiro ministro.
O resultado foi o que se viu.
Curiosamente, o legitimador é sempre o mesmo.
Graças a deus que há dia 22 de Janeiro.

LOUREIRICES

“Há documentos muito comprometedores em relação a José Couceiro”.

João Loureiro, 2003

“”Nunca tive por intenção colocar em causa a sua conduta ou dignidade (...) Foi uma expressão infeliz (...). A verdade é que em relação a José Couceiro não tenho conhecimento de ligações nem documentos ou ligações comprometedores, que possam ser objecto de censura criminal”.

João Loureiro, 2006

Sublinho apenas que Couceiro apresentou uma denúncia crime contra Loureiro aquando das primeiras declarações.
As conclusões ficam com quem as quiser tirar.

FUSÃO

Numa altura em que tudo se funde (empresas, escritórios, até as lâmpadas cá de casa) pergunto-me quanto mais tempo irá demorar até à escritura de plena fusão de Portugal com Espanha.
Ou melhor, até que a OPA que “nuestros hermanos” lançaram sobre nós produza efeito definitivo.
E que consigam pela via bancária o que falharam pela força em 1640.

VERDADES E MENTIRAS

O que hoje é verdade amanhã é mentira?
Não, nunca.
O que hoje é mentira amanhã continuará a sê-lo.
Ídem para as verdades.
Estes eufemismos retirados da sabedoria popularucha servem apenas para alimentar os tacticismos, assentes em estratégias ínvias, muito comum em quem quer o poder mas não o assume.
No caso Soares Franco.
Subiu à presidência do Sporting por “desistência” de Dias da Cunha, ou seja herdou o poder; mas afirmou sempre que era o espírito de missão que o movia; que nunca seria candidato; que apenas dava tempo a que as alternativas surgissem.
O acto eleitoral parece mais concorrido do que nunca, as alternativas apareceram, projectos não faltam.
Por que será que ninguém se admirou que Soares Franco tenha ontem vindo a público anunciar que, eventualmente, será candidato?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

ESTALADÃO

Filipe Vieira, ou José Veiga ou, ainda, e provavelmente, os dois em conluio, alugaram uns gorilas, certamente retirados de uma porta da 24 de Julho, para ameaçarem e chegarem a vias de facto com um tal Dinis. Que, em pleno aeroporto, nas barbas da TV e, mais grave, muitíssimo mais grave, da PSP, insultaram e agrediram, sem reparo, sem detenção e identificação, como manda aquela coisa de nome Código Penal.
Isto faz-me recuar no tempo, à altura em que o Azevedo mandava no grémio da luz. Na altura também era intocável, mesmo rasgando contratos em directo, burlando e falsificando quem e o que lhe dava na veneta. Depois, abandonada a guarita, foi o que se sabe.
O inefável Vieira está a ficar igual. Depois do despudor de, em cuecas, se pôr aos pinchos, em frente das câmaras, a celebrar o mítico título de futsal (preparos que bem mereciam reprimenda penal porquanto assumiu laivos de pornografia com imagens emitidas em prime-time), agora assessora-se de uns mamutes para espetar umas estaladas a quem se lhe mete à frente dos pés. Se tudo isto for prenúncio de que, uma vez terminado o consolado, pagará por todas as trafulhices (imobiliárias e afins) que andou todos estes anos a montar, então o estalo no Dinis até terá valido a pena (aliás, aquele Dinis, pelo aspecto e, sobretudo, pela conversa, mereceria sempre um ou dois parzitos de estalos: é que se não fez ía fazer. Assim como assim, fica já a crédito das futuramente merecedoras).

DUDEK II

Cá está o Dudek no Benfica, como tinha escrito aqui.
Aliás, no plano das contratações, é só craques, como fora prometido: o formidável Karyaka; o inolvidável Karagounis; o fabuloso Maduca; o inalienável Marco Ferreira; o passe mágico Beto.Estes novos dirigentes da Luz ou são inimputáveis ou... alimentam-se de comissões.

ESTRELAS

Quase ao mesmo tempo que a super-estrela do futebol francês - Laurent Robert - assina contrato na Luz, o mediocre Maniche, outrora dispensado pelo Benfica, rubrica um contrato que o ligará ao Chelsea.
Estão, mais uma vez, em grande os (ir)responsáveis encarnados. Para nosso bem e nosso gáudio

segunda-feira, janeiro 02, 2006

REENCONTRO

Anseio, permanentemente, por partir.
Mas há uma ternura que me inunda quando reencontro as minhas paredes, os meus cheiros, a minha janela.
Será normal ou simplesmente um paradoxo?

REGRESSO


Regresso ao trabalho. Haverá melhor imagem que ilustre o estado de espírito

DOURO


Tem destas coisas o Douro. Mesmo sombrio, desfocado, tremido, é bonito de morrer. E será por lá que, se Deus houver, hei-de entregar a alma.

S. LEONARDO DE GALAFURA


É, de facto, um excesso. De natureza e de tudo o mais. Uma beleza proibida num Portugal parido de abortos.

NEGRILHO


O Negrilho, dado como morto, parece com alma para renascer. A parir-se a si próprio, uma e outra vez, recusando entregar a alma ao criador. Como o seu dono moral... (fica em S. Martinho de Anta, terra natal de Miguel Torga).

SO WHAT?

- "I am back".
- "So what?" dirá quem me lê

sexta-feira, dezembro 23, 2005

SMS

Pronto, começou o delírio das sms de natal.
Sim sim, desejo a todos um bom Natal, etc.etc.etc.
Mas por amor de Deus. Não me façam dar cabo do orçamento a, por respeito, ter que responder a todas.
Que raio de mania havia de pegar. E de estaca

AMIGOS

É curioso como dois amigos de há 20 anos, que há quase 10 não conversavam, se podem encontrar e, com naturalidade, retomar a última conversa que tinham tido. Quase como se não tivésse existido o entretanto.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

PAULO PEDROSO

Nota máxima à serenidade com que Paulo Pedroso apareceu na entrevista da SIC, nada revanchista, agarrado às suas convicções e às suas verdades.
Profundo sentido da responsabilidade, evitando cair na tentação fácil do apontar do dedo, de chamar por nomes, do adjectivar fácil, certamente muito popularacho mas com muito pouco a ver com toda a sua postura, quer nestes processo quer na vida pública que lhe conhecemos.
Mas alguns dos factos que revelou estarem presentes no processo e, mais grave, algumas das omissões que também confessou lá estarem são muito mais do que preocupantes, são aterradoras para o estado de direito (ou estado do direito).
E, a confirmarem-se, levam-me cada vez mais a pensar que este processo, antes de judicial, teve sempre contornos políticos, com algum "socialite" para disfarçar.
Só mes resta saber de onde veio: se de fora se de dentro (do próprio PS, diga-se).

terça-feira, dezembro 13, 2005

SENHORA DOUTORA II

Continuo sem conseguir falar com a Senhora Dótora do centro de emprego.
Deve ter ido parir.
Ou se não foi antes fosse.
Parir. Para...

domingo, dezembro 11, 2005

FALTA DE VERGONHA

Cavaco promete começar a campanha na Madeira, de braço dado com Jardim.
O mesmo Jardim que há uns meses, irritado e com o ar brejeiro que o caracteriza, chamou o professor de "Sr Silva", menosprezando a sua eventual candidatura à Presidência da República.
A confirmar-se, o dito Silva vai borrar-se em troco de votos. Algo que só espanta por ser vindo dele.

LOUÇÃ

Francisco Louçã prometeu destituir o burgesso (obrigado à voz amiga correctora) da Madeira (Jardim) caso fosse eleito.
Só por isso já me apetecia votar nele.

sábado, dezembro 10, 2005

SORTINHA

Angola, México e o fortíssimo Irão.
O brazuca nasceu mesmo com o dito cujo virado para a lua.
Porém, a meio ano de distância, permito-me uma vaticínio: ele, como só ele sabe fazer, vai deitar este paio, mais um, pela janela fora.
Acho que vamos saír da Alemanha sem honra nem glória.
Isto, claro está, se o homem chegar até lá.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

CRISE RESOLVIDA...

...o Benfica passou aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Vamos ter oito dias de barriga tão farta que nem DO Cavaco (ou O Soares, que é a mesma coisa) vamos ouvir falar

SENHORA DOUTORA

14,30 h.
Telefonema para o Instituto e Emprego do Porto.
Desculpe mas para essa informação só da parte da manhã. À tarde o atendimento está fechado”.

Dia seguinte, 9,20h
Novo telefonema sobre o mesmo assunto:
Desculpe mas a senhora doutora ........ só chega às 10 horas
- Às 10 h? Precisava de um emprego desses
Olhe que não. A senhora doutora sai muito tarde. Só por volta das 19 h. Por isso é que também chega tarde”.
Desliguei. E estou com receio de incomodar a senhora doutora. Pode não lhe apetecer atender-me. Afinal, é véspera de feriado.

terça-feira, dezembro 06, 2005

CITANDO

Nem mais, nem menos.
Mesmo estando escrito onde está.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

NÍVEL

O grau de civilidade, elevação, porém de confronto e discordância q.b. e que decorreu o primeiro debate presidencial entre Alegre e Cavaco revelou, dede já, uma coisa: há apenas e de facto dois verdadeiros candidatos à presidência da república.
Aposto que em mais nenhum outro debate chageremos ao nível deste.
A ver vamos

CAVACO HUMANO

No debate desta noite, na SIC, ficamos a saber que Cavaco está preocupado com a "pessoa humana" (sic).
Por mim estou é preocupado que um possível futuro presidente da república conheça outros humanos que não pessoas.
Mas, como não sou de economia, e de finanças não alcanço mais que as de cá de casa, se calhar o erro está em mim, naquele livro do Keynes que, nos idos tempos de faculdade, ficou por ler sem o professor se aperceber no exame oral em que, pelos vistos mal, me abençoou com uma positiva.

sábado, dezembro 03, 2005

DIVULGAÇÃO

Ora aí vão mais uns pulsares blogosféricos por Alegre. Como
este, este, este, este, este, este, este, este, esta, este, este, e tantos, tantos outros que continuarei a divulgar

JÁ, IMEDIATAMENTE

Movimento já.É um movimento, mais um, na imensidão dos que vão salpicando a web e a blogosfera, e depois extravasam para a sociedade civil.
É mais um a provar que somos muitos mais do que aquilo que a comunicação social, ora ao serviço de Cavaco ora de Soares, quer fazer crer.
É mais um exercício de cidadania, estrela do norte desta candidatura.
É mais um que, por imperativo de consciência, tinha que divulgar aqui.

ETAR

António Vitorino, José Lamego, José Braga da Cruz, todos deputados eleitos nas listas do Partido Socialista, estiveram ausentes da votação do orçamento de estado.
Todos eles mais Manuel Alegre.
Mas só este foi crucificado porque, no momento da votação, circulava pelo país, numa exercício de liberdade, independência e autonomia intelectual, a defender aquela que é a sua causa.
Os outros também deviam circular, mas mais pelos corredores do lóbbie, do tráfico de influências, do esgoto em que se tornou a vida política partidária em Portugal.
Vitorino, por exemplo, devia estar no seu gabinete de advogado!!!!!!,a negociar os interesses da Galp!!!! a... 400 mil euros por mês de "negócio".
Definitivamente estes caminhos do poder precisam de uma limpeza, de uma vassourada. De uma ETAR, para continuar na mesma onde de frequência.
E a candidatura e eleição de Manuel Alegre pode não ser a salvação absoluta.
Mas é, sem dúvida, o caminho.

CAMARATE - CAPÍTULO DCLXXXVIII

Era inevitável.
Chegam umas eleições, chega Camarate.
Crime ou desastre, o que mais releva é esta falta de honestidade de alguma classe política, alimentada por uma Imprensa de interesses, que de cada vez que o zé pagode é lembrado a votar, lhe recordam que o D. Sebastião também viveu no século XX, também caiu numa espécie de nevoeiro, mas que anda por aí, à coca.
E que ou elegemos a descendência ou virá, de lança em punho, para nos punir.
Haja decência.

FALIDOS

Continuam a quatro pontos do FC Porto, fizéram uma exibição miserável, incapazes de vencer um FC Porto sem rumo e sem tino, passaram a segunda parte toda a defender, mas acham-se já senhores do universo.
Algumas vozes, que andavam caladas que nem ratos, sairam da toca, e até parecem campeões.
Digo hoje e não demorarei dois meses a escrever um post a remeter para este: esta Sporting não vai a lado nenhum, por muito que aquela gangada da linha, pseudo queques de tasca, os queira pôr nos pincaros, escamoteando uma realidade indesmentível: estão falidos até aos cueiros, financeira e desportivamente.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

RUA JÁ

P P
OO O
NNN N
HHHH H
AAAAA A
MMMMMM M

OOOOOOO O

AAAAAAAA A
DDDDDDDDD D
RRRRRRRRRR R
IIIIIIIIIII I
AAAAAAAAAAAA A
AAAAAAAAAAAAA A
NNNNNNNNNNNNNN N
SSSSSSSSSSSSSSSS S
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NNNNNNNNNNNNNNNNN N
AAAAAAAAAAAAAAAAAA A

RRRRRRRRRRRRRRRRRRR R
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA A

RUA

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